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Além disso, os balanços do dia devem movimentar a quarta-feira, com a divulgação dos resultados de BTG Pactual, Weg e mais
O horizonte do final de semana se aproxima e os investidores podem operar aliviados nesta quarta-feira (16). A tensão entre Rússia e Ucrânia foi praticamente dissipada, enquanto a bolsa brasileira permanece em alta e o dólar, em baixa. O evento que pode gerar cautela é a ata do Federal Reserve, o BC americano, além da sessão da PEC dos Combustíveis no Senado.
Mas o Ibovespa não pode reclamar. Até o momento, o principal índice da B3 acumula alta de 0,80% e o dólar à vista tem queda de 0,57% no acumulado dos últimos dias.
No pregão de ontem (15), o Ibovespa encerrou a sessão nas máximas do dia, em alta de 0,82%, aos 114.828 pontos. Por sua vez, o dólar à vista caiu 0,72%, a R$ 5,1807.
A pedra no sapado internacional vai para a publicação do BC americano da reunião mais recente do Fomc, o Copom dos EUA. Um tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) contra a inflação pode elevar a aversão ao risco e injetar volatilidade nas bolsas.
Já por aqui, a cautela fica para a análise da PEC dos Combustíveis no Senado Federal. A renúncia fiscal da proposta foi destaque na ata da última reunião do Banco Central por aqui e coloca ainda mais incerteza no futuro das contas públicas.
Em outras palavras, o impacto na inflação pode alterar os planos de voo do BC e os rumos da alta de preços nos próximos meses.
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Saiba o que movimenta o pregão hoje:
O Senado Federal deve votar hoje projetos para conter a alta no preço dos combustíveis. Com isso, a sessão marcada para às 16h, próximo ao final do pregão por aqui, deve gerar cautela no mercado e repercutir na quinta-feira (17).
A PEC dos combustíveis, conhecida também como “PEC Kamikaze”, visa abater tributos do preço do óleo diesel, etanol, gasolina e gás de cozinha, sendo que este último já está com os impostos federais zerados.
Entretanto, o texto foi desidratado pelo ministério da Economia, que pretende fazer a renúncia fiscal apenas do óleo diesel. A parte que prevê uma renúncia de R$ 100 bilhões não é prioridade, o que deve gerar certo alívio aos mercados.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que os projetos que visam conter a alta dos combustíveis estão “maduros” para irem para votação hoje. Dessa forma, as propostas incluem a mudança no modelo de cobrança do ICMS, uma das principais fontes de recursos dos estados, e ampliação do vale-gás para famílias carentes.
Por fim, sem maiores indicadores para o dia, os investidores acompanham a ida do presidente da República, Jair Bolsonaro, à Rússia, para tratar de assuntos estratégicos.
Na reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, Bolsonaro estará acompanhado apenas de um intérprete, o que gerou preocupações entre assessores da presidência.
Bolsonaro foi aconselhado a não abordar a recente tensão na fronteira com a Ucrânia e falar apenas de assuntos relacionados ao Brasil.
Depois da última reunião de fevereiro deste ano, o Federal Reserve publicará a ata do mais recente encontro nesta quarta-feira. As expectativas giram em torno dos próximos passos da política de juros dos Estados Unidos e da retirada de estímulos.
Com isso, os investidores esperam maiores pistas sobre qual será o número e a magnitude da elevação dos juros na próxima reunião de março. Mas o aperto monetário, somado a tensões macroeconômicas, colocaram os títulos do Tesouro americano em foco nos últimos dias.
As projeções do mercado vão de três até sete altas de juros no ano, o que faria o Fomc, o Copom americano, utilizar todas as próximas reuniões para conter a inflação.
Um tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) do BC americano pode fazer a velha volatilidade das bolsas voltar.
Ainda falando dos Estados Unidos, a divulgação das vendas no varejo será um dos indicadores mais importantes do dia e deve dar o tom da retomada da economia norte-americana.
Por fim, os olhos de todo o mundo permanecem na península da Criméia, divisa entre Rússia e Ucrânia. Apesar do acordo de paz e do fim de parte das manobras militares na região, os investidores devem acompanhar quaisquer notícias vindas do leste-europeu.
O alívio das tensões entre Rússia e Ucrânia chegou às bolsas asiáticas nesta quarta-feira, que encerraram em alta após um possível acordo de paz entre os países.
Na Europa, as principais praças operam em alta, de olho nos desdobramentos dos acordos de paz entre Rússia e Ucrânia, balanços e dados dos Estados Unidos.
Por último, os futuros de Nova York operam em baixa antes da ata da última reunião do Federal Reserve.
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