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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Temporada de balanços

Banco Inter, Hering, Via Varejo e Magazine Luiza divulgam resultados do 1º trimestre; saiba o que esperar

O setor de varejo é um dos destaques da reta final da temporada de balanços; confira quais outras empresas também divulgam seus dados

Larissa Vitória
Larissa Vitória
10 de maio de 2021
5:27 - atualizado às 15:47
Balanços 1º trimestre
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

A temporada de balanços do primeiro trimestre chega à reta final nesta semana, com o setor de varejo em destaque. Alvo de uma proposta de compra pelo Grupo Soma, a Hering divulga seus números, assim como a Via (ex-Varejo) e Magazine Luiza.

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O período, que ficou marcado pela volta das medidas mais restritivas para conter o avanço da Covid-19, trouxe novos prejuízos para vários setores da economia. Outros, no entanto, seguiram em crescimento e apresentaram bons resultados aos investidores.

MagaLu e Via, por exemplo, acumularam juntas 21 aquisições dos mais variados segmentos desde o início da pandemia. Saiba a seguir o que esperar para o resultado das companhias. Além das varejistas, os investidores ficarão de olho nos números do Banco Inter. Confira a seguir o que esperar dos resultados:

Banco Inter (BIDI11) - 11 de maio, após o fechamento do mercado

Amanhã (11) os holofotes do mercado voltam-se para os números do Banco Inter, que promete entregar o melhor primeiro trimestre de sua história

O banco digital, recém-chegado ao seleto grupo de empresas que integram a carteira do Ibovespa, fechou o período com 10,2 milhões de clientes, uma alta de 106% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

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A lista de clientes foi engrossada pela abertura de 30 mil novas contas por dia útil. Além disso, o saldo médio das contas também teve um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, passando para R$ 1,3 mil.

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Por fim, o Banco Inter também anunciou o início de sua expansão global, com a extensão de shoppings e pagamento de cashback nos Estados Unidos por meio do Inter Shop.

O crescimento, no entanto, ainda não se reflete na última linha do resultado. O lucro do Inter deve ficar  em apenas R$ 1 milhão no primeiro trimestre, pouco melhor que o prejuízo de R$ 8 milhões do mesmo período do ano passado.

Hering (HGTX3) - 12 de maio, após o fechamento do mercado

A noiva mais cobiçada das últimas semanas divulga o balanço do primeiro trimestre na quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. No balanço anterior, a Hering reportou um lucro 12% inferior ao dos últimos três meses de 2019, mas mostrou indícios de recuperação das vendas, principalmente pela internet.

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As vendas nos canais online da tradicional marca de vestuário dispararam 230,6% e faturaram R$ 70,7 milhões no período. Como resultado, o e-commerce correspondeu a uma fatia de 14,3% das receitas da companhia no mercado interno, bem acima dos 4,4% do mesmo período do ano anterior.

No entanto, mesmo que o sopro de otimismo da internet se repita, os analistas do Bank of America (Bofa) alertam que o desempenho da varejista seguirá prejudicado pela pandemia em 2021.

O resultado do primeiro trimestre deste ano também não refletirá ainda um fato que colocou a varejista de vestuário no centro das atenções do mercado: a Hering tornou-se alvo de uma disputa entre a Arezzo e o Grupo Soma em abril.

A rede de lojas de calçados, que entrou no ramo de vestuário no ano passado com a compra da Reserva, foi a primeira a demonstrar interesse na Hering, mas teve a oferta publicamente rejeitada.

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A Arezzo ainda não havia sequer desistido do negócio quando foi atravessada pelo Grupo Soma, controladora das marcas Farm e Animale, que superou a oferta da rival em R$ 1,8 bilhão.

As ações da Hering (HGTX3) dispararam após o anúncio do negócio com o Soma e provavelmente não vão reagir aos números do primeiro trimestre, que sentirão mais uma vez o baque das medidas de restrições impostas no início do ano.

A média das projeções dos analistas da Bloomberg indicam um lucro de R$ 31 milhões no período para a Hering. Trata-se de um avanço considerável na comparação com o primeiro trimestre de 2020, quando o resultado foi de apenas R$ 5 milhões. Mas na comparação com os últimos três meses do ano passado, o lucro deve ser 45,5% inferior.

Via (VVAR3) - 12 de maio, após o fechamento do mercado

A Via, nova identidade da Via Varejo, também divulga o balanço na quarta-feira (12), após o fechamento do mercado. A empresa elevou sua régua de resultados no último trimestre de 2020 e mostrou que está na briga pela posição de principal nome do e-commerce brasileiro.

