Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-11-11T20:21:24-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo
Destaques da bolsa

Mesmo com prejuízo maior, balanço da Azul (AZUL4) anima os investidores, e ações avançam quase 10% hoje

Os analistas do Itaú mantêm a recomendação neutra para os papéis AZUL4, mesmo com o preço-alvo em R$ 41, o que representa uma alta de 40,60% ante o fechamento de ontem

11 de novembro de 2021
16:36 - atualizado às 20:21
Azul Linhas Aéreas AZUL4
Imagem: Shutterstock

O dia amanheceu cinzento na cidade de São Paulo, o que não impediu os papéis da Azul (AZUL4) de acelerarem na pista do pregão desta quinta-feira (11). O combustível não poderia ser outro: o balanço da empresa veio positivo e a previsão é de tempo bom nos próximos meses.

Os papéis AZUL4 chegaram a subir 12% no pregão de hoje, mas desaceleraram a alta e fecharam com ganho de 9,83%, cotados a R$ 29,04. Além dos resultados, a boa perspectiva com a retomada das viagens e o avanço da vacinação são destaques positivos para o setor. 

Otimismo, mas...

Por outro lado, as altas do dólar e dos combustíveis ainda são fatores que pressionam os resultados do setor aéreo brasileiro.

Os analistas do Itaú mantêm a recomendação neutra para os papéis AZUL4, mesmo com o preço-alvo em R$ 41, o que representa uma alta de 40,60% ante o fechamento de ontem.

Em relatório divulgado hoje, o banco destaca que os números da Azul no terceiro trimestre foram positivos, e a posição da empresa frente aos concorrentes aumenta o otimismo dos analistas. 

Mas a água no chope dessa festa pode vir das próprias medidas que a empresa tomou durante o período de isolamento social, o que deve afetar a liquidez do caixa da companhia no futuro.

“O cenário ainda é incerto pela frente, o que nos leva a considerar que a sua posição financeira deve continuar a ser monitorada”, destaca o relatório.

Na ponta do lápis: o balanço da Azul

De acordo com o comunicado da empresa, a receita operacional por assentos-quilômetro oferecidos (RASK) da Azul recuperou níveis pré-pandemia de 2019 e cresceu 12,5% no terceiro trimestre. A receita de passageiros por assentos-quilômetros oferecidos (PRASK) também subiu 19,4% no mesmo período.

Os resultados de custo por assentos-quilômetros oferecidos (CASK) caíram, mesmo com a alta dos combustíveis e cenário pandêmico desfavorável. Dessa forma, o CASK recuou 13,5% na passagem de um trimestre para outro. 

A empresa ainda registrou recordes de receita e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em inglês) considerando o período após o início da pandemia, em 2020.

A receita operacional cresceu cerca de 59,6% em relação ao trimestre anterior e atingiu R$ 2,7 bilhões, apesar de o resultado ainda estar 13% abaixo dos mesmos dados de 2019, quando a empresa registrou resultado positivo em R$ 3 bilhões.

O EBITDA também foi o maior para o período da pandemia. O saldo foi positivo em R$ 485,6 milhões, frente à queda de R$ 258 milhões no mesmo trimestre do ano passado e do prejuízo de R$ 50,9 milhões do trimestre imediatamente anterior.

Mas, apesar da evolução do EBITDA, a variação cambial exerceu um peso enorme no resultado financeiro da Azul. A linha ficou negativa em R$ 2,4 bilhões — há um ano, a perda era de “apenas” R$ 1 bilhão. Como boa parte do endividamento das companhias aéreas é dolarizada, o enfraquecimento do real acaba elevando o saldo da dívida.

Com isso, a Azul (AZUL4) registrou prejuízo líquido de R$ 2,2 bilhões, uma perda significativamente maior que a do terceiro trimestre de 2020, quando ficou no vermelho em R$ 1,2 bilhão. Em termos ajustados, que desconsideram eventos não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 766 milhões.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

NOVATA NA FINAL

Não estranhe: patrocinadora da final entre Palmeiras e Flamengo é a nova corretora de criptomoedas do Brasil; conheça Crypto.bom

A exchange resolveu investir no segmento de esportes e patrocina Fórmula 1, NBA e até o campeonato europeu

Raio-X

Análise: Por que a alta da inflação pode ameaçar o pacote de infraestrutura de Joe Biden?

O presidente americano tem ambiciosos planos pela frente, mas a alta da inflação e gargalos estruturais da economia podem alterar o rumo

A SEMANA EM GRÁFICOS

Covid-19 pressiona aéreas, turismo, Ibovespa e bitcoin, mas inflação avança no mundo: entenda a última semana com estes gráficos

As companhias aéreas sofreram perdas significativas na bolsa esta semana e nem o bitcoin (BTC) conseguiu se salvar

O MELHOR DA SEMANA

Piora da covid no mundo e criptomoedas além do bitcoin (BTC): 5 assuntos mais lidos no Seu Dinheiro esta semana

O mercado já trabalhava amplamente com a visão do verdadeiro normal. Mas os mercados globais voltaram a entrar em pânico com a covid-19

PAPO CRIPTO #007

Tecnologia que criou o bitcoin (BTC) pode reduzir custo de captação de recursos em quase 70%, diz chefe de ativos digitais do BTG

“Empresas pequenas e médias têm menor possibilidade de acesso ao mercado de capitais, muito por causa dos custos envolvidos”, comenta

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies