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Para o estrategista-chefe da corretora, o interesse agora é por setores regulados como o elétrico e o de saneamento, por serem bons pagadores de dividendos e com receita mais estável

Em um cenário em que as bolsas são bastante afetadas por conta das incertezas e rápida propagação do coronavírus, a bolsa continua a ser uma das apostas da XP. E dentro dela, dois setores que chamam a atenção dos especialistas da corretora neste momento são o elétrico e o de saneamento.
Ao comentar sobre os impactos do coronavírus no mercado financeiro em evento voltado para jornalistas hoje (28), o estrategista-chefe da corretora, Fernando Ferreira, se mostrou bastante otimista com os papéis de ambos os setores. Hoje, a corretora possui ações da Sanepar, ISA CTEEP e Taesa na carteira.
"Vemos com bastante interesse setores regulados como o elétrico e o de saneamento. Gostamos deles porque são bons pagadores de dividendos e possuem menor exposição a essas oscilações externas, além do que costumam ter uma receita mais estável", destaca o estrategista-chefe.
Nem mesmo a queda recente das ações de ambos os setores representam um temor para o estrategista-chefe. Segundo ele, isso é apenas um aumento do prêmio de risco e o recuo está em linha com o do próprio Ibovespa.
Além dos dois, outro setor que é visto como interessante pelo especialista é o de infraestrutura. Ao citar algumas ações específicas, ele falou sobre as concessionárias de rodovias, CCR e Ecorodovias porque costumam apresentar uma receita pré-determinada e portanto, possuem bons fundamentos no longo prazo.
Apesar de estar entre as buscas mais recentes dos investidores, o setor financeiro não está na lista de preferências do time de análise da casa.
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A XP manteve a recomendação de venda para o setor, mesmo diante do cenário de coronavírus. Hoje, há apenas uma recomendação de compra para os papéis do Banco do Brasil (BBSA3) na carteira.
Para Ferreira, o motivo da busca maior por ações de bancos na bolsa está relacionado ao fato de que eles vinham com uma performance bastante fraca e ficaram com os "dividend yields" para trás, o que fez com que eles ficassem descontados e chamassem a atenção dos investidores.
Ele também argumenta que há o fato de que eles fazem parte de um setor que é menos expostos à oscilações externas e que é visto como defensivo. Logo, eles se beneficiaram mais nos últimos dias de pane na bolsa, segundo o estrategista-chefe.
"Nos últimos dias, vimos uma performance melhor, especialmente de bancos como o Banco do Brasil e do Itaú, porque ambos são de varejo e há a questão do benefício dos juros baixos e da queda do custo do crédito", destaca Ferreira.
Mas a aposta permanece mesmo no BB. Ao falar sobre o banco, o especialista disse que possui uma perspectiva boa para a instituição financeira porque boa parte da carteira de crédito é voltada ao agronegócio, além do que os seus múltiplos estão descontados em relação aos pares.
E mesmo com o foco maior em alguns setores em relação a outros, os analistas permanecem otimistas com a bolsa em geral. Ainda que o cenário de curto prazo se mostre mais desafiador, Ferreira disse que a casa manteve a expectativa de 140 mil pontos para o Ibovespa até o fim do ano.
"No curto prazo, vai haver essa correção para baixo, mas vemos ainda alguns fatores que nos fazem acreditar que ela possa subir e por isso não revisamos nossa projeção", argumentou o estrategista-chefe.
Na avaliação de Ferreira, o otimismo com a exposição em bolsa está ligada a quatro fatores: volta do crescimento econômico (ainda que em ritmo menor, ele deve ser maior do que o registrado no ano passado); aumento no lucro das companhias em um cenário de queda de juros e de troca de dívida externa por interna; crescimento do fluxo de dinheiro local para a bolsa, por conta da transferência de investidores da renda fixa para a renda variável e o fato de que o valuation da bolsa permanece barato em relação aos demais índices do mundo.
"O Ibovespa corrigiu em linha com os outros mercados Em dólares, ele está caindo em linha com S&P e com o Dow Jones [...] e o que vai definir a alta será o lucro projetado das companhias", destacou o estrategista-chefe.
Mesmo assim, tanto ele quanto a analista de ações da casa, Betina Roxo foram enfáticos: é hora de ter cautela.
Segundo eles, agora a escolha de papéis precisa ser com foco nos fundamentos das empresas no longo prazo. "No curto prazo, as ações devem sofrer correções, mas é preciso sangue frio", disse Ferreira.
Diante de um cenário conturbado do ponto de vista externo e interno, a ideia de buscar o ouro como forma de proteção poderia parecer a mais adequada. Mas o estrategista-chefe da corretora, Fernando Ferreira, questiona a aplicação na commodity por conta da alta recente.
"O time de análise vem olhando a subida desde o ano passado e se questionando se é o momento de investir. Acredito que investir no metal agora seria pensar que o cenário vai piorar bastante", destacou Ferreira.
Ainda em dúvida sobre o melhor momento para entrar, ele disse que hoje a carteira da corretora não possui qualquer alocação em ouro e que a proteção está sendo feita de outras formas.
"Hoje, temos exposição à renda fixa e renda variável globais, como forma de porto seguro", afirmou o estrategista-chefe da XP.
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