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Controladora da Casas Bahia e do Ponto Frio — que também passou por uma mudança de marca recentemente —, a empresa lucrou R$ 336 milhões e reverteu o prejuízo de R$ 875 milhões dos últimos três meses de 2019.

As vendas digitais foram o grande destaque, com um crescimento do volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) de 105,6%, para R$ 4,6 bilhões. As vendas diretas, ou seja, feitas pela própria companhia, cresceram 112%, enquanto o marketplace subiu 84%.

Apesar do desafio de enfrentar os rivais pelo consumo online, a empresa ainda aposta no mundo físico e, conforme anunciado no mês passado, vai abrir uma "megaloja" na cidade de São Paulo e outras 120 lojas no restante do país neste ano.

No primeiro trimestre deste ano, o lucro da Via deve ficar em R$ 103 milhões, bem acima dos R$ 13 milhões dos primeiros três meses de 2020, de acordo com a projeção dos analistas do BTG Pactual.

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Magazine Luiza (MGLU3) - 13 de maio, após o fechamento do mercado

Na quinta-feira (13), é a vez do Magazine Luiza divulgar o balanço, também após o fechamento do mercado. A varejista foi outra a apresentar um resultado forte no último trimestre de 2020: o lucro líquido subiu 30,6% para R$ 219,5 milhões.

Assim como as rivais, a companhia também teve um ano marcado pela disparada do e-commerce. Sua participação nos negócios saltou 120% no período e passou a representar cerca de dois terços, ou 65,5%, nas vendas totais do Magalu.

Com o caixa reforçado após uma oferta de ações realizada meses antes do início da pandemia, o Magazine Luiza foi às compras para fortalecer ainda mais seu marketplace e aumentar a presença no mercado e na mídia online.

Entre plataformas de delivery, fintechs de pagamento, conglomerados de mídia nerd e outros, o MagaLu adquiriu nada menos do que 17 empresas durante a pandemia até o momento.

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Além disso, a volta das restrições no início deste ano e um novo período de lojas fechadas também podem impactar o balanço da companhia. Os analistas projetam em uma queda próxima aos 32% no lucro líquido em relação ao quarto trimestre, para R$ 61 milhões. Ainda assim, será o dobro do resultado registrado pela varejista nos três primeiros meses de 2020. . 

Confira a agenda de balanços das empresas do Ibovespa na semana:

EmpresaData do balançoPeríodo de divulgação
Itausa SA10/05/2021A confirmar
YDUQS10/05/2021Após o mercado
Banco Inter11/05/2021Após o mercado
Klabin SA11/05/2021Antes da abertura
Raia Drogasil SA11/05/2021Após o mercado
Banco BTG Pactual SA11/05/2021Antes da abertura
BR Distribuidora11/05/2021Após o mercado
Grupo Carrefour Brasil11/05/2021Após o mercado
Notre Dame Intermedica SA11/05/2021Após o mercado
Marfrig Global Foods SA11/05/2021Após o mercado
Sul America SA11/05/2021A confirmar
Cia Hering12/05/2021Após o mercado
Suzano SA12/05/2021Após o mercado
Eletrobras12/05/2021A confirmar
Equatorial Energia SA12/05/2021Após o mercado
MRV Engenharia e Participacoes12/05/2021Após o mercado
Via Varejo S/A12/05/2021Após o mercado
Eneva SA12/05/2021Após o mercado
Locaweb12/05/2021Após o mercado
BRF SA12/05/2021Após o mercado
Natura & Co Holding SA12/05/2021Após o mercado
Magazine Luiza13/05/2021Após o mercado
CCR SA13/05/2021Após o mercado
Petrobras13/05/2021Após o mercado
Bradespar SA13/05/2021A confirmar
Cyrela Brazil Realty SA 13/05/2021Após o mercado
Sabesp13/05/2021Após o mercado
EcoRodovias Infraestrutura13/05/2021Após o mercado
IRB Brasil Resseguros S/A13/05/2021Após o mercado
BR Malls Participacoes SA13/05/2021Após o mercado
Hapvida Participacoes e Invest13/05/2021Antes da abertura
Light SA13/05/2021Após o mercado
Cemig14/05/2021A confirmar
Cogna Educacao14/05/2021Antes da abertura
CVC Brasil14/05/2021Após o mercado
Cosan14/05/2021Após o mercado

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