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Moeda norte-americana registra alta acentuada no início de uma série de depoimentos de Jerome Powell perante o Congresso dos EUA

O Ibovespa confirma os prognósticos de volatilidade e opera entre altas e baixas nesta terça-feira, oscilando ao sabor dos ventos de curtíssimo prazo emanados na direção dos mercados financeiros. Já o dólar apresenta alta acentuada desde o início de uma bateria de depoimentos do presidente do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, perante o Congresso dos Estados Unidos.
Depois da forte queda registrada ontem, o principal índice do mercado brasileiro de ações ensaiou uma alta acompanhando a abertura positiva da bolsa de valores de Nova York, mas logo sucumbiu ao estica-e-puxa de focos divergentes de pressão.
O Ibovespa seguiu disputando o nível de suporte de 97 mil pontos ao longo de toda a sessão em meio às mudanças de humor em Wall Street e à redução da alta do preço do barril de petróleo nos mercados futuros.
Enquanto os principais mercados europeus de ações fecharam em alta, recuperando pequena parte das perdas registradas ontem, a bolsa de valores de Nova York firmou-se no azul no meio da tarde em meio à melhora nas cotações dos papéis do setor de tecnologia, Por volta das 16h45, o principal índice da B3 operava em alta de 0,42%, aos 97.397 pontos.
O fato é que, desde cedo, todos os ingredientes estavam postos para um dia de volatilidade nos mercados. Fonte de estresse é o que não faltava.
Além da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) e dos depoimentos de Powell, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi aberta hoje com os discursos dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro e Donald Trump, respectivamente.
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Os mercados financeiros locais repercutiram inicialmente o conteúdo da ata da última reunião do Copom, realizada nos dias 15 e 16 de setembro. Na ocasião, o Banco Central manteve a taxa básica de juro em 2% ao ano. Trata-se de uma mínima histórica da Selic.
Segundo a ata, para a maioria dos membros do Copom, o limite efetivo mínimo para a taxa básica seria significativamente maior em economias emergentes do que em países desenvolvidos devido à presença de um prêmio de risco.
Foi ressaltado ainda que esse prêmio é dinâmico e tende a ser maior no Brasil, dadas a sua relativa fragilidade fiscal e as incertezas quanto à sua trajetória fiscal prospectiva. O Copom concluiu que eventuais novas reduções na taxa de juros exigiriam cautela e gradualismo adicionais.
Analistas consideraram que o documento aponta para uma baixa probabilidade de novos cortes na taxa de juro, confirmando a sinalização do BCB de que a contribuição da política monetária para a superação da pandemia poderia ter chegado a um limite.
O economista-chefe da Necton Corretora, André Perfeito, observa um 'empate técnico' entre estes dois fatores concorrentes para que a Selic permaneça no nível atual.
"Primeiro, dada a recuperação desigual da atividade, seria necessário certo estímulo continuado, o que faz com que a Selic fique baixa. No entanto, o colegiado do BCB entende que o nível de juros atual já está próximo do limite de baixa, uma vez que cortes adicionais poderiam criar volatilidade dos ativos", afirma.
Enquanto isso, Jerome Powell prestou hoje depoimento à Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. O presidente do Fed iniciou seu testemunho com um texto preparado divulgado na véspera.
Na declaração, Powell ressaltou que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível".
Este foi o primeiro de três testemunhos de Powell perante o Congresso dos EUA previstos para esta semana. Amanhã, Powell testemunhará perante a subcomissão da Câmara para o combate à pandemia e na quinta-feira será questionado pelos membros da Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado.
Os testemunhos regulares do dirigente máximo do Fed ao Congresso dos EUA costumam ser demorados e tensos - até por transcorrerem com os mercados abertos em Wall Street -, o que deve manter os investidores cautelosos durante os próximos dias.
Hoje, o impacto principal da fala de Powell deu-se sobre o dólar. O mercado de câmbio teve um início de sessão volátil antes de se firmar em alta após o início do depoimento do presidente do Fed.
Por volta das 16h45, o dólar subia 1,13%, cotado a R$ 5,4616.
Já os contratos de juros futuros abriram em queda firme, devolvendo os prêmios acumulados na véspera depois de a ata do Copom não ter apresentado sinais de que o início de um aperto monetária seria iminente, mas distanciaram-se das mínimas do pregão diante da alta acentuada do dólar.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
PEDIDO ENTREGUE
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS