Via Varejo também está mudando de nome para marcar nova era, voltada à internet
Depois de alterar o nome do Ponto Frio, empresa reposiciona própria marca para reconhecer avanços que fez para além do varejo

A Via Varejo (VVAR3) está inaugurando uma nova fase em seus quase 11 anos de existência, na qual vai apostar mais nas vendas pela internet. E para marcar a nova era, nada melhor do que um novo look para acompanhar.
No caso dela, foi praticamente um banho de loja, com mudança de nome e logo. Depois de mudar a marca Ponto Frio para Ponto :>, a varejista foi ao cartório para alterar o seu próprio nome.
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Agora, ela quer ser chamada apenas de Via. Ela retirou o Varejo, mudou suas cores e seu logo para refletir a transformação pela qual passou nos últimos anos e simbolizar os caminhos que seguirá no futuro, segundo o comunicado divulgado por ela no domingo (25).
"'Via – Imagine Caminhos', o novo posicionamento da empresa, reforça a estratégia da companhia de ser reconhecida como a melhor Via de compras de todos os brasileiros, onde, quando e como eles quiserem", diz trecho.
Crescimento pelo online
A mudança de nome e logo é a representação visual da revisão de estratégia da companhia, que quer se tornar referência no e-commerce brasileiro. A concorrência promete acirrar, agora que os brasileiros tomaram gosto pelas compras via internet, e a Via se mostra pronta para ocupar seu espaço.
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Diante da expectativa de que as vendas pela internet vão crescer a uma taxa de anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 24% até 2025, num ritmo mais acelerado que o varejo total (6%), a companhia estima que cerca de dois terços do volume total de vendas (GMV) até 2025 virá dos canais digitais e o restante de lojas físicas e meios tradicionais.
Ela estima alcançar uma participação no mercado total de e-commerce brasileiro de, no mínimo, 20% em 2025, dobrando a base total de clientes ativos para 44 milhões de pessoas.
"Para alcançar este patamar de market share (participação de mercado), a taxa de crescimento das vendas online da companhia deve continuar a evoluir acima do mercado. Em 2020, a companhia superou o crescimento do mercado online em cerca de 2 vezes", diz trecho do comunicado.
A Via também vai buscar crescimento por meio de serviços financeiros digitais, com o banco digital banQi, lançado em 2019.
A companhia estima que o volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) do banQi será 20 vezes superior ao registrado no período de 12 meses até março de 2021, de R$ 440 milhões, e que o serviço começará a dar lucro ao final de 2022.
As carteiras de crédito referentes a vendas realizadas nas lojas físicas e nos sites devem crescer cerca de sete vezes o valor da carteira de crédito concedido quando comparado ao valor de 2020 e deverão apresentar a seguinte composição:
- 50% serão referentes ao CDC – crédito direto ao consumidor - das lojas físicas (offline);
- 35% referentes às operações de CDC dos sites de e-commerce (online) e;
- 15% referentes às operações de crédito realizadas através do banQi.
Trazendo reforços
Diante de planos ambiciosos, a Via está se reforçando, buscando startups que possam complementar seu ecossistema de serviços. E anunciou no domingo a aquisição da fintech Celer, por um valor não informado.
A Celer nasceu como uma plataforma proprietária de soluções de pagamentos e hoje oferece um pacote completo de serviços bancários (BaaS), permitindo que outras fintechs disponibilizem a seus clientes uma conta digital completa integrada a serviços de pagamentos, emissão e processamento de cartões, gestão de cobrança e transferências, incluindo ao tradicional portfólio o Pix.
“Atualmente, a Celer conta com aproximadamente 200 fintechs integradas, que oferecem aos seus clientes, além soluções próprias, soluções de adquirência e conta digital para mais de 24 mil estabelecimentos comerciais cadastrados”, diz trecho do comunicado.
O objetivo da Via com essa aquisição é ampliar os serviços financeiros disponibilizados aos vendedores do seu marketplace, tais como soluções de pagamentos para vendas físicas e online, ampliação da conta digital banQi, plataforma de antecipação dos recebíveis e também uma gestão completa da agenda financeira.
Para a Via, a compra da Celer permite viabilizar sua jornada omnicanal, facilitando a interação financeira entre o vendedor do marketplace e as lojas físicas da Via.
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