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As boas notícias sobre os preços nos Estados Unidos acabaram sendo importantes para que o real se valorizasse
Pela terceira semana consecutiva, o dólar perdeu força entre a abertura da segunda-feira e o fechamento da sexta-feira. Dessa vez, o recuo foi de 2,79%, impulsionado principalmente pela expectativa de que o Fed mantenha o ritmo de 0,5 p.p durante esse ciclo de altas.
Nesta sexta-feira (27), o dólar caiu 0,49% e fechou a semana negociado a R$ 4,7382. O euro, por sua vez, seguiu o mesmo caminho e vale R$ 5,0856, desvalorização de 0,40%.
O grande destaque da sexta-feira, quando o assunto é o câmbio, foi o PCE, o índice de preços de gastos com consumo, medida utilizada pelo Federal Reserve no curso de sua política monetária. O índice veio dentro das expectativas dos analistas, e registrou um avanço de 0,2% na comparação com março.
A leitura do mercado foi de que o número reforça a tese de que a inflação já está respondendo aos movimentos do Federal Reserve e assim os ativos de risco se tornaram mais atrativos pelo mundo, o que acabou resultando em um dia de dólar fraco por aqui.
A mesma pesquisa mostrou que a renda pessoal avançou 0,4% por lá, na comparação entre abril e maio. Os gastos com consumo, por sua vez, registraram alta de 0,9%, acima da projeção dos analistas, que estava em 0,7%.
O dia também foi de novidades na Europa, o presidente do Banco da Espanha e integrante do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Pablo Hernández de Cos, tornou público seu apoio ao plano do BCE de encerrar seu programa de recompra de ativos já no início do terceiro semestre, e subsequentemente iniciar um ciclo de alta nos juros.
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Segundo ele, a autoridade monetária pretende evitar movimentações muito bruscas e por isso não fixa uma data para o primeiro aumento, de Cos ainda enfatizou que as projeções do BCE apontam para uma desaceleração gradual da inflação, até a meta de 2%, mas alertou para o risco de uma escalada nos preços no médio prazo.
Do outro lado do mundo, o assunto foi o lucro das maiores empresas industriais chinesas, que sofreram com os fechamentos motivados pelo recrudescimento da Covid-19 em uma série de grandes cidades do país. Segundo os números divulgados hoje, o lucro dessas empresas registrou queda anual de 8,5% em abril.
O desempenho ruim de abril acabou apagando boa parte do ganho anual observado em maio, que estava em 10,6%. Com este cenário, o DXY, índice que compara o dólar a outras moedas, com especial ênfase para o euro, registrou recuo.
No Brasil, a FGV divulgou seu Índice de Confiança da Indústria (ICI), que cresceu 2,3 pontos em maio. O índice está em 99,7 pontos, maior marca registrada desde dezembro de 2021. Dessa vez, tanto a avaliação do momento atual, quanto as expectativas para o futuro ajudaram o índice.
O que pode fazer com que a expectativa de melhora não se confirme é a possibilidade de que falte diesel no Brasil. A diretoria da Petrobras enviou ofício ao Ministério de Minas e Energia alertando para o risco de que isso aconteça.
Durante o dia, o dólar operou no intervalo entre R$ 4,7808 e R$ 4,7156. Já o euro fixou sua máxima em R$ 5,1312 ao passo que a mínima foi de R$ 5,0548.
Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,33% | 13,36% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,13% | 12,10% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,95% | 11,94% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,93% | 11,92% |
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