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A decisão sobre juros do Banco Central brasileiro é o grande destaque dos próximos dias, em meio a temporada de balanços por aqui
Os investidores entram em agosto com uma pulga atrás da orelha. Afinal, diante da disparada dos preços ao redor do mundo e do risco de que a desaceleração econômica global se transforme em recessão, até quando as bolsas pelo mundo serão capazes de sustentar a recuperação observada no mês passado?
O Ibovespa acumulou alta de 4,7% em julho. Em Nova York, os mercados de ações tiveram o melhor mês desde 2020. O índice Dow Jones subiu 6,7% e o S&P-500 avançou 9,1%. Mas o destaque do mês passado foi mesmo o Nasdaq, com um salto de 12,3% em relação a junho.
Tudo isso em um período no qual a inflação encontra-se nos níveis mais elevados em décadas nos Estados Unidos e na Europa e os principais bancos centrais do mundo engajam-se em agressivas elevações de juros.
Nesse sentido, porém, o mercado financeiro já vinha se antecipando. Ao longo das últimas semanas, os investidores dividiram a atenção entre as sinalizações dos banqueiros centrais e a safra de balanços do segundo trimestre. E acabaram encontrando respaldo nessas duas frentes para manter o apetite por risco.
Stephen Innes, sócio-gerente da SPI Asset Management, atribuiu o movimento de julho às sinalizações por parte do Fomc, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), de que a inflação pode estar se aproximando do pico. Além disso, os resultados corporativos não estão vindo tão ruins quanto se temia.
Para Innes, porém, é possível que os investidores diminuam o apetite por risco à espera de novos dados sobre a economia norte-americana no decorrer da semana.
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Lá fora, as atenções de hoje estão voltadas aos PMIs, os índices de gerentes de compra, na sigla em inglês. Mas o que interessa mesmo é o payroll, como é conhecido o relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os números de julho do payroll serão conhecidos apenas na sexta-feira.
Já no Brasil, a agenda da semana inclui a temporada de balanços corporativos e a decisão de política monetária do Banco Central, que deve elevar os juros mais uma vez em seu próximo encontro.
Confira o que movimenta o Ibovespa, o dólar e as bolsas pelo mundo:
Hoje pela manhã, as bolsas de valores europeias operam em leve alta antes dos balanços de grandes empresas da região. Também sustenta o viés positivo a expectativa com os PMIs ao longo da semana.
Enquanto isso, os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em leve queda após o melhor mês para os índices desde 2020. O movimento de ajuste de carteiras — típico de finais e inícios de mês — deve trazer volatilidade para as bolsas hoje.
Mas o assunto da semana por aqui é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Enquanto o Fed encontra-se no meio de seu ciclo de aperto monetário e o Banco Central Europeu (BCE) começou a subir os juros apenas em julho, o mercado local considera que o Copom esteja próximo de chegar ao pico da escalada da taxa Selic.
Em março do ano passado, quando o Copom começou a subir agressivamente o juro, a taxa Selic encontrava-se em sua mínima histórica — 2,00% ao ano.
Menos de um ano e meio depois, a Selic acumula alta de mais de 1.100 pontos-base. E deve subir mais um pouquinho agora em agosto.
Na reunião de junho, a Selic chegou a 13,25% ao ano. A expectativa do mercado, amplamente baseada nas sinalizações emitidas pelo BC no comunicado e na ata do último encontro, é de que o Copom agora eleve a Selic a 13,75%.
A dúvida é se a alta da taxa Selic termina agora ou se ainda restam alguns pontos-base para o pico. Há quem trabalhe com a expectativa de que a taxa básica de juro no Brasil chegue ao fim de 2022 a 14,00%.
Também não se descarta um movimento mais suave agora seguido de ajustes nos próximos meses.
Seja como for, o fim da escalada do Monte Selic será decretado somente quando o Copom tiver certeza de que a inflação esteja cedendo de maneira consistente.
Enquanto isso, a temporada de balanços ganha fôlego no Brasil.
A corrida eleitoral só deve ganhar tração a partir do dia 16 de agosto, quando começa o período de campanha eleitoral. Até lá, os candidatos devem ajustar as alianças e acomodar aliados em seus respectivos campos políticos.
Novas desistências, iguais às de Luciano Bivar (União Brasil), que deixará de concorrer à presidência para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, também devem acontecer nos próximos dias.
Por fim, ao longo desta semana os investidores devem acompanhar as disputas entre os estados e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a cobrança do ICMS.
Vale relembrar o caso: o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), autorizou o teto de 17% na cobrança do ICMS sobre combustíveis, gás de cozinha, telecomunicações, entre outros.
O rombo na arrecadação dos estados deve comprometer os entes da União em setores como saúde e educação, como afirma o representante dos secretários de fazendas dos estados.
Piauí e São Paulo conseguiram obter uma liminar da suprema corte neste domingo (31), permitindo a compensação imediata pela redução das alíquotas do ICMS. Outros estados devem buscar o mesmo ao longo dos próximos dias.
Segunda-feira (1º)
Terça-feira (02)
Quarta-feira (03)
Quinta-feira (04)
Sexta-feira (05)
Confira aqui o calendário completo de balanços.
Segunda-feira (1º)
Após o fechamento
Terça-feira (02)
Antes da abertura:
Após o fechamento:
Quarta-feira (03)
Antes da abertura:
Após o fechamento:
Quinta-feira (04)
Antes da abertura:
Após o fechamento:
Sexta-feira (05)
Sem balanços programados
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