🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Nadando no dinheiro

Ibovespa nas máximas e dólar a R$ 4,14: o retrato de uma semana quase perfeita para os mercados

O Ibovespa cravou a quinta alta consecutiva nesta sexta-feira e chegou a mais um recorde de fechamento, aso 111.125,75 pontos. O dólar à vista acumulou perdas de mais de 2% na semana, voltando a R$ 4,14

Victor Aguiar
Victor Aguiar
6 de dezembro de 2019
19:01 - atualizado às 10:47
Tio Patinhas Ibovespa
Imagem: Reprodução/YouTube

Digamos que você seja igual ao Tio Patinhas e tenha começado seus investimentos com uma moedinha da sorte. Digamos também que você tenha optado por aplicar essa pataca na bolsa — mais precisamente, num ETF que replique o desempenho do Ibovespa. Pois saiba que seu retorno foi de 2,67% apenas nessa semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ok, ainda não dá para encher uma caixa-forte. Mas é um começo promissor: afinal, o principal índice da bolsa brasileira subiu em todos os dias dessa semana, uma sequência positiva que não era vista desde outubro. Melhor guardar essa moedinha numa redoma — ela pode virar um talismã da sorte.

Nesta sexta-feira (6), o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, a 111.125,75 pontos, um novo recorde em termos de fechamento — na verdade, é o terceiro dia seguido em que o índice renova o topo histórico. O ganho de 2,67% acumulado desde segunda representa o melhor desempenho semanal desde agosto.

E o mercado de câmbio? Bem, se a sua pataca for denominada em reais, sorte a sua: o dólar à vista caiu nos últimos cinco dias, fechando a sessão de hoje a R$ 4,1469, em baixa de 0,99%. Na semana, a divisa americana caiu 2,21% — ou, em números mais concretos: ficou 10 centavos mais barato.

Otimismo em Patópolis

E o que explica essa onda de ganhos do Ibovespa e o forte alívio no dólar? Nas palavras de um analista com quem eu conversei, os mercados tiveram uma semana quase perfeita — uma espécie de "tempestade perfeita" de fatores positivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo por causa de uma combinação bastante difícil: tanto no exterior quanto no Brasil, o noticiário e os dados econômicos foram bastante favoráveis, reduzindo fortemente a aversão ao risco nos mercados financeiros.

Leia Também

Veja a situação no Brasil, por exemplo: no começo da semana, tivemos a alta de 0,6% no PIB do terceiro trimestre, dado que surpreendeu positivamente os analistas; depois, veio a expansão de 0,8% na produção industrial em outubro, o terceiro avanço consecutivo no indicador; por fim, a inflação medida pelo IPCA acelerou para 0,51% em novembro, puxada pela disparada no preço das carnes.

A partir desses números, o mercado conseguiu fazer algumas projeções em relação à situação econômica do Brasil — e as perspectivas para o futuro foram positivas.

Em relação ao PIB, destaque para a revisão para cima do resultado no segundo trimestre, indicando uma tendência de aquecimento econômico. E, considerando o bom resultado das varejistas na Black Friday, há a percepção de ganho de tração na atividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, vale ressaltar que a indústria da construção civil — uma das que mais sofreu nos últimos anos — foi uma das que mais contribuiu para a evolução do PIB no terceiro trimestre, mais um indício animador quanto às perspectivas futuras para a economia.

A produção industrial, por sua vez, ficou ligeiramente abaixo das previsões dos analistas. Mas, de qualquer maneira, o terceiro mês consecutivo de expansão na atividade das indústrias também cria uma expectativa positiva em relação à recuperação da economia do país.

Já a inflação... bem, o IPCA, à primeira vista, parece ter implicações negativas — o avanço de 0,51% em novembro, afinal, marca a maior leitura para o mês desde 2015. Mas fato é que, tirando a forte pressão no grupo de alimentos, os demais núcleos da inflação continuam sob controle.

