Santander avalia cindir GetNet e repassar participação aos acionistas
Valor do negócio de maquininhas pode chegar até R$ 9 bilhões, segundo estimativas do Credit Suisse

O banco Santander (SANB11) vai avaliar a possibilidade de cindir parcialmente a GetNet, seu negócio de maquininhas, de sua estrutura e listar suas ações na B3 e recibos de ações (ADRs) nos Estados Unidos.
Segundo os termos da proposta, divulgados na segunda-feira (17), os acionistas do Santander receberiam participação na GetNet com base nas mesmas porcentagens de participação acionária que detêm no banco.
As ações ou units seriam repassadas após a concessão de registro de companhia aberta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a aprovação da listagem dos ativos nos Estados Unidos e a ratificação da cisão pelo Banco Central brasileiro.
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“A potencial cisão e as listagens dependem da finalização do estudo, bem como da obtenção das aprovações necessárias, incluindo de acionistas e dos órgãos reguladores e mercados aplicáveis”, diz trecho do comunicado.
Segundo a Broadcast, o Santander também pretende levar a GetNet para a Europa, como parte de um processo de internacionalização da marca. Nesse sentido, a matriz espanhola anunciou a aquisição de ativos tecnológicos da alemã Wirecard, de pagamentos.
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Destravando valor
Os analistas do Credit Suisse acreditam que a GetNet possa ser avaliada entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões, assumindo que o lucro líquido dela retorne em 2021 aos patamares apurados em 2019 e um P/L (indicador que mostra quanto os investidores estão dispostos a pagar pelo lucro gerado) para 2021 de 11 vezes a 16 vezes, acima das 10,4 vezes do Santander Brasil e 11,3 vezes da Cielo.
“Vale notar que, se considerarmos a contribuição incremental do pré-pagamento atualmente feito dentro do Santander, a avaliação poderia ser maior, entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Marcelo Telles, Otávio Tanganelli e Alonso Garcia.
Considerando o topo dessa faixa, eles estimam um aumento potencial de valor de 3% para o Santander Brasil. Para os analistas do Credit Suisse, os cálculos apontam que a cisão será mais benéfica aos acionistas do banco, em termos de ganhos de capital, dada a expectativa de que as ações da Getnet serão negociadas com ágio em relação às da Cielo e, consequentemente, aos múltiplos dos papéis do Santander Brasil.
Eles também analisaram a operação sob o ponto de vista estratégico e concluíram que ela faz parte da iniciativa do Santander Espanha de criar um negócio global na área de pagamentos, além de ser um veículo de investimento para futuras aquisições neste mercado.
“A transação pode potencialmente destravar algum valor para o Santander Brasil, ao mesmo tempo dando flexibilidade estratégica em diferentes frentes para a Getnet e o Santander Espanha”, diz trecho do relatório.
*Com informações da Estadão Conteúdo
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