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Prestadora de serviços de limpeza e segurança encara mesmas dificuldades que outras empresas para listar ações na bolsa
Assim como outras recém-chegadas à bolsa, a prestadora de serviços de limpeza e segurança Grupo GPS teve que aceitar reduzir a sua pedida para conseguir viabilizar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na totalidade.
Precificando os papéis em R$ 12,00 a unidade, a empresa levantou um total de R$ 2,5 bilhões, segundo dados que constam no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Originalmente, a faixa indicativa de preços ia de R$ 13,00 a R$ 15,50, mas ela acabou caindo para um intervalo de R$ 11,25 a R$ 13,00.
Segundo informações que saíram em diversos sites de notícias, a GPS aceitou alterar a faixa de preços pedida às vésperas da operação diante da postura cautelosa dos investidores, seja por conta das condições do mercado no momento ou críticas ao valuation das entrantes, visto por muitos como exagerados.
A oferta foi primária (quando os recursos vão para o caixa da companhia) e secundária (em que os acionistas vendem participação). No caso dos recursos primários, a ideia da GPS é destiná-los a aquisições, pagamento de dividendos aos acionistas e fortalecimento da capacidade financeira.
Na oferta secundária, houve uma redução na participação de todos os acionistas, em especial de fundos da Warburg Pincus e da Gávea.
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Com o código GGPS3, as ações da GPS estreiam na B3 na segunda-feira (26), no Novo Mercado, segmento com o mais alto nível de governança corporativa da bolsa.
Com operações desde 1962, o Grupo GPS é um dos maiores nomes do mercado de prestação de serviços integrados, que incluem soluções de limpeza, manutenção e segurança, além de oferecer serviços de logística interna, serviços de engenharia e manutenção industrial.
Sua principal atuação é no ramo de prestação de limpeza, manutenção predial e de recepção e apoio administrativo, que respondeu por 41% da receita líquida de 2020.
Apostando inicialmente em crescimento orgânico, a GPS passou por uma reestruturação a partir de 2003 e passou a contar também com aquisições para expandir sua atuação e ganhar mercado. Isso resultou em um crescimento médio anual de receita de cerca de 32% desde então.
Desde 2007, a GPS realizou 30 aquisições de companhias com diversas soluções e em todas as regiões do país, que representavam, ao final de 2020, 50% da receita líquida anual. E com os recursos do IPO, a expectativa é de que esta estratégia seja acelerada.
“As oportunidades de expansão, tanto orgânica quanto via fusões e aquisições (M&A) são alavancadas por um mercado grande e altamente fragmentado, cujos cinco maiores players somam menos de 11% do mercado total”, diz trecho do prospecto da oferta.
Em 2020, a GPS registrou lucro líquido de R$ 283 milhões, um aumento de 33,5% em relação a 2019, com a receita líquida crescendo 14,6%, para R$ 4,9 bilhões, e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 564 milhões, avanço de 25,6%. A margem passou de 10,4% para 11,4%.
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