Assim, por mais que o IPCA tenha ficado acima das expectativas, o dado não trouxe maiores preocupações ao mercado. Em outras palavras: a perspectiva de manutenção da Selic em patamares baixos segue firme e forte — e, nesse cenário, varejistas e construtoras tiveram ganhos expressivos na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Professor Pardal

Ok, o cenário macro brasileiro está benéfico para os mercados financeiros. Mas o Brasil não é uma ilha — sendo assim, o exterior fatalmente influencia nas negociações.

E, lá fora, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu uma de professor Pardal: inventou das suas e causou alguma confusão, mas, ao fim do dia, tudo deu certo.

Trump começou a semana chamando Brasil e Argentina para a guerra comercial: ele acusou os países de estarem desvalorizando artifcialmente suas moedas e, com isso, ganhando uma vantagem no comércio internacional. Com esse argumento, ele voltou a sobretaxar as importações sobre o aço e alumínio dos dois países.

Um fator negativo, certo? Certo. Só que a medida está longe de ser uma tragédia para as siderúrgicas brasileiras, que tem na China seu principal cliente externo — e, em Pequim, as notícias foram boas para o aço brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A produção industrial do gigante asiático deu sinais de força nesta semana, indicando que a demanda por minério de ferro e por aço tende a seguir elevada no curto prazo — fator que fez com que os mercados ficassem indiferentes ao rompante do Professor Pardal.

Voltando ao presidente americano: ele também fez ameaças à França, dando a entender que as negociações com a China poderiam estar sob risco. Mas, aparentemente, era tudo uma estratégia à la Trump — criar um ambiente agressivo para depois conversar.

Ao longo da semana, o noticiário internacional foi unânime ao apontar evoluções nas negociações comerciais entre americanos e chineses, indicando que o fechamento da primeira fase de um acordo é iminente. E essa percepção embalou as bolsas americanas.

O Dow Jones fechou o pregão de hoje em alta de 1,22%, o S&P 500 subiu 0,91% e o Nasdaq avançou 1,00% — os três índices acumularam ganhos na semana. O Ibovespa, assim, pegou carona nesse contexto global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E a sessão de hoje?

Nesta sexta-feira, todo esse otimismo ganhou cores ainda mais vibrantes, com sinais de força do mercado de trabalho americano. A taxa de desemprego do país caiu a 3,5% em novembro, ligeiramente abaixo das previsões do mercado.

E não foi só isso: a economia do país criou 266 mil novos postos de trabalho no mês passado, superando em muito a expectativa dos analistas e agentes financeiros. Os dados provocaram uma reação imediata nas bolsas globais, ampliando o ritmo de ganhos lá fora.

As cinco mais...

Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:

  • Via Varejo ON (VVAR3): +7,30%
  • Lojas Americanas PN (LAME4): +7,07%
  • Yduqs ON (YDUQ3): +5,47%
  • BTG Pactual units (BPAC11): +5,14%
  • Gol PN (GOLL4): +4,98%

Confira também os papéis que tiveram as maiores altas no acumulado da semana:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Via Varejo ON (VVAR3): +13,51%
  • Lojas Americanas PN (LAME4): +10,73%
  • MRV ON (MRVE3): +9,62%
  • B2w ON (BTOW3): +9,00%
  • Weg ON (WEGE3): +7,63%

...e as cinco menos

Saiba quais foram os papéis que lideram a ponta negativa do índice nesta sexta-feira:

  • Itaú Unibanco PN (ITUB4): -1,81%
  • Santander Brasil units (SANB11): -1,17%
  • Energias do Brasil ON (ENBR3): -1,14%
  • Bradesco PN (BBDC4): -1,12%
  • Itaúsa PN (ITSA4): -0,96%

E as ações que recuaram mais na semana:

  • Smiles ON (SMLS3): -8,69%
  • Raia Drogasil ON (RADL3): -7,14%
  • Qualicorp ON (QUAL3): -4,48%
  • JBS ON (JBSS3): -3,62%
  • Hypera ON (HYPE3): -3,03%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar