Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

No tobogã dos juros

Bitcoin e NTN-B lideram a lista dos melhores investimentos do 1º semestre; veja o ranking completo

Bitcoin subiu mais de 200% no ano, seguido dos títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação, todos com retornos de dois dígitos; poupança e dólar vêm na lanterna

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
28 de junho de 2019
18:59 - atualizado às 9:47
Onde investir em 2019: cenário para cada classe de ativos
Quem apostou na queda dos juros no primeiro semestre de 2019 acertou na mosca. - Imagem: Ilustração: Pomb

Eis que o atribulado primeiro semestre de 2019 chega ao fim, e o balanço dos melhores investimentos deixará os investidores que tiveram mais estômago bastante satisfeitos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O bitcoin lidera o ranking, com uma valorização de mais de 200% no ano. A criptomoeda se recupera de um 2018 amargo, retornando, em termos nominais, para um patamar semelhante ao do começo do ano passado, tanto em dólares como em reais. Quem comprou mais para o fim de 2018 se deu bem.

Na seara dos investimentos mais tradicionais, os grandes campeões foram os títulos atrelados à inflação de prazo mais longo, o Tesouro IPCA+, também chamado de NTN-B. Ou seja, quem apostou na queda dos juros futuros acertou na mosca, obtendo retornos dignos de bolsa de valores.

O título que mais se valorizou foi aquele com vencimento em 2045, seguido dos papéis com vencimento em 2035 e 2050. Esse tipo de título público de longo prazo foi uma grande aposta de gestores estrelados como Luis Stuhlberger e indicação do guia sobre Onde Investir em 2019 do Seu Dinheiro.

A bolsa também não se saiu mal. Depois de um mês de maio sofrido - mas ainda positivo, contrariando todas as maldições - o Ibovespa bateu um recorde histórico em junho, fechando acima de 100 mil pontos pela primeira vez, patamar que vem sendo mantido. Confira a nossa cobertura completa de mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal índice de ações da bolsa acumula, no ano, alta de 14,88%. Mesmo o IFIX, índice do mercado de fundos imobiliários negociados em bolsa, teve uma alta formidável de 11,67%. Ou seja, ponto para quem apostou nos ativos de risco, também beneficiados com as perspectivas de queda nos juros.

Leia Também

O único ativo com retorno negativo foi o dólar, que apesar de ter chegado a romper os R$ 4 em maio, fechou comportado em R$ 3,84 (dólar à vista) e R$ 3,83 (dólar PTAX).

Entre os ativos que tiveram retorno positivo, a lanterna ficou com a poupança (claro) e dos ativos atrelados ao CDI, taxa de juros próxima da Selic, que permanece na sua mínima histórica de 6,50% ao ano. Ou seja, sua reserva de emergência continua rendendo pouquinho.

Confira na tabela a seguir o ranking dos melhores investimentos do primeiro semestre de 2019 e também o balanço do mês de junho. Entre os títulos públicos, foram considerados apenas aqueles que ainda são oferecidos para venda no Tesouro Direto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os melhores investimentos do primeiro semestre de 2019

Ranking dos melhores investimentos do primeiro semestre de 2019 com desempenho de junho

Queda nos juros futuros favoreceu os ativos de risco

Os investimentos que mais se valorizaram no primeiro semestre foram justamente aqueles que se beneficiam da expectativa de queda para os juros.

As taxas de juros futuros negociadas na bolsa, tanto de longo quanto de curto prazo, caíram bastante nos primeiros seis meses do ano, e o movimento foi concentrado sobretudo no mês de junho. Isto é, o mercado espera juros mais baixos em diferentes datas futuras.

Por exemplo, o contrato de DI futuro com vencimento em janeiro de 2020 caiu 8,69% em 2019, concentrando um recuo de 4,62% apenas em junho. O mercado espera que os juros, no início do ano que vem, estejam em 5,99%, abaixo da Selic atual, de 6,50%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o DI futuro para janeiro de 2025 caiu 21,34% no ano, sendo 12,05% só em junho. A taxa de juros para aquela data está em 7,15%.

Esse movimento foi motivado tanto por fatores internos quanto externos, mas que podem ser resumidos em duas palavras: desaceleração econômica.

Por aqui, as perspectivas para o crescimento econômico neste ano vêm sendo constantemente revisadas para baixo, levando o mercado a crer que o Banco Central, cedo ou tarde, terá que baixar a Selic para estimular a economia.

O BC já deixou claro que isso não deve ocorrer sem o avanço das reformas, sobretudo a da Previdência, e que ainda assim é preciso avaliar o impacto que elas terão sobre as perspectivas para a inflação. Mesmo assim, o mercado acredita que os cortes devem vir em algum momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, a grande questão é o temor de desaceleração da economia mundial. Já se fala inclusive em possível recessão.

Ao longo do mês de junho, a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China só piorou, e os dois países ainda não parecem próximos de um acordo. Tal questão pesa sobre o avanço econômico de ambos e, consequentemente, no crescimento mundial também.

