Linx: voto a distância mostra aprovação da proposta da Stone por margem apertada
Proposta da Stone ganhou apoio de 51,05% dos acionistas que votaram a distância. Outros 48,11% decidiram rejeitar o negócio na assembleia marcada para o dia 17

Com elementos que remetem à acirrada apuração nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, a assembleia de acionistas da Linx que decidirá sobre a proposta de venda para a Stone já tem uma primeira parcial do resultado.
A empresa de tecnologia para o varejo divulgou ontem à noite o boletim dos votos recebidos a distância na assembleia marcada para o próximo dia 17. E o resultado mostrou uma vantagem apertada para a Stone.
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A Linx recebeu 47,6 milhões de votos a distância, equivalente a 27% da base acionária da companhia — descontando as ações em tesouraria.
Desse total, 51,05% dos acionistas se manifestaram a favor da incorporação da Linx pela Stone. Outros 48,11% decidiram rejeitar o negócio e 0,85% optaram pela abstenção. Quando se considera toda a base acionária, o placar está em 13,83% a 13,03% a favor da Stone.
A Linx recebeu uma segunda proposta de incorporação, da empresa de software Totvs, mas a oferta não foi colocada em votação na assembleia.
Ainda é cedo para fazer qualquer prognóstico do resultado. Até o momento não está definido quem poderá votar na assembleia, e nem mesmo se o encontro será de fato realizado.
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No entendimento da área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) os fundadores da Linx, que possuem quase 15% do capital da empresa, devem ser impedidos de votar.
Eles recorreram ao colegiado da autarquia, que abriu um processo administrativo depois que acionistas minoritários entraram com pedido de suspensão da assembleia.
Do seu lado, a Stone entrou no Cade, órgão de defesa da concorrência, para impedir o Itaú de votar na assembleia, segundo informações publicadas na imprensa. A asset do banco possui 5% das ações da Linx.
Para a assembleia acontecer na primeira convocação, é preciso quórum de acionistas que detenham pelo menos dois terços do capital da companhia.
A Stone, que tem 5,8% das ações da Linx e obviamente vai votar a favor de sua proposta, precisa do apoio da maioria simples para sair vitoriosa da disputa. Porém, assim como aconteceu na eleição norte-americana, não será surpresa se o resultado for contestado pelo lado perdedor.
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