Claro, TIM e Vivo querem pagar R$ 3,2 bilhões a menos por ativos da Oi (OIBR3); ações despencam na B3
Oi já informou que "discorda veementemente" do cálculo apresentado por Claro, TIM e Vivo, que encontraram divergências em premissas e critérios do negócio

A venda da operação de telefonia móvel da Oi (OIBR3) para as concorrentes Claro, TIM e Vivo ainda promete dar dor de cabeça para as companhias. Agora, as compradoras pretendem reduzir o valor do negócio em R$ 3,2 bilhões.
Como era de se esperar, a notícia acertou em cheio as ações da Oi. Os papéis OIBR3 iniciaram o pregão desta segunda-feira na B3 em forte queda de 13,21%, cotados a R$ 0,45. No fim do dia, as ações fecharam ainda em baixa de 11,32%, a R$ 0,47.
A Oi acertou a venda a unidade de telefonia móvel para Claro, TIM e Vivo por R$ 16 bilhões. O negócio levou mais de um ano até a dramática aprovação pelos órgãos reguladores.
O ajuste no preço final fazia parte do contrato de venda. Tanto que, do valor total, R$ 1,447 bilhão ficou retido justamente para o caso de alguma contestação pelas compradoras. E foi justamente o que aconteceu agora.
Após contratarem a KPMG como assessor econômico-financeiro independente, as operadoras identificaram divergências em premissas e critérios de cálculo do negócio que somam quase R$ 3,2 bilhões.
Desta forma, as operadoras querem não apenas ficar com o valor que ficou retido no contrato. Agora, elas também esperam que a Oi reembolse a diferença de R$ 1,739 bilhão.
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E não é só isso. Claro, TIM e Vivo também apontaram divergências com empresas prestadoras de serviços de infraestrutura móvel. E portanto querem uma indenização de R$ 353 milhões da Oi.
Vale lembrar que a conclusão da venda da operação de telefonia móvel é fundamental para a conclusão do processo de recuperação judicial da Oi, que se arrasta desde 2016.
Oi (OIBR3) não concorda
A discussão sobre o valor final do negócio ainda deve render pano para manga. Isso porque a Oi já informou que "discorda veementemente" do cálculo apresentado por Claro, TIM e Vivo.
De acordo com a Oi, o valor do ajuste "apresenta erros procedimentais e técnicos, havendo equívocos na metodologia, nos critérios, nas premissas e na abordagem adotados pelas compradoras e seu assessor econômico KPMG".
O que acontece agora?
O contrato prevê que Oi ainda pode chegar a um acordo com Claro, TIM e Vivo sobre o valor do negócio nos próximos 30 dias.
Caso isso não aconteça, o ajuste no preço deve passar para uma empresa de auditoria independente, que terá 30 dias para entregar o cálculo sobre o valor final do negócio.
Por fim, no caso da cobrança pela infraestrutura de telefonia móvel, o procedimento é um pouco diferente. Caso não cheguem a um acordo nos próximos cinco dias úteis, a questão será resolvida por meio de arbitragem, de acordo com a Oi.
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