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No noticiário corporativo, o destaque foi internacional, mas com sotaque brasileiro – o Nubank fez sua estreia na Bolsa de Nova York. Por aqui, a reação ao Copom dominou os negócios
De tempos em tempos, o mercado financeiro se propõe a desvendar um ‘x’ da questão. Qual o limite dos gastos fiscais? É hora de o Federal Reserve elevar os juros? E até onde o Copom deve elevar a Selic para atingir sua meta?
No momento, é a última pergunta que reverbera nos corredores da B3, ainda na ressaca da decisão de política monetária divulgada na noite de ontem (08).
O Banco Central brasileiro decidiu seguir com a alta de 1,5 ponto percentual, a 9,25% ao ano, contratada na reunião anterior, mas subiu o tom de voz no comunicado, deixando claro que está disposto a penalizar a atividade em busca do controle da meta de inflação.
Os investidores chegaram a apostar em uma elevação de 2,0 pontos para o último encontro do ano do Copom, mas a projeção perdeu o fôlego após o Produto Interno Bruto (PIB) negativo do terceiro trimestre e dados mais fracos do que o esperado do consumo frustrarem os economistas.
Uma Selic de dois dígitos já é uma realidade para o começo de 2022, mas há quem se pergunte se o BC não estaria indo longe demais, mas esse deve ser o próximo ‘xis’ da questão.
Como as últimas semanas foram de alívio para a curva de juros, a ressaca pós-Copom foi de alta para os principais contratos de DI, com uma força maior nos vencimentos mais curtos.
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O dia negativo em Wall Street se somou ao ambiente interno estressado, e a bolsa brasileira interrompeu a sequência de cinco altas, encerrando o dia em queda de 1,67%, aos 106.291 pontos. Na véspera da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, o dólar à vista avançou 0,70%, a R$ 5,5738.
No noticiário corporativo, o destaque foi internacional, mas com sotaque brasileiro - o Nubank fez sua estreia na Bolsa de Nova York. Além disso, as empresas de e-commerce voltaram a ter uma queda brusca, enquanto a Neogrid teve sua recomendação rebaixada pelo Credit Suisse.
Amanhã o dia deve ser quente, com divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) americano só será conhecido amanhã, mas os analistas estão preocupados com os efeitos dos gargalos estruturais para a distribuição de mercadorias. A expectativa é que o problema seja resolvido com o pacote de infraestrutura de Joe Biden, mas o que preocupa no momento é o caminho que deve ser trilhado pelo Federal Reserve na reunião da semana que vem.
O Dow Jones conseguiu fechar o dia estável, mas o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,72% e 1,71%, respectivamente.
O Nubank finalmente concluiu a sua oferta de ações em Nova York. O banco digital precificou suas ações em US$ 9,00 (R$ 49,77 no fechamento de ontem), movimentando o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A “empresa do cartão roxo” se tornou a instituição financeira mais valiosa da América Latina, ultrapassando o Itaú Unibanco.
As ações na bolsa de Nova York têm o ticker “NU”, enquanto os BDRs têm o símbolo “NUBR33”. A fintech distribuiu 7,5 milhões de BDRs para seus clientes, como forma de promover a oferta.
A pressão na curva de juros voltou a pressionar as ações do setor de varejo, que ainda repercutem negativamente os dados ruins das vendas feitas no mês de outubro. A Black Friday e o Natal aquém da expectativa também entram no preço. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | R$ 5,11 | -9,24% |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 27,97 | -8,56% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 6,28 | -7,78% |
| BIDI11 | Banco Inter unit | R$ 35,26 | -7,77% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 5,36 | -7,11% |
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 19,35 | 3,59% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 24,46 | 1,49% |
| WEGE3 | Weg ON | R$ 36,50 | 1,28% |
| EQTL3 | Equatorial ON | R$ 23,90 | 1,27% |
| HYPE3 | Hypera ON | R$ 29,09 | 0,41% |
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