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Enquanto as bolsas americanas surfaram os bons resultados da temporada de balanços, o Ibovespa deslocou ao ceder com o peso dos riscos locais
Você pode até tentar desviar, mas todos os caminhos parecem levar a uma única preocupação — inflação.
Embora os bancos centrais globais, o brasileiro incluso, reforcem a característica transitória da elevação de preços, esse é um problema longe de ser superado.
As taxas de juros para combatê-lo seguem em alta, mas os gargalos na produção mundial, o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, o avanço do setor de serviços pós-pandemia — que em outro contexto seria uma notícia positiva — e o câmbio pressionado limitam a ancoragem das expectativas para os próximos anos.
O Banco Central brasileiro já anunciou uma nova atuação no câmbio para amanhã, em mais uma tentativa de segurar a cotação da moeda americana, mas hoje os esforços não surtiram o efeito desejado, e o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,13%, a R$ 5,5161. O mercado de juros chegou a abrir o dia em queda, mas também não sustentou o movimento.
A cautela local ainda tem pitadas extras de preocupação com o lado fiscal. Ficam cada vez mais fortes as chances de o governo federal decidir pela ampliação do auxílio emergencial diante do impasse na reformulação do Bolsa Família.
O Ibovespa abriu o dia no azul, mas a situação local não deixou que a animação de Wall Street com os balanços corporativos chegasse à B3. O setor de consumo sentiu o baque e blindou o entusiasmo, puxando o resultado do principal índice da bolsa para baixo, em uma queda de 0,24%, aos 113.185 pontos.
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Confira alguns dos destaques do noticiário corporativo:
Falando em inflação, outro tema em pauta é o preço dos combustíveis, um dos maiores vilões das últimas leituras do IPCA. A Câmara dos Deputados passou o tema na frente de outras reformas mais esperadas e trouxe uma solução que adiciona pressão no mercado. Isso porque o impacto da medida é incerto, principalmente porque as chances de aprovação no Senado são baixas, já que os estados devem perder receita.
O projeto de lei que modifica o regime de cobrança do ICMS incidente sobre os combustíveis passou com 392 votos a favor e 71 contrários. Com isso, o ICMS sobre combustíveis adotará alíquotas específicas, fixadas a cada 12 meses. O teto será a média de preços (PMPF) dos últimos 2 anos.
O deputado Jaziel, relator da proposta, estima que poderá haver redução média de 8% na gasolina comum, 7% no etanol hidratado e 3,7% no diesel tipo “B”, mas analistas desconfiam que o desconto pode acabar nem chegando ao consumidor final.
Não é novidade que toda essa situação coloca pressão extra sobre a Petrobras. A companhia está com a orelha quente, já que não sai da boca das críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira, e nem do chefe do Executivo, Jair Bolsonaro.
Hoje os dois voltaram a falar sobre a estatal. Para Lira, o Cade deve investigar a companhia em breve. Já Bolsonaro acenou em direção à privatização da estatal.
Mas o mercado também olha para outros dados da economia americana. Na véspera do início da retirada de estímulos monetários por parte do Federal Reserve, o indicador de inflação no atacado e os novos pedidos de auxílio-desemprego vieram melhores que o esperado. Foram 293 mil novos pedidos, abaixo da previsão de 318 mil.
A temporada de balanços também começa a ganhar tração no exterior. Pela manhã, os números exibidos por Bank of America, Wells Fargo, Citi e United Health animaram o mercado, e as bolsas americanas assim seguiram até o fechamento.
O Nasdaq subiu 1,73%, o S&P 500 avançou 1,71% e o Dow Jones teve alta de 1,56%. As bolsas europeias também seguiram o embalo. Para Ariane Benedito, economista da CM Capital, a temporada de balanços americana deve seguir ditando o ritmo nos próximos dias, mas nossos fantasmas locais — com fiscal, câmbio e inflação — podem reduzir o impacto dos números por aqui.
O clima de recuperação segue falando mais alto entre as maiores altas do dia. Após as fortes perdas de setembro, as ações dos bancos Pan e Inter continuam em ritmo acelerado de alta.
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BIDI11 | Banco Inter unit | R$ 50,95 | 5,27% |
| BIDI4 | Banco Inter PN | R$ 17,32 | 5,16% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 28,18 | 4,56% |
| BPAN4 | Banco Pan PN | R$ 16,54 | 4,29% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 27,82 | 2,81% |
Na outra ponta da tabela, vale destacar o desempenho das ações do setor de construção, que repercutiram negativamente as prévias operacionais divulgadas entre a noite de ontem e a manhã de hoje, e também a queda da BRF. A companhia de proteínas chegou a ter o pior resultado do dia após a notícia de que uma conselheira do Cade pediu uma nova análise do processo de aquisição de mais de 30% das ações da empresa pela rival Marfrig.
Com a preocupação com relação à inflação falando mais alto, as empresas ligadas ao setor de consumo também tiveram um dia negativo, e a Méliuz acompanhou. Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| CASH3 | Méliuz ON | R$ 5,18 | -4,60% |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 25,59 | -3,18% |
| EZTC3 | EZTEC ON | R$ 24,01 | -2,83% |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | R$ 4,97 | -2,55% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 8,01 | -2,44% |
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