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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

mercados na semana

Ibovespa sobe 4,5% na semana, com Congresso mais governista e exterior forte; dólar cai a R$ 5,38

Principal índice da bolsa chegou a 120 mil pontos, em meio a um processo de renovação na Câmara e no Senado e com pacote trilionário avançando nos EUA

Kaype Abreu
Kaype Abreu
5 de fevereiro de 2021
19:21 - atualizado às 20:12
Congresso Mercados Touro Urso Alta Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O mercado local levou esta semana no otimismo. Com o Congresso brasileiro mais governista e as bolsas subindo no exterior, o Ibovespa encontrou espaço para chegar a 120 mil pontos. O dólar caiu para R$ 5,38.

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No exterior, os investidores estão animados com negociações em torno do pacote fiscal nos Estados Unidos. Nesta semana, o presidente dos EUA, Joe Biden, descartou a possibilidade de reduzir a proposta de US$ 1,9 trilhão para a cerca de US$ 600 bilhões.

Os dados do payroll desta sexta-feira (5) reforçam a tese de que a economia americana ainda precisa de um grande empurrão. O indicador mostrou que foram criadas 49 mil novas vagas de trabalho em janeiro, abaixo do esperado pelo mercado.

Biden reagiu aos números expressando, em coletiva de imprensa na tarde desta sexta, urgência pela aprovação do pacote e novas medidas para fortalecer a economia. Lideranças democratas na Câmara dos Representantes já garantem ter os votos para a aprovação da medida.

As bolsas em Wall Street ganharam ainda mais impulso com as falas de Biden e terminaram a semana da seguinte forma: S&P com ganhos de 3,89%, Nasdaq com valorização de 4,65% e Nova York avançando 6,01%.

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No Brasil, o Ibovespa subiu 0,82% nesta sexta e acumulou alta de 4,50% na semana, chegando a 120.240,26 pontos. Já o dólar teve dias de bastante oscilação, mas terminou a semana em baixa de 1,66%, a R$ 5,3837 - a queda foi de 1,20% nesta sexta.

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O Congresso, o governo e a bolsa

A bolsa brasileira subiu em meio a um exterior forte e com renovação em Brasília. A Câmara dos Deputados e o Senado elegeram no início da semana seus respectivos presidentes, confirmando a expectativa majoritária de analistas políticos.

Eleitos com o apoio do governo, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) reafirmaram compromisso com o teto fiscal e com as reformas, tão caras ao mercado financeiro.

O governo federal enviou ao Legislativo uma lista de projetos considerados prioritários pelo Executivo - dentre outras pautas, pede-se a aceleração da MP que propõe a privatização da Eletrobras. As ações da estatal, aliás, estão entre as maiores alta do Ibovespa na semana.

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Com a política local e o exterior alinhados, foram quatro dias de alta do Ibovespa nesta semana. O tropeço aconteceu na quinta, justamente quando o presidente Jair Bolsonaro sinalizou um incômodo com a política de preços da Petrobras.

Vai e vem

O temor do mercado com a ingerência política foi dissolvido na manhã desta sexta, após reunião entre Bolsonaro e o CEO da Petrobras, Roberto Castello Branco. O executivo reafirmou após o encontro que os preços de combustíveis são ditados pela demanda global.

No entanto, há pouco a agência Reuters disse que a estatal deve ampliar o prazo para o cálculo de paridade internacional de preço dos combustíveis de três meses para um ano, em uma tentativa de evitar transferir a volatilidade dos preços internacionais a consumidores.

Com a notícia, os papéis da Petrobras devolveram os ganhos da sessão, fechando em alta de apenas 0,07%. O assunto ainda deve ser foco de atenção dos investidores na próxima semana - a estatal tem grande peso no Ibovespa.

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Entre as blue chips, outro destaque foi a Vale, que apresentou uma queda de 0,5% na produção de minério de ferro em 2020 e anunciou um acordo definitivo com governo de Minas Gerais pela tragédia em Brumadinho. A empresa terá uma despesa adicional de R$ 19,8 bilhões no exercício de 2020, mas diminui, com o acordo, as incertezas no balanço financeiro.

Já o setor bancário apareceu no noticiário com a temporada de balanços, com o Santander fechando 2020 com resultado acima do esperado pelo mercado: lucro líquido de R$ 13,8 bilhões, recuo de 5% em relação ao balanço de 2019.

Em termos de valorização no Ibovespa, a estrela da semana foi a Eneva. A empresa arrematou o campo de Urucu, um complexo de sete campos que contém 34 bilhões de metros cúbicos de gás. Com o negócio, a companhia pode dobrar as reservas de gás, com possibilidade de atender as regiões do Norte e Centro-Oeste.

Veja as principais altas da semana:

TickerEmpresaPreço (R$)Valorização
ENEV3Eneva68,9510,14%
ELET6Eletrobras31,479,50%
ELET3 Eletrobras31,128,47%
PCAR3 GPA79,725,62%
BRKM5 Braskem25,475,16%

Veja as maiores baixas do Ibovespa na semana:

TickerEmpresaPreço (R$)Valorização
QUAL3Qualicorp ON30,59-1,67%
VVAR3Via Varejo ON14,51-1,23%
CPLE6Copel PN64,61-1,03%
MGLU3Magazine Luiza ON 25,07-0,79%
SULA11SulAmérica units39,67-0,60%

*Colaboraram Jasmine Olga e Renan Sousa

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