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Após dois trimestres turbulentos, a companhia melhora sinistralidade e geração de caixa, enquanto nova gestão de Lucas Adib acena com venda de ativos, revisão geográfica e foco em desalavancagem e eficiência operacional
Após dois trimestres com resultados desastrosos, a Hapvida (HAPV3) conseguiu respirar no primeiro trimestre de 2026. Na visão do BTG Pactual, Itaú BBA e JP Morgan, a operadora de serviços de saúde divulgou, na noite de quinta-feira (11), números melhores do que o esperado para o período.
Isso por si só já é um grande alívio para os investidores. Mas a companhia também deu outro motivo para o mercado sorrir ao reforçar, durante a teleconferência de resultados deste trimestre, a possibilidade de venda de ativos não estratégicos e uma revisão mais rigorosa da presença geográfica, em meio a uma ampla reorganização liderada pelo CEO agora empossado, Lucas Adib.
"Seguimos muito focados na simplificação da operação e na desalavancagem, que continuam como as principais prioridades da companhia”, afirmou Adib durante a teleconferência.
De acordo com o executivo, a empresa está revisando detalhadamente cada operação regional para entender onde faz sentido continuar investindo e onde pode haver espaço para desmobilizações, parcerias ou até alienação de ativos.
"Não temos apego a geografias específicas. Nosso foco é concentrar capital nas operações que tenham maior capacidade de geração de valor para a companhia", afirmou o CEO.
Por volta das 15h, as ações subiam 5,4%, a R$ 12,06. No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,00%, a 180.085,83 pontos.
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A nova gestão quer transformar a Hapvida em uma companhia mais enxuta, menos centralizada e mais orientada por eficiência operacional.
Durante a teleconferência, Adib contou sobre a reorganização interna que a operadora está promovendo, com maior autonomia para as operações regionais e uso mais intensivo de dados e inteligência artificial para melhorar desde a experiência dos beneficiários até o controle de custos médicos.
Segundo o CEO, a companhia pretende abandonar decisões excessivamente centralizadas e acelerar a capacidade de reação local, principalmente em regiões mais desafiadoras.
“Estamos descentralizando bastante a companhia para ganhar velocidade de execução e capacidade de resposta nas pontas”, afirmou o executivo.
A empresa também reforçou que a disciplina na alocação de capital será um dos pilares da nova fase, priorizando geração de caixa, redução da dívida líquida e rentabilidade, em vez de crescimento acelerado a qualquer custo.
A Hapvida ainda reconheceu que segue enfrentando dificuldades em algumas operações, especialmente em São Paulo, onde a companhia continua observando cancelamentos de beneficiários e um ambiente competitivo mais pressionado.
A judicialização também dominou parte da teleconferência e foi tratada pela nova gestão como um dos principais desafios estruturais da Hapvida e do setor de saúde suplementar.
A companhia reconheceu que o avanço das ações judiciais continua pressionando os custos assistenciais, mas afirmou que vem reforçando controles internos, acompanhamento jurídico e protocolos médicos para tentar reduzir esses impactos.
“Estamos investindo bastante em inteligência de dados e em protocolos clínicos mais robustos para reduzir desperdícios, melhorar qualidade assistencial e também mitigar efeitos da judicialização”, disse Adib.
Os executivos também afirmaram que a sinistralidade, uma dos grandes problemas da companhia nos últimos trimestres, começou a mostrar uma dinâmica mais próxima da normalidade após os desequilíbrios observados nos últimos trimestres, embora ainda exista volatilidade em alguns períodos.
“Tivemos uma evolução importante da sinistralidade ao longo do trimestre. Ainda há volatilidade em alguns momentos, março foi um mês um pouco mais pressionado em frequência, mas vemos uma tendência mais saudável e mais próxima da normalização”, afirmou o CEO.
A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 244 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 41,4% na base anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 46,8% ante um ano antes, para R$ 346 milhões. Em base ajustada, que exclui efeitos não recorrentes, o indicador ajustado totalizou R$ 803 milhões, queda de 20%.
Como resultado, a margem Ebitda ajustada — que mostra quanto da receita da empresa sobra após os custos e despesas operacionais — atingiu 10%, um avanço de 300 pontos-base na comparação trimestral.
Para o BTG Pactual e o Itaú BBA, o trimestre trouxe uma melhora sequencial encorajadora após os três meses imediatamente anteriores terem sido bastante desafiadores, com uma tendência mais favorável de sinistralidade (MLR) e uma geração de fluxo de caixa livre (FCF) aprimorada.
A sinistralidade, que foi um dos grandes problemas da companhia nos últimos resultados, chegou a 72,2% nos primeiros três meses do ano, uma queda de 3,3 pontos percentuais (p.p) em relação ao quarto trimestre de 2025 e avanço de 0,4 p.p na base anual.
"A melhora do trimestre refletiu um volume menor de atendimentos e procedimentos médicos no fim de 2025 e no começo deste ano, algo comum para o período. Ainda assim, segundo a administração da companhia, março já mostrou uma volta mais forte da demanda, principalmente por cirurgias e procedimentos eletivos que haviam sido adiados nos meses anteriores”, afirmou o BTG Pactual em relatório.
A Hapvida reportou um fluxo de caixa livre (FCF) positivo de R$ 442,8 milhões no 1T26, revertendo a queima de caixa registrada no trimestre anterior. Para o BTG, isso traz alívio de liquidez no curto prazo.
Ainda assim, alguns desafios continuam no radar da companhia. A Hapvida voltou a perder beneficiários no trimestre, com redução líquida de 44,5 mil vidas — apesar de o ritmo de perdas ter desacelerado em relação ao fim de 2025.
Além disso, a Hapvida continua enfrentando pressões relacionadas à judicialização. No primeiro trimestre, os depósitos judiciais cíveis subiram para R$ 1 bilhão, ante R$ 934 milhões no fim de 2025. Já as despesas com contingências e tributos chegaram a R$ 185,4 milhões no período, um aumento de R$ 74,8 milhões em relação ao trimestre anterior.
Outros pontos que seguem pressionando a companhia, segundo os analistas, são a dinâmica ainda fraca de receita e as despesas corporativas elevadas.
A receita líquida da Hapvida somou R$ 7,89 bilhões no primeiro trimestre, alta de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado, mas praticamente estável na comparação com o trimestre anterior. Já as despesas administrativas em caixa subiram para R$ 632,4 milhões, equivalentes a 8% da receita líquida, acima dos R$ 479,4 milhões registrados no 4T25.
"Além disso, os números sugerem que as expectativas do consenso haviam ficado pessimistas demais, o que pode abrir espaço para revisões positivas de lucro", escreve o JP Morgan em relatório.
A recomendação tanto do BTG, quanto do Itaú BBA e do JP Morgan para os papéis é neutra.
"Mantemos recomendação neutra diante dos riscos relevantes de execução e dos desafios operacionais. Enquanto seguimos monitorando os próximos passos do turnaround, preferimos não antecipar uma recuperação que ainda exige evidências mais consistentes. Mas o primeiro trimestre deve ser considerado um sinal marginalmente positivo", escreve o BTG em relatório.
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