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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Bolsa e dólar hoje

Em dia de mercados instáveis, Ibovespa fecha em queda, na contramão de NY

Bolsa fechou o dia em baixa de 1,28% e chegou a perder os 95 mil pontos no pior momento do dia; já o dólar passou o dia no negativo, fechando a R$ 5,27

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
22 de junho de 2020
17:58 - atualizado às 18:09
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Após acumular alta de mais de 4% na semana passada, o Ibovespa começou a semana com uma forte realização de lucros, na contramão de Nova York.

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O índice começou o dia em alta, mas logo virou para queda após a abertura negativa em Wall Street. No entanto, as bolsas americanas viraram para alta e se firmaram no azul na parte da tarde, mas o Ibovespa não acompanhou.

A partir das 14h, o principal índice da bolsa brasileira aprofundou as perdas, e acabou fechando em baixa de 1,28%, aos 95.335,96 pontos. Na mínima do dia, a bolsa chegou a perder os 95 mil pontos, e foi a 94.868,81 pontos.

As bolsas americanas, por sua vez, fecharam com altas modestas. O Dow Jones subiu 0,59%, terminando o pregão aos 26.024,96 pontos; o S&P 500 avançou 0,65%, aos 3.117,86 pontos; e o Nasdaq fechou o dia em alta de 1,11%, aos 10.056,47, nova máxima histórica de fechamento.

As bolsas europeias, por sua vez, fecharam em baixa. O Índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,76%.

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Mercados 'divididos'

Os mercados operaram "divididos" entre o temor de uma nova onda de coronavírus e o otimismo com a recuperação da economia americana. Tanto que, na parte da manhã, as bolsas alternaram entre os campos positivo e negativo, tanto aqui como nos EUA.

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Nos Estados Unidos, particularmente, os investidores também se animaram com a fala do presidente Donald Trump, que afirmou que seu governo proporá um novo pacote de estímulos nas próximas semanas para mitigar os impactos negativos da pandemia.

No Brasil, os investidores também intercalaram otimismo com a votação do marco legal do saneamento no Congresso, prevista para esta semana, com monitoramento do cenário político e desdobramentos do caso Queiroz.

Já o dólar à vista teve um dia de alívio, e chegou a cair mais de 2% mais cedo, indo a R$ 5,1999, na mínima. Mas embora tenha passado a maior parte do dia em queda de mais de 1%, a moeda americana desacelerou as perdas no fim do pregão e fechou em baixa de 0,89% a R$ 5,2706.

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A queda do dólar nesta quarta-feira foi um movimento global e eminentemente técnico, em razão de um fluxo forte de venda por parte de um grande exportador no exterior, desmonte de posições defensivas e aumento de apostas na desvalorização da moeda americana e também pelo início da rolagem, pelo Banco Central, do vencimento de swap cambial para agosto.

Os juros futuros abriram estáveis e passaram o dia entre sobes e desces, até finalmente terminarem o dia em alta:

  • Janeiro/2021: de 2,019% para 2,035%;
  • Janeiro/2022: de 3,012% para 3,03%;
  • Janeiro/2025: de 5,823% para 5,91%;
  • Janeiro/2027: de 6,803% para 6,90%.

Noticiário corporativo

O setor de saneamento básico apresentou ganhos, mesmo em dia negativo para a bolsa, com a perspectiva de votação do marco legal na próxima quarta-feira. Os papéis da Sabesp (SBSP3) fecharam em alta de 4,41%, e os da Copasa (CSMG3) avançaram 3,88%.

Os frigoríficos, por outro lado, foram pressionados pela notícia de que a fiscalização sanitária da China levou o país a suspender, no fim de semana, as importações de frango de uma unidade da Tyson Foods nos Estados Unidos, foco de covid-19. Unidades da JBS e da BRF já chegaram a ser interditadas pela Justiça pelo mesmo motivo.

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Marfrig (MRFG3) fechou em queda de 2,88%, Minerva (BEEF3) caiu 4,77%, BRF (BRFS3) teve queda de 1,87% e JBS (JBSS3) perdeu 3,18%.

A Braskem (BRKM5), por sua vez, recuou 3,42% com a notícia de que o Ministério Público Estadual de Alagoas instaurou um inquérito para apurar a extensão dos danos pela extração de sal-gema feita pela petroquímica em bairros de Maceió. A questão já foi responsável pela forte queda nas ações da companhia no ano passado.

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta segunda-feira:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
IRBIRBR312,10+16,46%
BTG Pactual BPAC11 75,99 +5,54%
CognaCOGN36,61+4,75%
SabespSBSP360,20+4,41%
AmbevABEV314,11+1,95%

Veja também as cinco maiores quedas do índice:

CÓDIGO NOME PREÇO (R$) VARIAÇÃO
Raia DrogasilRADL3107,88-5,56%
AzulAZUL420,63-5,37%
MinervaBEEF312,98-4,84%
Cia. HeringHGTX314,71-3,79%
EmbraerEMBR38,45-3,54%

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