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Sinais animadores no front da guerra comercial dão forças às bolsas globais e colocam o Ibovespa novamente no campo positivo

Mesmo após quatro pregões consecutivos no campo positivo, o Ibovespa continua dando sinais de força e volta a operar em alta na manhã desta sexta-feira (6). O otimismo em relação aos rumos da guerra comercial segue dando suporte às bolsas globais — e dados animadores referentes à economia americana dão um gás extra aos ativos.
Por volta de 17h05, o principal índice da bolsa brasileira avançava 0,48%, aos 111.148,22 pontos — na máxima, foi aos 111.429,66 pontos (+0,73%), um novo recorde intradiário. O dólar à vista teve um dia igualmente tranquilo: fechou em baixa de 0,99%, a R$ 4,1469.
Lá fora, os agentes financeiros seguem na expectativa quanto ao fechamento da primeira fase do acordo comercial entre americanos e chineses. Nesta manhã, o ministério de Finanças da China afirmou que o país vai isentar de tarifas parte da soja, da carne de porco e outras commodities importadas dos EUA.
A noticia é comemorada pelos mercados por abrir caminho para um acerto mais amplo entre as partes. O timing é crítico, uma vez que, no próximo dia 15, o governo americano começará a implantar uma nova rodada de sobretaxações sobre as importações chinesas — há a expectativa de que, com o acordo, tais tarifas sejam canceladas ou, ao menos, adiadas.
Assim, por mais que ainda não haja uma sinalização mais concreta de que Washington e Pequim irão de fato assinar um termo comercial nos próximos dias, os indícios renovam as esperanças do mercado.
E a sessão de hoje, que já se desenhava positiva por causa das negociações entre EUA e China, ganhou cores ainda mais vibrantes, com sinais de força do mercado de trabalho americano. A taxa de desemprego do país caiu a 3,5% em novembro, ligeiramente abaixo das previsões do mercado.
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E não foi só isso: a economia do país criou 266 mil novos postos de trabalho no mês passado, superando em muito a expectativa dos analistas e agentes financeiros. Os dados provocaram uma reação imediata nas bolsas globais, ampliando o ritmo de ganhos lá fora.
O Dow Jones (+1,22%), o S&P 500 (+0,96%) e o Nasdaq (+1,03%) operam em alta firme, assim como as principais praças da Europa. E, nesse cenário, o Ibovespa caminha para mais uma sessão de recordes.
Por aqui, a inflação medida pelo IPCA é o destaque da agenda: o indicador acelerou para 0,51% em novembro — a maior leitura para o mês desde 2015. O resultado foi fortemente influenciado pelo grupo alimentação e bebidas, que teve alta de 8,09%, puxado pela disparada nos preços da carne.
Essa peculiaridade dos números do IPCA — uma pressão intensa nos alimentos, enquanto os demais núcleos ficaram comportados — amenizaram a preocupação quanto a uma escalada na inflação. Em linhas gerais, o mercado segue enxergando um cenário de Selic baixa por um tempo prolongado.
Nesse cenário — e com a forte baixa no dólar à vista — as curvas de juros encontram espaço para fechar em queda. Veja abaixo como ficaram os principais DIs:
Quanto ao mercado de câmbio, o novo alívio visto no dólar à vista ocorreu em linha com a menor aversão ao risco no exterior, em meio ao otimismo dos agentes financeiros em relação à guerra comercial.
O real acompanhou as demais divisas de países emergentes — como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso colombiano —, que também se valorizaram em relação ao dólar.
Veja as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:
Confira também os papéis que lideram a ponta negativa do índice:
TEMPORADA DE BALANÇOS
DISPUTA PELO CAPITAL GLOBAL
MEXENDO NO PORTFÓLIO
CASTIGO DO MONSTRO
SURPRESA NEGATIVA
MERCADOS
TEMPORADA DE BALANÇOS
ALÍVIO PASSAGEIRO?
TEMPORADA DE BALANÇOS
EM EXPANSÃO
REABERTURA DE JANELA?
TEMPORADA DE BALANÇOS
CARTEIRA RECOMENDADA
BANCANDO O PREÇO DE CRESCER
DECEPCIONOU?
RESULTADOS TRIMESTRAIS
ENGORDANDO A CARTEIRA
CLIMA BAIXO ASTRAL
FIM DA SECA DE IPOS
VAI VOLTAR A BRILHAR