Disney dobra a aposta em serviço de streaming após prejuízo de quase US$ 5 bilhões
Empresa vai lançar o live-action "Mulan" na plataforma de streaming Disney+ e anunciou novo serviço internacional para 2021

A Walt Disney está dobrando a aposta no serviço de streaming da companhia, depois de registrar perda trimestral de quase US$ 5 bilhões nesta terça-feira (4), em meio a uma pandemia que paralisou seus parques temáticos, produções ao vivo e linhas de cruzeiro.
A Disney reportou um prejuízo líquido de US$ 4,72 bilhões no terceiro trimestre fiscal. O lucro por ação foi de US$ 2,61, em comparação com o lucro por ação de US$ 0,79 no mesmo trimestre do ano anterior.
A perda ocorreu em grande parte devido a ajuste de US$ 4,95 bilhões que a Disney assumiu como resultado da pandemia e da mudança dos hábitos em relação à mídia em todo o mundo.
A empresa disse que o impairment — ajuste contábil realizado como resultado de uma mudança no nível de preços de ativos que uma empresa mantém em estoque — reflete os impactos da pandemia e da "mudança contínua da distribuição de filmes e televisão do licenciamento de canais lineares para um modelo de negócios direto ao consumidor nos negócios do International Channel".
Com o ajuste a essa cobrança e a outros fatores, a Disney registrou lucro líquido de US$ 0,08 por ação, comparado a US$ 1,34 por ação há um ano. A receita caiu 42%, para US$ 11,78 bilhões, ante os US$ 20,25 bilhões registrados no ano anterior.
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Mas outra novidade chamou a atenção. A Disney anunciou em teleconferência à tarde que seu há muito esperado live-action "Mulan" será lançado no Disney +, como uma opção pay-per-view. A Disney cobrará US$ 29,99 nos Estados Unidos para exibir o filme no seu serviço de streaming de assinatura a partir de 4 de setembro — com preços semelhantes em outros países nos quais o filme será oferecido. O filme será lançado nos cinemas dos países onde as instalações estão abertas.
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"Vemos isso como uma oportunidade de levar esse filme incrível a um amplo público atualmente incapaz de ir às salas de cinema, além de aumentar ainda mais o valor e a atratividade de uma assinatura Disney +", disse o CEO Bob Chapek na teleconferência.
A medida poderia ajudar a Disney a gerar receita em um período pouco fértil, e é outro prego no caixão dos períodos de "janela", que só permitiram que novos filmes fossem exibidos nos cinemas nos primeiros 75 dias, já que a Disney passará completamente por cima dos cinemas em na maior parte do mundo com um dos lançamentos mais esperados do ano.
Chapek também disse que a Disney agora espera lançar um novo serviço de streaming internacional sob sua marca Star em 2021, buscando capitalizar suas participações em conteúdo com um novo pacote.
"Espelhando a estratégia que seguimos com sucesso com a Disney +, a oferta estará enraizada no conteúdo que possuímos dos mecanismos de produção e bibliotecas prolíficos e aclamados pela crítica da ABC Studios, Fox television, FX, Freeform, 20th Century Studios e Searchlight", disse Chapek. “Em muitos mercados, a oferta será totalmente integrada à nossa plataforma Disney + estabelecida, tanto da perspectiva de marketing quanto da tecnologia, e será distribuída sob a marca Star, que foi utilizada com sucesso pela empresa para outros lançamentos de plataformas de entretenimento em geral, particularmente com Disney + Hotstar na Índia. ”
As ações da Disney inicialmente caíram 2% nas negociações após o horário comercial, mas saltaram para um ganho de cerca de 5% após os anúncios sobre os serviços de streaming gêmeos. As ações da Disney caíram 19% este ano, enquanto o índice S&P 500 tem ganhos de 2% em 2020.
*Com informações da Broadcast e do MarketWatch
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