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A nova pesquisa de intenções de voto promete dar ainda mais volatilidade para a bolsa local; confira os destaques
A temporada de balanços terminou, a campanha eleitoral começou oficialmente e nada parece capaz de abalar o ânimo do Ibovespa. Nem mesmo o fatídico agosto: a bolsa brasileira avançou 0,43%, aos 113.512 pontos, no último pregão, ampliando os ganhos do mês.
A grande dúvida dos investidores é se o principal índice da bolsa brasileira será capaz de manter o rali diante da agenda esvaziada dos próximos dias. Para hoje, a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento da TAG Investimentos é o acontecimento mais importante da quarta-feira (17).
Diante da ausência de indicadores e eventos corporativos no calendário, a bolsa fica a reboque dos mercados estrangeiros.
E os ventos vindos de fora hoje indicam a aproximação de uma frente fria — ideal para o casaco quente do bear market que vem atormentando os mercados. As bolsas de valores da Europa abriram em queda e os índices futuros de Nova York estão no vermelho com os investidores à espera da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
O documento virá a público somente às 15h. Com isso, a tendência é de que a cautela se mantenha pelo menos até que o teor da ata seja conhecido e analisado.
Em sua última reunião, realizada no fim de junho, o Fed elevou a taxa básica de juro nos Estados Unidos em 0,75 pontos-base pelo segundo encontro seguido. Agora, os investidores esperam sinais sobre o arrefecimento da alta de juros por lá.
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Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quarta-feira:
Ao todo, o Banco Central norte-americano já elevou o juro quatro vezes este ano, em uma cruzada tardia para desacelerar a economia na tentativa de domar o dragão da inflação.
Nas últimas semanas, sinais de que a alta dos preços está desacelerando levou investidores a apostarem em uma postura menos agressiva na condução da política monetária.
Diante disso, o mercado procura na ata da mais recente reunião por indícios de que o Fed pretende tirar o pé do acelerador dos juros agora que a inflação parece dar sinais de ceder.
A questão é saber se os dados de inflação disponíveis já são suficientes para que o Fed sinalize uma postura menos agressiva. Isso porque a próxima decisão de juro do Fed será conhecida somente em 21 de setembro — e novos dados de inflação e emprego serão divulgados nesse intervalo.
No panorama doméstico, o início oficial da campanha eleitoral antes das eleições de outubro começou com o pé direito. A posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contou com a presença de dois candidatos de lados opostos da mesa.
Tanto Jair Bolsonaro (PL) quanto Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) estiveram na posse do ministro. Além deles, os ex-presidentes Michel Temer, José Sarney e Dilma Rousseff também compareceram.
Bolsonaro e Moraes vem trocando farpas há alguns meses devido ao inquérito que investiga notícias falsas (as chamadas fake news) sobre o sistema eleitoral eletrônico no Brasil.
Durante a posse, o discurso do atual presidente do TSE contou com falas em defesa da urna eletrônica e foi aplaudido pelos presentes — exceto o atual presidente e seu filho, Carlos Bolsonaro.
Mais um levantamento sobre os candidatos foi feito pela Genial/Quaest e divulgado na manhã de hoje.
A pesquisa mostra uma manutenção da diferença entre os candidatos Lula e Bolsonaro. O ex-presidente tem 45% das intenções de voto, contra 33% do atual mandatário do Planalto.
Levando em conta os votos válidos, a pesquisa volta a levantar a hipótese de vitória do ex-presidente já no primeiro turno, com 51,1% dos votos contra 48,8% dos demais candidatos.
Quem analisou os possíveis cenários dos desdobramentos da corrida política foi o nosso colunista Matheus Spiess. Ele prevê uma alta volatilidade para o índice local nos próximos meses.
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