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É a 22ª aquisição feita pela Sinqia (SQIA3) em sua história; a NewCon fornece tecnologia para o mercado financeiro, com foco em consórcios
Ao longo de sua história, a Sinqia (SQIA3) já tinha feito 21 aquisições — o crescimento inorgânico é uma importante via de expansão para a companhia. Pois, nesta quarta-feira (22), ela deu mais um passo nessa direção: acertou a compra da NewCon, por R$ 422,5 milhões, no que é a maior operação já feita pela empresa.
E, de fato, estamos falando de uma transação com potencial para transformar o cenário para a Sinqia. A NewCon, hoje, é uma das principais fornecedoras de tecnologia para o sistema financeiro do Brasil, contando com uma equipe de quase 200 funcionários e uma carteira de clientes que vai de montadoras de veículos a administradoras de consórcios.
Uma dimensão mais precisa é obtida ao analisarmos os números da NewCon: nos últimos 12 meses, ela reportou um Ebtida de R$ 40 milhões — a Sinqia, por sua vez, teve um Ebitda de R$ 59,2 milhões no mesmo período. Ou seja: a aquisição representa um incremento de quase 70% nessa linha para a Sinqia.
Com a compra da NewCon, a Sinqia entra com tudo numa arena cada vez mais disputada: a de prestadores de serviços para o mercado financeiro. Recentemente, a B3 (B3SA3) adquiriu a Neoway, acelerando o ganho de importância da divisão de tecnologia em seu balanço; a Totvs (TOTS3), outro tradicional player desse setor, também possui uma parceria com a B3.
No caso dessa aquisição em específico, a Sinqia pretende aumentar sua presença junto aos consórcios financeiros, segmento para o qual já presta alguns serviços; segundo o Banco Central, há mais de 130 administradoras de consórcios no país, comercializando R$ 18,1 bilhões em créditos de janeiro a outubro desse ano.
Em linhas gerais, a Sinqia elenca dois grandes objetivos a partir da junção com a NewCon:
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Quanto ao arcabouço financeiro da operação em si, a Sinqia fará o pagamento dos R$ 422,5 milhões em dinheiro — uma parcela será quitada já no fechamento, e outra em cinco prestações anuais. O volume de cada uma dessas partes não foi revelado pela empresa.
Assim como todo o setor de tecnologia, as ações da Sinqia (SQIA3) foram fortemente afetadas pela turbulência vista na bolsa ao longo do segundo semestre; a perspectiva de juros acima dos 10% é particularmente prejudicial para esse tipo de empresa, que concentra grande parte de seus fluxos de caixa na perpetuidade.
Dito isso, os papéis SQIA3 fecharam o pregão desta quarta em alta de 1,79%, a R$ 15,92; ainda assim, eles acumulam perdas de 32% desde o começo do ano, um desempenho ainda pior que o do Ibovespa, que cai mais de 10% em 2021.

Apesar dessas perdas, as ações SQIA3 costumam ser bem vistas pelo mercado, dado o ritmo de crescimento mostrado pela companhia ao longo dos trimestres recentes. Segundo dados do TradeMap, todas as cinco recomendações de analistas que acompanham o papel são de compra, com preço-alvo médio de R$ 32,00 — um potencial de alta de mais de 100% em relação ao nível atual.
Em termos de valuation, SQIA3 é negociada com um EV/Ebitda estimado para 2022 de 17,7 vezes, bem abaixo da média de três anos para as ações, de 59,5 vezes.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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