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Sérgio Ribeiro afirmou ao Seu Dinheiro que a corrida das construtoras para antecipar compras em meio ao risco inflacionário ajudou os resultados da companhia no 1T26; veja os destaques do balanço
A Eucatex (EUCA4), fabricante de materiais para construção civil, divulgou nesta terça-feira (12) os resultados do primeiro trimestre de 2025, com lucro líquido 37,3% maior em relação ao ano passado, em R$ 138,4 milhões. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o salto foi de quase 107%.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o CFO Sérgio Ribeiro afirmou que o desempenho foi impulsionado por um cenário macro favorável, apesar da Selic ainda estar em patamares elevados.
Segundo o executivo, fatores como o aumento real do salário mínimo, a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda e a continuidade de programas sociais e habitacionais ajudaram a sustentar o consumo e a demanda no setor. Além disso, a ampliação do Minha Casa Minha Vida (MCMV) também é destaque.
"Com as vendas do programa em expansão, a companhia continua mantendo um bom nível na demanda dos produtos destinados à construção civil, como portas e kit portas, pisos laminados e tintas", afirmou Ribeiro ao Seu Dinheiro.
Outro fator que pode ter impulsionado os números, na visão do executivo, é a guerra no Irã. Isso porque o efeito inflacionário do conflito pode ter gerado um movimento de antecipação de compra para formação de estoques por parte das construtoras, o que ajuda nos resultados da empresa.
“O mercado começou a acelerar compras já olhando um cenário de aumento de custo e inflação", destacou Ribeiro. No entanto, a empresa também passou a comprar os seus próprios insumos por um valor mais alto, e precisou precisou promover ajustes nas tabelas de preços para seus consumidores.
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“Em março a gente segurou preço, mas abril e maio já vieram com reajustes porque os insumos começaram a pressionar mais”, disse o executivo.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 196,9 milhões entre janeiro e março, avanço de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda, que mede a eficiência operacional da comanhia, subiu de 24,3% para 25,1%.
A receita líquida subiu 5,2% em base anual, para R$ 783,8 milhões. A dívida líquida, por sua vez, caiu 6,7% em relação ao ano anterior, para R$ 561,8 milhões, enquanto a alavancagem recuou de 0,9 vez para 0,7 vez o Ebitda recorrente anualizado.
Os investimentos (capex) realizados no trimestre somaram R$ 104,8 milhões, destinados principalmente à manutenção das operações industriais e florestais.
Entre os destaques operacionais, a receita da divisão de indústria moveleira e revenda cresceu 11,4% em base anual, para R$ 298,1 milhões, enquanto a operação ligada à construção civil avançou 11,7%, para R$ 281,4 milhões.
Se o mercado doméstico ajudou os números da Eucatex no primeiro trimestre, o cenário internacional virou uma dor de cabeça temporária para a companhia no fim de 2025.
Isso porque os Estados Unidos — destino de cerca de 75% a 80% das exportações da fabricante — haviam imposto uma tarifa de 50% sobre os produtos exportados pela empresa brasileira, pressionando diretamente a competitividade da operação no exterior.
Segundo Ribeiro, o cenário mudou significativamente após a derrubada da sobretaxa e a adoção de uma tarifa linear de 10% para todos os países exportadores de painéis de madeira aos EUA.
A mudança devolveu competitividade à Eucatex em um mercado considerado estratégico para a companhia, mas que ainda teve como empecilho o câmbio — que foi um grande freio para o resultado internacional.
Embora o volume exportado e a receita em dólar tenham crescido cerca de 2% no trimestre, a receita líquida do segmento de exportação recuou 8,5% em reais, pressionada pela valorização da moeda brasileira frente ao dólar.
Segundo a companhia, a queda da taxa de câmbio média em relação ao primeiro trimestre do ano passado retirou aproximadamente três pontos percentuais da geração de receita e caixa consolidada da Eucatex.
Para tentar compensar parte dessa pressão cambial, a empresa afirma que vem intensificando o lançamento de novos produtos, melhorando o mix vendido nos Estados Unidos e ampliando sua presença em outros mercados da América Latina e da América Central.
Segundo Ribeiro, a companhia entende que o ambiente econômico pode ficar mais desafiador a partir de 2027, especialmente diante das preocupações com o quadro fiscal brasileiro, inflação e um possível enfraquecimento da demanda.
“A gente está tentando deixar a companhia mais robusta para atravessar um cenário que pode ser mais complicado lá na frente. Hoje estamos aproveitando um momento de demanda mais resiliente, mas entendemos que o cenário macroeconômico brasileiro ainda inspira cautela, principalmente olhando mais para frente”, afirmou o CFO.
Por isso, a companhia decidiu acelerar investimentos em diferenciação, verticalização de produção, eficiência operacional e sustentabilidade. O plano de investimentos para 2026 prevê desembolsos de R$ 495,2 milhões, quase 30% acima do registrado no ano passado.
Entre os principais projetos estão a modernização da fábrica de portas, a compra de uma nova prensa BP de 3 mm — equipamento usado na produção de painéis revestidos de madeira e considerado único no Brasil pela companhia —, além da expansão florestal, instalação de geradores térmicos e investimentos ligados à reciclagem e biomassa.
Um dos focos mais importantes da companhia atualmente é a implantação de uma fábrica própria de slurry, insumo utilizado na produção de tintas. Ribeiro conta que o mercado hoje é praticamente dominado por apenas dois fornecedores, o que aumenta a dependência da indústria.
“Produzir internamente reduz custo, reduz dependência e ajuda a proteger margem. É um investimento importante para dar mais segurança para a operação no longo prazo”, afirmou.
A companhia também vem ampliando o uso de resíduos de madeira reciclada como matéria-prima e biomassa industrial, numa estratégia que busca simultaneamente reduzir custos e aumentar a eficiência energética da operação.
Enquanto acelera os investimentos, a Eucatex também mantém uma estrutura financeira considerada confortável. Além da queda da alavancagem, a companhia encerrou março com R$ 527,9 milhões em caixa, sem vencimentos relevantes de dívida por um período confortável.
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