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Mais alívio

Ibovespa perde força, mas segue no campo positivo; dólar fecha em queda e vai a R$ 4,23

A menor aversão ao risco em relação ao coronavírus volta a dar forças aos mercados acionários, impulsionando o Ibovespa de volta aos 117 mil pontos. Por aqui, as ações do Bradesco avançam após o balanço trimestral da instituição

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa chegou a subir quase 2% no início do pregão desta quarta-feira (5), mas não conseguiu sustentar esse desempenho tão positivo. Embora os ganhos vistos no exterior continuem impulsionando as negociações por aqui, o índice encontra-se distante das máximas.

Por volta de 17h05, o Ibovespa avançava 0,50%, aos 116.133,22 pontos, puxado pelos mercados dos Estados Unidos: o Dow Jones (+1,57%), o S&P 500 (+1,10%) e o Nasdaq (+0,54%) operam em alta desde o início do dia.

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No câmbio, o dólar à vista chegou a cair 0,72% mais cedo, tocando os R$ 4,2277, mas também desacelerou: ao fim da sessão, recuava 0,45%, a R$ 4,2390 — lá fora, o dia foi de leve desvalorização da moeda americana em relação às divisas de países emergentes.

Assim como nos últimos dias, a percepção mais otimista em relação ao coronavírus pauta as negociações no mundo. E, dessa vez, há um noticiário concreto a favor dos investidores, com pesquisadores na China e no Reino Unido reportando avanços no tratamento contra a doença.

Esses relatos se somam à leitura de que o ritmo de disseminação do vírus está perdendo força — os dados mais recentes dão conta de 494 mortes e 24 mil pessoas infectadas. Além disso, o índice de letalidade da doença também tem diminuído, o que ajuda a reduzir a tensão nos mercados.

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Assim, as bolsas globais encontram estímulo para continuarem avançando e recuperando o terreno perdido na semana passada, quando a apreensão relacionada ao coronavírus chegou ao nível máximo.

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No mercado de câmbio, essa percepção mais favorável se traduz numa menor aversão ao risco — e, com isso, os investidores optam por vender dólares e comprar ativos mais arriscados, como as moedas de países emergentes.

Eleições em foco

O imbróglio nas prévias do partido democrata dos EUA também é repercutido pelos mercados. Os resultados finais do processo no estado de Iowa ainda não são conhecidos, mais de 24 horas depois do pleito.

Por enquanto, o ex-prefeito de South Bend, em Indiana, Pete Buttigieg, aparece na frente da disputa, num resultado surpreendente — Bernie Sanders aparece colado, enquanto Elizabeth Warren e Joe Biden ficaram para trás.

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Mas mais que o resultado em si, o mercado fica de olho na confusão do processo, que eleva a percepção de caos no partido democrata — fortalecendo o atual presidente, Donald Trump, na disputa pela Casa Branca.

Expectativa pelo Copom

No front doméstico, os investidores aguardam a decisão do Copom a respeito da taxa Selic, a ser divulgada depois do fechamento dos mercados. Boa parte dos agentes financeiros aposta num corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros.

Assim, além da confirmação dessa nova redução na Selic, o mercado também estará atento às sinalizações do Banco Central quanto ao futuro da política monetária.

Em meio à expectativa, as curvas de juros ficaram perto da estabilidade nesta quarta-feira, com um leve viés de baixa. Veja abaixo como encerraram os principais DIs nesta quarta-feira:

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  • Janeiro/2021: inalterado em 4,29%;
  • Janeiro/2023: de 5,45% para 5,42%;
  • Janeiro/2025: de 6,11% para 6,05%;
  • Janeiro/2027: de 6,47% para 6,41%.

Bradesco comemora

No front corporativo, destaque para as ações do Bradesco, tanto as PNs (BBDC4) quanto as ONs (BBDC3), que sobem 2,57% e 2,49%, respectivamente. Mais cedo, o banco reportou seus números referentes ao quarto trimestre de 2019 — e os investidores gostaram dos resultados.

O lucro líquido recorrente dos últimos três meses do ano ficou em R$ 6,645 bilhões, uma alta de 14% em relação ao mesmo período de 2018 — no acumulado de 2019, os ganhos do Bradesco saltaram 20% na base anual, para R$ 25,887 bilhões.

Além disso, a rentabilidade da instituição entre outubro e dezembro de 2019 saltou para 21,2%, praticamente empatando com os 21,3% reportados pelo Santander Brasil.

Top 5

Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa no momento:

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  • Usiminas PNA (USIM5): +6,13%
  • Banco do Brasil ON (BBAS3): +5,20%
  • Braskem PNA (BRKM5): +4,52%
  • Marfrig ON (MRFG3): +3,98%
  • Fleury ON (FLRY3): +3,12%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • Hapvida ON (HAPV3): -5,41%
  • NotreDame Intermédica ON (GNDI3): -2,93%
  • GPA PN (PCAR4): -1,08%
  • Ultrapar ON (UGPA3): -0,99%
  • Ambev ON (ABEV3): -0,96%
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