Na Europa, a economia ainda está estagnada, e a China já dá sinais de enfraquecimento. Já os EUA, embora ainda estejam numa posição confortável, apresentam dados econômicos mistos e uma inflação ainda baixa e controlada.

Com isso, o banco central americano (Federal Reserve, o Fed) e o Banco Central Europeu (BCE) sinalizaram, neste último mês, que estão dispostos a cortar os juros, para euforia dos mercados globais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Este foi um empurrão importante para a queda nos juros futuros por aqui, com a consequente valorização dos ativos que se beneficiam de juros baixos ou em queda: títulos de renda fixa prefixados e atrelados à inflação (como títulos do Tesouro e debêntures), fundos imobiliários (que investem em imóveis e títulos de renda fixa atrelados à inflação), além das ações, é claro. Com isso, o Ibovespa finalmente rompeu a barreira dos 100 mil pontos.

Os investimentos atrelados à taxa Selic e ao CDI, por sua vez, ficaram na lanterna, rendendo aquele pouquinho por conta dos juros baixos. Mas o pior investimento de todos, dentre os que tiveram rendimento positivo, foi mesmo a caderneta de poupança.

E o bitcoin, hein?

O bitcoin correu por fora, sendo um ativo um tanto descorrelacionado dos demais, cravando o primeiro lugar do ranking dos melhores investimentos do semestre.

A valorização de 230%, porém, ainda é uma recuperação do tombo do ano passado, pois a criptomoeda basicamente voltou a valer o que valia no início de 2018, tanto em dólares como em reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alguns fatores podem explicar essa alta, como o maior reconhecimento das criptomoedas como “ativos de verdade” por autoridades regulatórias; o surgimento de novos criptoativos com a chancela de grandes instituições, como a Libra, do Facebook; e o destaque que o bitcoin vem tendo na mídia, o que o torna mais conhecido e leva os investidores a correrem para o ativo, por medo de ficarem de fora da onda recente de alta.

Mas o principal motivo talvez seja mesmo o “halving”, o fenômeno de redução da oferta de bitcoins que acontece de tempos em tempos e que está marcado para o ano que vem.

É comum que a criptomoeda se valorize em períodos anteriores a um “halving”, uma vez que reduções na oferta tendem a pressionar os preços para cima.

Melhores e piores ações do semestre

A ação campeã de valorização nos primeiros seis meses do ano, considerando apenas o Ibovespa, foi a da CSN, que subiu quase 100%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Melhores ações do primeiro semestre de 2019

Já o pior desempenho do Ibovespa ficou com as ações da Braskem, que caiu 26% no semestre.

Piores ações do primeiro semestre de 2019

O meu colega Victor Aguiar, que acompanha os mercados de bolsa diariamente aqui no Seu Dinheiro, preparou uma superanálise do desempenho do Ibovespa e do dólar no primeiro semestre, onde ele também explica o que levou essas duas ações aos extremos do ranking do Ibovespa no ano. Vale a pena conferir!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REABERTURA DE JANELA?

Fim da seca de IPOs: Compass (PASS3) toca o sino da bolsa de valores em oferta que levantou R$ 3,2 bilhões

11 de maio de 2026 - 13:20

A companhia, subsidiária da Cosan que já estava listada na B3 com emissões de dívida, abre seu capital no Novo Mercado, patamar mais alto e exigente da bolsa, em oferta secundária

TEMPORADA DE BALANÇOS

Rumo à privatização, Copasa (CSMG3) vê lucro cair no 1T26, mas analistas apontam potencial ‘escondido’. O que fazer com as ações?

11 de maio de 2026 - 12:48

BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam o que fazer com os papéis, enquanto o mercado acompanha a reta final da privatização e a disputa pelo futuro sócio estratégico da estatal mineira

CARTEIRA RECOMENDADA

XP mexe na carteira de small caps e inclui Alupar (ALUP11) e BR Partners (BRBI11); veja quem saiu

9 de maio de 2026 - 12:58

Além das mudanças nos papéis, a corretora também recalibrou os pesos de algumas ações da carteira

BANCANDO O PREÇO DE CRESCER

Mercado Livre (MELI34) faz exatamente o que prometeu, mas investidores chiam e ações caem quase 13%. Acabou a paciência?

8 de maio de 2026 - 17:30

Bancos avaliam que a companhia segue executando a estratégia esperada pelo mercado, mas a combinação de margens pressionadas, lucro em queda e novos investimentos reacendeu o debate sobre até onde o Mercado Livre pode sacrificar rentabilidade para acelerar crescimento

DECEPCIONOU?

