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2021-04-15T07:03:57-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
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Em mais uma polêmica assembleia, acionistas da Petrobras aprovam pagamento de dividendos

Empresa vai pagar R$ 10,3 bilhões aos acionistas, depois que encontro chegou a ser adiado por decisão judicial

15 de abril de 2021
7:03
Petrobras
Petrobras - Imagem: Shutterstock

Os acionistas da Petrobras (PETR4) aprovaram na quarta-feira (15), na assembleia geral ordinária, o pagamento de R$ 10,3 bilhões em dividendos, montante proposto pelo conselho de administração.

O valor, correspondente a R$ 0,787446 por ação ordinária e preferencial, será pago no dia 29 de abril, com base na posição acionária de ontem. Com isto, os papéis passam a ser negociados sem o direito ao montante a partir de hoje.

A assembleia geral ordinária quase não ocorreu, depois que o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região decidiu suspender alguns pontos que estavam em pauta, incluindo a deliberação sobre os dividendos, a pedido da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que queria impedir mudanças no plano de saúde dos funcionários da Petrobras.

A liminar, porém, acabou reconsiderada pelo próprio Tribunal, no mesmo dia, permitindo a retomada da pauta da reunião.

Acionistas em polvorosa

As recentes assembleias de acionistas da Petrobras têm sido marcadas por diversas polêmicas.

Na segunda-feira (12), numa reunião tensa, com mais de três horas de duração, o governo venceu a batalha com o mercado financeiro e conseguiu eleger sete dos oito nomes que indicou ao conselho de administração. Grandes fundos de investimento estrangeiros ficaram com apenas uma das duas vagas disputadas com a União.

A definição do conselho de administração da Petrobras estava sendo bastante aguardada pelo mercado financeiro. Isso porque vai ficar nas mãos dos seus membros a responsabilidade de decidir possíveis mudanças de rota na gestão da empresa. Há dúvidas, por exemplo, se os novos gestores vão manter a atual política de reajustes de preços dos combustíveis e também o programa de venda de ativos da companhia.

A polêmica, porém, está longe do fim. Marcelo Gasparino, conselheiro indicado pelos minoritários, pretende renunciar ao cargo. A questão é que ele foi eleito num sistema de chapa, e não via votos individuais dos acionistas. Então, se um dos componentes da chapa renuncia, todos os eleitos caem.

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