Suzano terá dificuldade para reduzir dívida com preço baixo da celulose
Guerra comercial entre Estados Unidos e China afetou a demanda por papel e embalagens no país asiático, o que resultou em uma acentuada redução da demanda por celulose, de acordo com a agência de risco Fitch

A guerra comercial entre Estados Unidos e China já faz "vítimas" entre as empresas brasileiras. A Suzano terá dificuldades para reduzir seus níveis de endividamento em meio à disputa entre os dois países, que afetou a demanda por celulose no país asiático.
A avaliação é da agência de risco Fitch, que revisou a perspectiva da nota de crédito da produtora de papel e celulose de estável para negativa. As ações da Suzano (SUZB3) sentem o reflexo da queda nos preços de seus produtos e acumulam uma queda de 21,3% neste ano. Nem mesmo a alta recente do dólar impulsionou os papéis da empresa, que exporta a maior parte da produção.
Para a Fitch, a Suzano precisa diminuir a dívida líquida, atualmente em US$ 13,7 bilhões (R$ 55,8 bilhões), para US$ 10 bilhões (R$ 40,7 bilhões) até o fim de 2021 para manter o nível de endividamento entre 2,2 vezes e 3,5 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização).
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Além da guerra comercial, a demanda por celulose está fraca na Europa, o que aumentou os estoques e derrubou os preços da matéria-prima. Pelas projeções da Fitch, o índice de endividamento da Suzano em relação ao Ebitda atingirá 4,7 vezes em 2019, e a companhia não gerará fluxo de caixa significativo, o que deve resultar na manutenção da dívida líquida em torno de US$ 13 bilhões (R$ 52,9 bilhões).
A classificação de risco da companhia é "BBB-", o último nível dentro da escala de grau de investimento da Fitch. Ou seja, mesmo com a piora nas condições financeiras, a empresa tem uma nota melhor do que a do Brasil, atualmente em "BB-".
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