Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Boas novas!

Moody’s altera perspectiva da Vale de negativa para estável

Entre os motivos, a agência destacou que a Vale continua a gerar fluxos de caixa livre positivo e que a mineradora fez a provisão de R$ 6 bilhões no primeiro semestre. Logo, a agência não vê impacto significativo na liquidez e alavancagem da companhia

Celular mostra tela com logo da mineradora Vale
Imagem: Shutterstock

Depois de um período de grande incerteza sobre o futuro da mineradora Vale (código VALE3), a maior previsibilidade de custos e passivos financeiros decorrentes do desastre de Brumadinho levaram a agência de classificação de risco Moody's a alterar a perspectiva para a companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo informe divulgado hoje (2), a agência destaca a mudança de perspectiva de negativa para estável do rating global Ba1. Em escala nacional, a Vale segue com a nota Aaa.br.

No documento, a Moody's afirma que "a Vale provisionou um total de US$ 6 bilhões no primeiro semestre de 2019, que engloba ações para recuperação socioeconômica e ambiental das áreas afetadas pelo acidente e que serão desembolsados principalmente durante o período de 2019 a 2021. Tendo em vista que a Vale continua a gerar fluxos de caixa livre positivo, não prevemos qualquer impacto significativo na liquidez e alavancagem da companhia".

A agência ainda pontua que o retorno gradual das operações que foram suspensas após o acidente também ajuda na estabilização da perspectiva.

"Das 93 milhões de toneladas de minério de ferro perdidas ou cuja produção foi suspensa após o colapso da barragem, cerca de 42 milhões de toneladas foram recuperadas, a produção de 20 milhões de toneladas pode ser retomada gradualmente no final de 2019/início de 2020 e as 30 milhões de toneladas restantes relacionadas ao descomissionamento de barragens de rejeitos poderão ser retomadas em cerca de 2 a 3 anos", aponta o documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Elevação do rating

A Moody's afirma ainda que uma possível elevação do rating da Vale exigirá uma evidência de aprimoramentos significativos da supervisão da governança corporativa, da gestão de riscos e controle da companhia, gradual normalização da produção, e que não haja nenhuma provisão adicional ou desembolsos materiais relacionados ao acidente.

Leia Também

TESE POSITIVA

Ibovespa aos 193 mil pontos? Inter vê espaço para nova disparada da bolsa brasileira

QUEM PAGA MAIS?

Fundos imobiliários de papel lideram distribuição de dividendos em 2026; confira os principais

Outro ponto importante está ligado às ações judiciais e investigações, em conjunto com a manutenção de um sólido perfil de crédito, liquidez e geração de fluxo de caixa livre positivo. Assim como, a elevação exige que a dívida total ajustada/potencial de geração de caixa (Ebitda) abaixo de 2,5x e EBIT/despesa com juros acima de 5x.

Mas pode cair também

Em seu informe, a agência ponderou que não descarta a possibilidade de rebaixamento. Segundo ela, a companhia pode ser rebaixada se os custos finais relacionados ao desastre em Brumadinho ficarem materialmente acima das expectativas.

Isso poderia ocorrer se as penalidades, acordos, litígios e ações coletivas de valores ficassem mais elevados ou se as operações não forem completamente retomadas no prazo esperado, afetando a geração de fluxo de caixa livre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, ela pontua que se as condições para o minério de ferro e os metais-base piorarem levando a uma rentabilidade menor com níveis elevados de endividamento, isso também poderia levar ao seu rebaixamento.

Rebaixamento da Vale

Cerca de um mês após o desastre de Brumadinho, a Moody's decidiu rebaixar os ratings da mineradora para Ba1 (escala global), em fevereiro deste ano.

Com isso, a Vale perdeu seu grau de investimento. Antes, a nota de crédito da mineradora era Baa3, a última dentro do selo de bom pagador.

Na época, a Moody's ressaltou que o rebaixamento era reflexo do colapso da barragem de rejeitos da mina do Córrego do Feijão na cidade de Brumadinho (MG).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A agência considerava elevados os riscos de crédito da companhia após a tragédia, além das incertezas no perfil de crédito da Vale e a exposição significativa a despesas judiciais relacionadas ao caso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em um fundo escuro, um japonês de óculos aparece em frente a um microfone, ao lado direito da imagem. No centro, a frase: o próximo gatilho da bolsa 11 de junho de 2026 - 16:32
Miniatura de casa e moedas representando o investimento e os dividendos de fundos imobiliários 11 de junho de 2026 - 12:35
B3, bolsa de valores brasileira 10 de junho de 2026 - 19:52
Miniatura de casa e moedas representando o investimento e os dividendos de fundos imobiliários 9 de junho de 2026 - 12:15
Representação de fundo imobiliário negociado em bolsa 9 de junho de 2026 - 11:14
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar o logo da Axia Energia (ex-Eletrobras) à frente de uma linha de transmissão. 8 de junho de 2026 - 10:03
Imagem criada por IA traz a bandeira do Brasil de fundo e um gráfico de ações em alta 2 de junho de 2026 - 14:27
Montagem do touro dourado encarando urso dourado na frente da B3 | Ibovespa 1 de junho de 2026 - 18:08
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar