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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

De olho na bolsa

Esquenta dos mercados: Bolsas de Nova York caem, mas Europa sobe antes dos balanços do dia e Ibovespa mira em palestra de Paulo Guedes

Além disso, os dados de emprego dos Estados Unidos voltam ao radar com a divulgação do relatório Jolts de hoje

Renan Sousa
Renan Sousa
1 de fevereiro de 2022
7:53
Guedes
Confira o que movimenta os mercados hoje (1º). - Imagem: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

O primeiro mês do ano ficou para trás, mas não sem deixar um sorriso no rosto dos investidores da bolsa. O Ibovespa fechou janeiro como o melhor investimento de todos — pena que o queridinho bitcoin (BTC) tenha ficado na lanterna do campeonato. 

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Apesar do cenário doméstico incerto, com as eleições virando a esquina do panorama local, a bolsa brasileira tirou proveito da alta das commodities no início do ano para impulsionar o índice. Não só isso: investir no Brasil está barato, depois que o Ibovespa encerrou o ano próximo aos 104 mil pontos, uma queda de 11,93% em 2021.

No pregão da última segunda-feira (31), a bolsa brasileira encerrou em alta de 0,21%, aos 112.143 pontos. O dólar à vista, por sua vez, recuou 1,56%, a R$ 5,3059.

O primeiro pregão de fevereiro começa de olho na crise política. O presidente da República elevou o tom contra o STF mais uma vez, o que pode gerar reações dos representantes do judiciário

O ano eleitoral, como foi dito, começa a dar as caras e a baixa popularidade de Jair Bolsonaro pode acarretar uma elevação de tom do presidente para agradar sua base de apoio.

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Além disso, os investidores permanecem atentos ao respeito às contas públicas por parte do presidente. Com a volta dos trabalhos do Congresso, a PEC dos combustíveis volta ao centro dos debates. 

Leia Também

No panorama externo, o Google dá início à temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Por fim, o relatório Jolts de empregos é o dado norte-americano mais esperado do dia. 

Saiba o que esperar da bolsa hoje:

Entre poderes

O presidente da República, Jair Bolsonaro, protagonizou mais um capítulo da crise entre os poderes. 

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Após não comparecer à intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal (SET), Alexandre de Moraes, na última sexta-feira (28), o presidente não participará da abertura dos trabalhos do judiciário.

Tradicionalmente, o chefe do Executivo está presente na cerimônia para representar a harmonia entre os poderes. 

Contudo, a baixa popularidade do presidente faz com que Bolsonaro busque uma radicalização de suas falas e volte a desrespeitar as determinações do Supremo. No discurso de abertura do ano judiciário, o presidente da Corte, Luiz Fux, deve fazer um apelo pela tolerância política. 

Na agenda local

Sem maiores indicadores para o dia, os investidores permanecem atentos à participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, em um evento do Credit Suisse. 

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Além disso, com a volta dos trabalhos no Congresso Nacional, voltam ao radar pautas como a PEC dos combustíveis, que deve propor uma renúncia fiscal para baixar o preço da gasolina. 

Vale destacar que o ano eleitoral costuma gerar entraves na aprovação de projetos, em especial os mais polêmicos. Parlamentares buscam não entrar em foco para garantir a reeleição ou apoiar outros candidatos. 

Balanços

Há uma grande expectativa dos investidores com os balanços das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, esta semana

Está marcada para hoje a divulgação dos resultados do último trimestre da Alphabet, empresa por trás do Google. Na próxima quarta-feira (02), é a vez da Meta, antigo Facebook e, por fim, na quinta-feira (03), a Amazon. 

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Essa expectativa foi suficiente para impulsionar a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos no último pregão. Por lá, o Nasdaq subiu mais de 3%, mas os demais índices de Wall Street também puderam tirar uma “casquinha” desse avanço: o S&P 500 e o Dow Jones surpreenderam com altas de 1,17% e 1,89%, respectivamente. 

Para hoje

Os investidores aguardam uma série de indicadores econômicos de índice de gerente de compras (PMI, em inglês) dos Estados Unidos. 

Esse indicador varia de zero a 100, sendo que acima dos 50 pontos a atividade sob análise está em expansão e, abaixo, em retração. 

Hoje é a vez dos PMIs industriais dos EUA. Somado a isso, o relatório Jolts de empregos também dá a largada na sequência de dados sobre a situação do desemprego no país.

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Ainda esta semana será divulgado o relatório ADP de empregos (quarta-feira) e, por último, o payroll dos Estados Unidos na sexta-feira (04).

Bolsas pelo mundo

O feriado do ano novo lunar reduziu a liquidez dos mercados na Ásia e Pacífico, mas as bolsas de Tóquio e Sydney conseguiram fechar em alta após os ganhos da sessão anterior em Nova York. 

De maneira semelhante, as bolsas europeias avançam com grande apetite de risco pela manhã, seguindo o bom desempenho de Wall Street e de olho em dados locais. 

Por fim, os futuros de Nova York recuam pela manhã, após encerrarem o pregão da última segunda-feira em alta. 

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Agenda do dia

  • FGV: IPC-S de janeiro (8h)
  • Ministério da Economia: Ministro da Economia, Paulo Guedes, palestra em evento do Credit Suisse (10h)
  • Estados Unidos: PMI industrial final de janeiro, medido pelo IHS Markit (11h35)
  • Estados Unidos: PMI industrial de janeiro, medido pelo ISM (12h)
  • Estados Unidos: Relatório Jolts de emprego em dezembro (12h)
  • Ministério da Economia: Balança comercial de janeiro (15h)
  • Ministério da Economia: Secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago, participa de evento do Credit Suisse (15h)
  • Primeiro dia da reunião do Copom

Balanços do dia

Antes da abertura:

  • UBS Group (Suíça)
  • Exxon Mobil (Estados Unidos)

Após o fechamento:

  • General Motors (Estados Unidos)
  • Alphabet / Google (Estados Unidos)

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