Embraer (EMBJ3) tem pior queda no Ibovespa após balanço, mas bancos mantêm recomendação: entenda por que ainda vale ter a ação no bolso

8 de maio de 2026 - 15:22

Mesmo com queda de mais de 10% no preço das ações, bancos acreditam que a fabricante tem potencial para continuar crescendo e entregar tudo o que prometeu aos acionistas

RESULTADOS TRIMESTRAIS

B3 (B3SA3) sobe na bolsa após balanço forte e Citi reforçar recomendação de compra

8 de maio de 2026 - 14:27

Companhia foi beneficiada pela volatilidade dos mercados, fluxo estrangeiro e aumento das negociações em renda variável e derivativos

ENGORDANDO A CARTEIRA

Patria Log (HGLG11) vai às compras e reforça portfólio com participação em galpões; veja os detalhes da operação

8 de maio de 2026 - 12:30

Além da aquisição, o HGLG11 receberá, sem custo adicional, uma área de 15,9 mil metros quadrados, que servirá como acesso ao empreendimento

CLIMA BAIXO ASTRAL

A Selic não caiu como Fred Trajano esperava: CEO do Magazine Luiza (MGLU3) comenta balanço fraco e aposta em virada no 2T26

8 de maio de 2026 - 11:51

Em teleconferência nesta sexta-feira (8), o CEO do Magazine Luiza comentou sobre o cenário macro, que segue pressionando a empresa e é um dos grandes fatores pelos quais ele não topa entrar na guerra dos preços online

FIM DA SECA DE IPOS

Compass precifica IPO em R$ 28 e pode levantar cerca de R$ 3,2 bilhões; quem é a gigante do gás, que pode estar presente na sua casa

8 de maio de 2026 - 9:22

A companhia chega à bolsa com uma tese que mistura ativos regulados e previsíveis, como a Comgás, com a aposta de crescimento da Edge, braço voltado ao mercado livre de gás, GNL e biometano

VAI VOLTAR A BRILHAR

Por que este ex-economista do Fed aposta no ouro mesmo após o tombo com a guerra

8 de maio de 2026 - 7:30

Para muitos, o recuo do ouro sinaliza cautela. Mas para Benjamin Mandel, o metal precioso é uma convicção de longo prazo; saiba como investir na tese de maneira descomplicada

BALANÇO 1T26

“Não poderíamos estar mais preparados” — presidente da Azul (AZUL3) comenta impacto da guerra; aérea quase zera o prejuízo

7 de maio de 2026 - 12:58

Em teleconferência com analistas, Abhi Shah detalhou como a companhia está tentando se blindar da disparada nos preços dos combustíveis na esteira dos conflitos no Oriente Médio

FIM DO JEJUM

O que esperar da estreia da Compass (PASS3), o primeiro IPO da B3 em quase 5 anos e que pode movimentar até R$ 2,9 bilhões

7 de maio de 2026 - 9:31

A operação será 100% secundária, ou seja, os recursos irão para os acionistas vendedores, e não para o caixa da companhia

FII DO MÊS

Fundo imobiliário de shopping rouba a cena com dividend yield de 11% e lidera recomendações para investir em maio; confira o ranking completo

7 de maio de 2026 - 6:02

Analistas que indicaram o FII em maio ainda enxergam potencial de valorização nas cotas e geração de renda atrativa

VENTOS DE FORA

O que está por trás da subida de 4% da Vale (VALE3) hoje? BTG eleva preço-alvo

6 de maio de 2026 - 16:54

Com minério em alta e fluxo estrangeiro, papel recupera fôlego e acumula ganhos de dois dígitos em 2026

MERCADOS HOJE

Entre a paz e a pólvora: Ibovespa sobe no meio de um cabo de guerra que derruba o petróleo e a Petrobras (PETR4); dólar segue sob pressão

6 de maio de 2026 - 13:33

O estilo Trump de negociar traz alguma volatilidade aos mercados. De um lado, há fortes sinais de trégua. De outro, o republicano promete a pior ofensiva que o Irã já viu. Entenda como essas forças mexem com as bolsas aqui e lá fora

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

6 de maio de 2026 - 12:48

Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira

BEM-VINDA AO CLUBE

Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos

6 de maio de 2026 - 10:43

Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance

AÇÃO DO MÊS

Três gigantes são as apostas dos analistas para navegar as águas turbulentas de maio; confira o ranking completo

6 de maio de 2026 - 6:00

Apesar de o horizonte mostrar a chegada de uma tempestade, há ações que podem fazer a carteira dos investidores navegar mais tranquilamente

A FONTE SECOU?

FII CACR11 fecha torneira de dividendos e derrete 42% na bolsa; entenda o que aconteceu e quando os proventos devem voltar a pingar

5 de maio de 2026 - 10:24

A gestora projeta que a retomada das vendas deve contribuir para recompor o caixa e viabilizar o retorno dos dividendos

COMPRAR OU VENDER?

O gringo saiu e a Vale (VALE3) sentiu: ações caem 3% com debandada estrangeira e pressionam Ibovespa

4 de maio de 2026 - 18:40

Ações da mineradora recuaram com aversão ao risco global, enquanto minério de ferro avançou na China; bancos seguem otimistas com dividendos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia