Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado ecoa acordo entre EUA e China

Progresso nas negociações comerciais entre EUA e China abre caminho para acordo parcial, mas incertezas ainda existem

Olivia Bulla
Olivia Bulla
14 de outubro de 2019
5:36 - atualizado às 9:38
No Brasil, os investidores veem cenário de inflação e juros ainda mais baixos

A semana começa com um feriado nos Estados Unidos (Dia de Colombo), o que mantém fechado os negócios com bônus e enxuga a liquidez em Wall Street, que abre normalmente hoje. Os investidores ainda ecoam o desfecho das negociações comerciais entre EUA e China, que adia novas tarifas contra US$ 250 bilhões em produtos chineses a partir de amanhã, mas já fazem uma releitura sobre o compromisso selado entre os dois países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um acordo comercial parcial, referente à primeira fase, deve ser assinado no mês que vem pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, durante a cúpula dos países da Ásia-Pacífico (Apec), no Chile. Só que os investidores esperam muito mais do que um simples aperto de mãos entre os líderes das duas maiores economias do mundo, o que mantém a cautela nos negócios.

Para saber mais, leia em A Bula da Semana.

Apenas a Ásia reagiu em alta ao anúncio de acordo parcial entre EUA e China, feito na última sexta-feira, uma vez que os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram no vermelho. Na Europa, as principais praças abriram em queda, penalizadas também pelas incertezas em torno do Brexit a cerca de 15 dias para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

A libra esterlina tem fortes perdas em relação ao dólar, após relatos de que os planos do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, ainda não são bons o suficiente. O euro é contaminado e também recua, com o dólar ganhando terreno frente a outras moedas, como o xará australiano. Nas commodities, o petróleo e o minério de ferro caem mais de 1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, o sinal positivo entre as bolsas asiáticas ignorou os números piores que o esperado da balança comercial chinesa em setembro. Xangai liderou as altas, com +1,15%, ao passo que Hong Kong subiu 0,8% e o índice Shenzhen Composto avançou 1,4%. Tóquio permaneceu fechado devido a um feriado.

Leia Também

As bolsas chinesas relegaram a queda de 3,2% das exportações chinesas no mês passado, em termos dolarizados e em relação a um ano antes, bem como o recuo de 8,5% nas importações, no mesmo período. Com isso, o saldo da balança comercial chinesa ficou positivo em U$ 39,65 bilhões. A previsão era de quedas de 2,8% e -6%, respectivamente.

Mini acordo

Os números da balança comercial só realçam as perdas causadas pela disputa entre EUA e China, com as tarifas ora em vigor prejudicando a demanda e intensificando a perda de tração da atividade global. E o problema é justamente que o acordo parcial firmado entre os dois países não retira as tarifas anteriores já adotadas, por mais que adie novas sobretaxas.

Portanto, o “mini acordo” alcançado em Washington não altera os desafios em relação à desaceleração da economia global. Afinal, as questões cruciais entre os dois países seguem sem solução. Além disso, o risco é de que, antes de assinar a primeira fase, as negociações entrem em colapso de novo, já que há precedentes de quebra de acordo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, por mais que seja positivo, o acordo parcial não tende a ampliar o rali dos ativos de risco, que devem continuar respeitando o intervalo recente de negociação. Isso significa que dificilmente o Ibovespa irá superar a máxima histórica e o dólar irá cair abaixo de R$ 4,00 por causa do esfriamento da tensão comercial.

Para ir além, é preciso que um acordo mais amplo entre as duas maiores economias do mundo seja anunciado. Só assim, será possível superar essas barreiras de maneira mais clara. Assim, por mais que seja positivo, o acordo parcial não tende a ampliar o rali dos ativos globais de risco, que devem continuar respeitando o intervalo recente de negociação.

IPCA menor, Selic menor

No Brasil, a segunda-feira traz como destaque o relatório Focus (8h25). O documento do Banco Central deve trazer importantes revisões para baixo nas estimativas para a inflação oficial ao consumidor brasileiro e para a taxa básica de juros (Selic) em 2019 e em 2020. Essa perspectiva foi ventilada no mercado financeiro na semana passada, após os dados fracos do IPCA e da revisão do IBGE no cálculo do indicador.

A mudança é muito impactante. Levando-se em conta as alterações nos hábitos de consumo da população brasileira, o órgão que mensura os principais indicadores econômicos do país elencou o grupo Transportes como o de maior peso na composição do IPCA, superando a classe de despesa que se refere a alimentos e bebidas. Ou seja, a forma como as pessoas se locomovem passa a ser mais importante do que o se come.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tal mudança tende a retirar mais de 0,10 ponto percentual do resultado do IPCA em 2020, conforme cálculos de especialistas. Apesar de não parecer muito, esse efeito não só abre espaço para que o juro básico seja menor neste ano, indo à mínima de 4,5%, como facilita que a Selic siga em um nível baixo por mais tempo, no decorrer do ano que vem. Essa visão levou a uma correção na curva de juros futuros, com intensa devolução de prêmios.

Além da dinâmica inflacionária comportada, os dados de atividade têm apresentado um desempenho melhor que o esperado da economia brasileira, tornando o cenário de recuperação doméstica mais disseminado. Assim, se por um lado o cenário de inflação baixa sugere cortes adicionais na taxa básica de juros; por outro, a retomada econômica diminui a necessidade de mais estímulos pelo Banco Central.

Aliás, o calendário do dia traz também o índice de atividade econômica do BC (IBC-Br), às 9h, que deve confirmar a melhora da economia doméstica no terceiro trimestre deste ano. Já no exterior, o feriado nos EUA esvazia a agenda norte-americana hoje, mas a segunda-feira traz a produção industrial na zona do euro em agosto, logo cedo, e a inflação ao consumidor chinês em setembro, no fim do dia. Também são esperados dados da balança comercial brasileira (15h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia