Esquenta dos mercados: Ata do Copom e decisão de juros do Federal Reserve movimentam a bolsa hoje
Ainda hoje, a perspectiva de votação da PEC dos precatórios deve manter a cautela dos negócios, enquanto o mercado aguarda a data para início da retirada dos estímulos monetários nos EUA

Depois do feriado no Brasil, os investidores devem ficar atentos para a divulgação da decisão de política monetária do Federal Reserve no início da tarde. A expectativa geral é de que o BC americano dê maiores detalhes sobre o tapering, a retirada de estímulos da economia, e inicie um novo ciclo de alta nos juros americanos.
Já por aqui, o Banco Central também é destaque, na divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento trouxe uma piora nas perspectivas da inflação, mas manteve as projeções de crescimento para o segundo semestre deste ano.
E o cenário doméstico não deixou de pressionar os ativos brasileiros no exterior. O EWZ, principal fundo de índice (ETF) de ações brasileiras negociado em Wall Street, recuou 1,85% em Nova York, a US$ 29,24.
Confira o que movimenta a bolsa nesta quarta-feira (03):
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Precatórios e Copom
Mesmo com a semana mais curta para a bolsa brasileira, o risco fiscal continua como plano de fundo para os investidores. Está marcada para hoje a votação da PEC dos Precatórios, que parcela as dívidas que o governo tem com o judiciário e abre espaço no Orçamento para o benefício social Auxílio Brasil.
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Entretanto, enquanto governistas afirmam que a proposta deve ser aprovada com facilidade, a oposição se articula para não permitir a aprovação do texto. Vale lembrar que a PEC deve ser aprovada até o final deste ano para poder passar a valer em 2022.
Além do espaço nas contas públicas, o governo precisa da aprovação da reforma do Imposto de Renda, que deve financiar o benefício no longo prazo. A proposta continua travada no Senado e também precisa ser aprovada até o final do ano.
Mais cedo foi divulgada a ata da última reunião do Copom, que elevou a Selic em 1,50 ponto porcentual para 7,75% ao ano. O Comitê já vê um novo avanço de mais 1,50 pontos-base na próxima reunião, o que elevaria os juros básicos para 9,25% ao ano. A autoridade enfatiza a manobra para alterar o teto de gastos e o elevado risco das contas públicas como alguns dos motivos para a piora das projeções e o aperto monetário por parte da instituição.
E mais doméstico
Ainda hoje, os investidores devem ficar de olho na temporada de balanços locais, que seguem a todo vapor e na participação de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central brasileiro, em palestra da COP26. No campo dos resultados, Banco Pan, CSN, CSN Mineração, Itaú Unibanco, Grupo Pão de Açúcar, PetroRio, Unidas e XP devem divulgar seus balanços ainda hoje.
Falcão e andorinha
Ainda hoje, o Federal Reserve deve divulgar a decisão de política monetária, com a tradicional coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell, logo em seguida. De acordo com as projeções, a taxa de juros deve permanecer entre 0 e 0,25%, mas essa (ainda) não é a declaração mais esperada.
O Fed deve divulgar o plano de tapering, a retirada dos estímulos da economia dos Estados Unidos, que deve começar ainda este mês na próxima reunião do Fomc, o Copom americano. Com isso, as próximas reuniões devem trazer o plano de voo dessa retirada de estímulos e os especialistas esperam um novo ciclo de alta de juros para conter a inflação.
A combinação de uma inflação mais alta, uma redução mais rápida dos estímulos e o fim da injeção de dinheiro na economia por parte do Fed poderia "sustentar ou estender a tendência recente de achatamento da curva do Tesouro dos EUA", de acordo com o Bank of America.
Por falar em inflação, os EUA seguem patinando na retomada da economia, com gargalos estruturais para distribuição de mercadorias cada vez mais aparentes. Mesmo o plano de Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, para melhorar a logística não surtiu grandes efeitos, o que já era esperado.
Emprego pra que te quero
O investidor internacional deve ficar de olho no relatório ADP de empregos privados, que deve crescer em 385 mil novas vagas, de acordo com projeções do Broadcast.
Bolsas pelo mundo
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira sem direção única, de olho na decisão de política monetária do Federal Reserve. A expectativa é de que o BC americano detalhe mais o plano de tapering, enquanto os investidores ficam de olho na política de juros.
De maneira semelhante, as bolsas na Europa também abriram sem direção, de olho em dados e balanços locais e à espera da decisão do Fed.
Por fim, os futuros de Nova York não tem um único sinal antes da abertura, horas antes da decisão de política monetária do Fed.
Agenda do dia
- Banco Central: Ata do Copom (7h)
- FGV: IPC-S semanal (8h)
- Estados Unidos: Relatório sobre a criação de empregos privados em outubro (9h15)
- Estados Unidos: PMI composto e de serviços (10h45)
- Banco Central: Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de palestra remota na COP26 (11h)
- Secex: Balança comercial em outubro (15h)
- Estados Unidos: Fed divulga decisão de política monetária (15h)
- Estados Unidos: Presidente do Fed, Jerome Powell, concede coletiva de imprensa após a decisão de política monetária (15h30)
- Votação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados
- Reunião de líderes da COP26
Balanços do dia
- Brasil: Banco Pan (antes da abertura)
- Brasil: CSN (após o fechamento)
- Brasil: CSN Mineração (após o fechamento)
- Brasil: GPA (após o fechamento)
- Brasil: Itaú Unibanco (após o fechamento)
- Brasil: PetroRio (após o fechamento)
- Brasil: Unidas (após o fechamento)
- Brasil: XP (após o fechamento)
SEM FOLGA EM NOVA YORK
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