Pior da crise para os mercados pode ter ficado para trás, diz Goldman Sachs
Alívio na curva de contágio e atuação de autoridades para resgatar economia fizeram S&P 500 subir 25% desde entrada em bear market; sem novo surto do coronavírus, dificilmente o índice chegará a novo "fundo do poço"

O pior para os mercados já pode ter passado — ou pelo menos é o que diz o Goldman Sachs.
Uma equipe de estrategistas do banco, liderada por David Kostin, escreveu em nota nesta segunda-feira (13) dizendo que o atual patamar do S&P 500 mostra a reação dos ativos à política econômica contra a pandemia do novo coronavírus.
Se essa postura das autoridades se mantiver e não houver um novo surto da doença nos Estados Unidos, dificilmente haverá outra rodada de queda do índice para os 2 mil pontos, diz o banco.
O otimismo do Goldman Sachs encontra sua razão de ser, parcialmente, na política americana. Segundo o banco, houve um "apoio político sem precedentes" ao programa de emergência para estimular e salvar a economia de uma severa depressão.
Aliado a isso, está o achatamento da curva de contágio em Nova York, o que gerou uma diminuição significativa do risco de queda para os mercados americanos — e, claro, para a economia do país.
A combinação dos fatores fez com que o S&P 500 subisse 25% desde 23 de março, ocasião em que alcançou as mínimas após ter tombado 34%, tirando o índice do bear market.
Leia Também
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
De acordo com os analistas, dados médicos apontaram que a curva de transmissão teve uma "inflexão" em Nova York e alguns países europeus, o que animou o mercado acionário e levou o S&P 500 a subir 12% na semana passada — 7% só na segunda-feira (06).
"Numerosas e cada vez mais poderosas ações políticas", segundo o relatório, estimularam os investidores de ações a adotarem postura de apetite ao risco. Aqui, o Goldman cita a atuação do banco central americano, o Federal Reserve, reduzindo a taxa de juros e pondo em prática medidas de financiamento, e também medidas de estímulo fiscal.
"Nossa meta de S&P 500 no final do ano permanece em 3 mil pontos", diz a equipe, na nota. A meta representa uma alta de 8% em relação ao atual patamar do índice americano.
"Surpreendentemente, o maior choque para a economia global em 90 anos deixou as ações apenas 18% abaixo dos recordes de meados de fevereiro e aproximadamente em linha com o preço de mercado em junho de 2019, há apenas 10 meses", diz o Goldman.
Se os EUA não sofrerem uma segunda onda de infecções após a reabertura da economia, a postura de "fazer o que for preciso" para sustentar a economia, adotada pelos formuladores de políticas, demonstra que "é improvável" que o mercado de ações alcance novas mínimas, de acordo com o relatório do banco.
EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO
Novo tesouro? Quem é a desconhecida Amapá Minerals, mineradora de ouro que conquistou o BTG Pactual e pode saltar 62%
20 de agosto de 2026 - 18:01PENTE-FINO
Hapvida (HAPV3) ganha novo problema: ANS barra estratégia que coloca 950 mil clientes na mira e ações caem mais de 7%
20 de agosto de 2026 - 17:35DISPARADA NAS ÚLTIMAS HORAS
O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
20 de agosto de 2026 - 10:40CONTEÚDO BTG PACTUAL
Um novo jeito de investir na Amazônia: Conheça o AMAB11, ETF do BTG Pactual
20 de agosto de 2026 - 9:30ANALISTAS RECOMENDAM A COMPRA
Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e Rede D’Or (RDOR3) têm gatilho em comum para o BTG e a XP; entenda por que investir
19 de agosto de 2026 - 18:12DO PICO AO PISO
A pior semana para a bolsa brasileira em 18 anos: você deve seguir a fuga de R$ 12,6 bilhões dos estrangeiros?
19 de agosto de 2026 - 14:28PECHINCHA OU VALOR?
“Não é agora”: gestor da AlphaKey manda recado sobre Magazine Luiza (MGLU3) e revela o que procura na bolsa
18 de agosto de 2026 - 19:15POR TRÁS DA DISPARADA
A atração fatal dos 5%: por que os títulos mais seguros do mundo bateram máximas em décadas — e o que isso significa para você
18 de agosto de 2026 - 18:33RADAR DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Fim de um FII? Fundo dono de prédio icônico na Faria Lima recebe oferta de R$ 475 milhões pelo portfólio e pode ser liquidado
17 de agosto de 2026 - 15:03PRESSÃO NO PORTFÓLIO