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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas operam sem direção antes da ata do Federal Reserve e Ibovespa acompanha análise da PEC dos Combustíveis no Senado

Além disso, os balanços do dia devem movimentar a quarta-feira, com a divulgação dos resultados de BTG Pactual, Weg e mais

Renan Sousa
Renan Sousa
16 de fevereiro de 2022
7:51 - atualizado às 7:55
Jerome Powell ao lado de um gavião e uma andorinha: o futuro das bolsas depende do presidente do Banco CEntral dos EUA
Confira o que movimenta as bolsas lá fora, Ibovespa e dólar esta semana. Imagem: Federal Reserve / Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O horizonte do final de semana se aproxima e os investidores podem operar aliviados nesta quarta-feira (16). A tensão entre Rússia e Ucrânia foi praticamente dissipada, enquanto a bolsa brasileira permanece em alta e o dólar, em baixa. O evento que pode gerar cautela é a ata do Federal Reserve, o BC americano, além da sessão da PEC dos Combustíveis no Senado

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Mas o Ibovespa não pode reclamar. Até o momento, o principal índice da B3 acumula alta de 0,80% e o dólar à vista tem queda de 0,57% no acumulado dos últimos dias. 

No pregão de ontem (15), o Ibovespa encerrou a sessão nas máximas do dia, em alta de 0,82%, aos 114.828 pontos. Por sua vez, o dólar à vista caiu 0,72%, a R$ 5,1807. 

A pedra no sapado internacional vai para a publicação do BC americano da reunião mais recente do Fomc, o Copom dos EUA. Um tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) contra a inflação pode elevar a aversão ao risco e injetar volatilidade nas bolsas

Já por aqui, a cautela fica para a análise da PEC dos Combustíveis no Senado Federal. A renúncia fiscal da proposta foi destaque na ata da última reunião do Banco Central por aqui e coloca ainda mais incerteza no futuro das contas públicas.

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Em outras palavras, o impacto na inflação pode alterar os planos de voo do BC e os rumos da alta de preços nos próximos meses.

Leia Também

Saiba o que movimenta o pregão hoje:

PEC dos combustíveis

O Senado Federal deve votar hoje projetos para conter a alta no preço dos combustíveis. Com isso, a sessão marcada para às 16h, próximo ao final do pregão por aqui, deve gerar cautela no mercado e repercutir na quinta-feira (17). 

A PEC dos combustíveis, conhecida também como “PEC Kamikaze”, visa abater tributos do preço do óleo diesel, etanol, gasolina e gás de cozinha, sendo que este último já está com os impostos federais zerados. 

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Entretanto, o texto foi desidratado pelo ministério da Economia, que pretende fazer a renúncia fiscal apenas do óleo diesel. A parte que prevê uma renúncia de R$ 100 bilhões não é prioridade, o que deve gerar certo alívio aos mercados. 

Esforços

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que os projetos que visam conter a alta dos combustíveis estão “maduros” para irem para votação hoje. Dessa forma, as propostas incluem a mudança no modelo de cobrança do ICMS, uma das principais fontes de recursos dos estados, e ampliação do vale-gás para famílias carentes. 

Bolsonaro na Rússia

Por fim, sem maiores indicadores para o dia, os investidores acompanham a ida do presidente da República, Jair Bolsonaro, à Rússia, para tratar de assuntos estratégicos. 

Na reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, Bolsonaro estará acompanhado apenas de um intérprete, o que gerou preocupações entre assessores da presidência. 

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Bolsonaro foi aconselhado a não abordar a recente tensão na fronteira com a Ucrânia e falar apenas de assuntos relacionados ao Brasil

Ata do Fed

Depois da última reunião de fevereiro deste ano, o Federal Reserve publicará a ata do mais recente encontro nesta quarta-feira. As expectativas giram em torno dos próximos passos da política de juros dos Estados Unidos e da retirada de estímulos. 

Com isso, os investidores esperam maiores pistas sobre qual será o número e a magnitude da elevação dos juros na próxima reunião de março. Mas o aperto monetário, somado a tensões macroeconômicas, colocaram os títulos do Tesouro americano em foco nos últimos dias.

Alta dos juros

As projeções do mercado vão de três até sete altas de juros no ano, o que faria o Fomc, o Copom americano, utilizar todas as próximas reuniões para conter a inflação

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Um tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) do BC americano pode fazer a velha volatilidade das bolsas voltar. 

Vendas no varejo

Ainda falando dos Estados Unidos, a divulgação das vendas no varejo será um dos indicadores mais importantes do dia e deve dar o tom da retomada da economia norte-americana. 

Por fim, os olhos de todo o mundo permanecem na península da Criméia, divisa entre Rússia e Ucrânia. Apesar do acordo de paz e do fim de parte das manobras militares na região, os investidores devem acompanhar quaisquer notícias vindas do leste-europeu.

Bolsas pelo mundo

O alívio das tensões entre Rússia e Ucrânia chegou às bolsas asiáticas nesta quarta-feira, que encerraram em alta após um possível acordo de paz entre os países. 

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Na Europa, as principais praças operam em alta, de olho nos desdobramentos dos acordos de paz entre Rússia e Ucrânia, balanços e dados dos Estados Unidos.

Por último, os futuros de Nova York operam em baixa antes da ata da última reunião do Federal Reserve. 

Agenda do dia

  • Estados Unidos: Vendas no varejo em janeiro (10h30)
  • Estados Unidos: Estoques de petróleo (12h30)
  • Congresso Nacional: Senado tem sessão para votar pacote de projetos que propõem a redução de preços dos combustíveis no Brasil (16h)
  • Estados Unidos: Federal Reserve divulga a ata da última reunião de política monetária (16h) 

Balanços do dia

Antes da abertura

  • BTG Pactual (Brasil)
  • Weg (Brasil)

Após o fechamento:

  • American International Group (EUA)
  • Carrefour (França)

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