Ibovespa opera em queda, reagindo à cautela no exterior; dólar sobe a R$ 4,14
O possível fechamento de um acordo para que os EUA posterguem a aplicação de novas sobretaxas sobre produtos chineses dá ânimo às bolsas globais e faz o Ibovespa se afastar das mínimas

Desde o início da sessão desta terça-feira (10), o Ibovespa tem andado em linha com os demais mercados do mundo. Logo após a abertura, o índice brasileiro recuava, acompanhando as bolsas globais. Minutos depois, a bolsa local ganhou força e afastou-se das mínimas, num movimento também em paralelo com o exterior.
Mas esse impulso teve fôlego curto: já no início de tarde, o Ibovespa voltou a aparecer no campo negativo, de onde não saiu mais. E esse vaivém se deve ao noticiário referente à guerra comercial entre EUA e China.
As negociações entre americanos e chineses têm sido o principal fator de influência para os mercados nos últimos dias. Em linhas gerais, os agentes financeiros mostram-se otimistas quanto ao desfecho das conversas, apostando num consenso que viabilize a postergação de uma nova rodada de tarifas de importação a serem aplicadas por Washington.
[captacao]
Esse otimismo foi responsável pelo rali da semana passada nas bolsas globais — e que levou o Ibovespa às máximas. No entanto, a falta de avanços concretos no diálogo entre as potências começa a trazer algum desconforto aos investidores: a data-limite para a aplicação das sobretaxas é o próximo domingo, dia 15.
E é aí que chegamos à sessão de hoje. No início do dia, o panorama seguia o mesmo, com os mercados otimistas, mas apreensivos em relação ao impasse comercial — o que colocava as bolsas no campo negativo.
Leia Também
Mas, ainda durante a manhã, relatos de que americanos e chineses estariam próximos de um consenso para adiar a implantação de tarifas adicionais dos EUA sobre as importações do país asiático deram força aos mercados: os futuros de Nova York viraram ao campo positivo, levando o Ibovespa de carona.
Só que, por mais que os relatos da imprensa internacional sejam animadores, fontes oficiais ainda não confirmam um avanço significativo nas conversas. Pelo contrário: o diretor do Conselho Econômico dos Estados Unidos, Larry Kudlow, disse que as tarifas do dia 15 "ainda estão na mesa". Assim, a cautela voltou a tomar conta dos agentes financeiros.
Em números: o Ibovespa chegou a cair 0,76% na mínima, aos 110.132,84 pontos, e a subir 0,19% na máxima, aos 111.184,37 pontos. Mas, por volta de 17h05, o índice recuava 0,47%, aos 110.459,16 pontos.
Nos Estados Unidos, as bolsas também são pressionadas pelo clima de cautela. No mesmo horário, o Dow Jones subia 0,01%, o S&P 500 recuava 0,01% e o Nasdaq avançava 0,06%.
Vale lembrar que o Ibovespa acumulou cinco altas consecutivas na semana passada, o que facilita eventuais movimentos de correção e realização de lucro. Assim, por mais que os mercados dos EUA mantenham-se relativamente estáveis, o índice brasileiro acaba assumindo uma postura mais defensiva.
Dólar em alta
E o mercado de câmbio? Bem, o dólar também passou por um certo alívio: logo depois da abertura, a moeda americana chegou a subir 0,54%, a R$ 4,1515. Mas, no fechamento, a divisa teve alta de 0,47%, a R$ 4,1488.
Lá fora, o dólar também perdeu parte da força exibida durante a manhã, embora tenha continuado avançando em relação a maior parte das divisas de países emergentes, como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano. O real, assim, acompanhou a tendência dos pares.
De olho nos juros
Além das idas e vindas da guerra comercial, os mercados seguem esperando as decisões de juros nos EUA e no Brasil, nesta quarta-feira (11). Em ambos os casos, o cenário-base é bastante nítido: estabilidade nas taxas americanas e corte de 0,5 ponto na Selic por aqui.
Assim, a expectativa recai sobre os comunicados oficiais dos bancos centrais dos dois países, apontando para os próximos passos.
Nesse contexto, as curvas de juros acompanharam o comportamento do dólar à vista e fecharam em alta, mas sem mostrar movimentações muito expressivas. Veja abaixo como ficaram os DIs nesta terça-feira:
- Janeiro/21: de 4,61% para 4,62%;
- Janeiro/23: de 5,71% para 5,72%;
- Janeiro/25: de 6,34% para 6,35%;
- Janeiro/27: estável em 6,70%.
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?