Temporada de balanços deve dividir atenção do investidor com proibições na China e variante delta
As gigantes de tecnologia devem balançar o exterior, enquanto o cenário interno conta com a mineração para se sustentar

A temporada de balanços das empresas brasileiras deve dividir espaço com gigantes do setor de tecnologia dos EUA no pregão desta terça-feira (27). Clique aqui e saiba o que esperar do segundo trimestre para cada atividade e confira a agenda do dia no final da matéria.
O exterior segue em tom negativo, após a China iniciar uma série de restrições a empresas de tecnologia e educação privada (leia mais abaixo). Enquanto isso, o medo de que a variante delta volte a fechar as atividades voltou e pressiona as bolsas internacionais nesta manhã.
Enquanto isso, no Brasil, o presidente da República, Jair Bolsonaro, iniciou a reforma ministerial, que deve ser acompanhada de perto pelos investidores. É esperado que Bolsonaro ofereça cargos da Casa Civil e da recém criada pasta do Emprego e Previdência para o chamado “Centrão”.
Assim como a CPI da Covid, os trabalhos do Congresso estão paralisados em virtude do recesso. As Casas Legislativas devem retomar as atividades na próxima semana, com pautas como reforma do Imposto de Renda, PEC do voto impresso e desdobramentos do suposto superfaturamento na compra de vacinas devem voltar ao radar.
Sem maiores indicadores para o dia, o investidor deve ficar de olho nos dados da conta corrente do setor externo e nos investimentos diretos no país, divulgados ainda nesta manhã.
No pregão de ontem, o Ibovespa encerrou o dia em alta, puxado pelo otimismo envolvendo o balanço das siderúrgicas, e restabeleceu o patamar dos 126 mil pontos. O dólar à vista recuou 0,70%, fechando a R$ 5,1742. Na mínima do dia, a divisa voltou a encostar nos R$ 5,15.
Leia Também
Confira o que mais deve movimentar os mercados hoje:
Negócio da China
Na manhã da última segunda-feira (26), o mundo se surpreendeu com a notícia de que o Gigante Asiático estava fechando o cerco contra um setor em expansão no país: o da educação privada.
Essas escolas oferecem cursos depois das aulas e tem crescido nos últimos meses com a retomada econômica. Mas essas atividades extracurriculares acabam pesando nas finanças das famílias da China, o que preocupa o governo central do país.
Dessa forma, o Gigante Asiático deve lançar uma série de medidas para restringir essas atividades, de acordo com a Bloomberg. Mas essa não é a única investida da China contra um setor específico.
As empresas de tecnologia estão sob pressão, em um novo capítulo de uma "guerra fria” entre EUA e China. Enquanto os Estados Unidos acusam o governo de Pequim de não prover a segurança necessária para companhias situadas em Hong Kong, o país asiático alega que os americanos não estão respeitando a soberania do país.
Na manhã de ontem, o principal órgão regulador China ordenou que gigantes do setor de tecnologia corrigissem práticas “anticompetitivas” e ameaças à segurança de dados.
Bolsas pelo mundo
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira (27) de maneira mista. As bolsas da região sentiram o peso da ofensiva regulatória do governo de Pequim em cima de empresas de tecnologia e educação privada. Somado a isso, a cautela com o medo da variante delta voltar a fechar os negócios volta a pesar nos mercados.
Já na Europa, os principais índices operam em baixa agora pela manhã. Os investidores do Velho Continente estão esperando maiores detalhes sobre o avanço regulatório da China no setor de educação privada, enquanto a variante delta também aumenta a cautela. A temporada de balanços segue movimentando os negócios na região.
Por fim, os futuros de Nova York também operam em baixa, com a temporada de balanços no radar. A variante delta também preocupa os mercados americanos, mesmo com boa parcela da população imunizada.
Agenda do dia
- Banco Central: Investimento direto no país (IDP) e conta corrente do setor externo de julho (9h30)
- Estados Unidos: Encomenda de bens duráveis de junho (9h30)
- Fundo Monetário Internacional: FMI divulga revisão de relatório de perspectiva global (10h)
- Estados Unidos: Confiança do consumidor de julho (11h)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (17h30)
Balanços do dia
- Estados Unidos: Balanço da GE (antes da abertura)
- Estados Unidos: Balanço da 3M (antes da abertura)
- Brasil: Balanço do Assaí (após o fechamento)
- Brasil: Balanço do Carrefour (após o fechamento)
- Brasil: Balanço da CSN (após o fechamento)
- Brasil: Balanço da Telefônica (após o fechamento)
- Estados Unidos: Balanço da Alphabet (após o fechamento)
- Estados Unidos: Balanço da Apple (após o fechamento)
- Estados Unidos: Microsoft (após o fechamento)
- Estados Unidos: Balanço da Visa (após o fechamento)
VISÃO DO GESTOR
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