Serviço de streaming da Apple deve ser lançado em novembro deste ano
Batizada de Apple TV+, plataforma disputará público da Netflix com Disney e Warner; mensalidade deve custar US$ 9,99, segundo a Bloomberg

A Apple deve lançar seu serviço de streaming em novembro, disse a agência Bloomberg nesta segunda-feira, 19. A empresa planeja, em um primeiro momento, colocar à disposição um pequeno catálogo e expandí-lo nos meses seguintes.
Na manhã desta terça-feira, as ações da companhia negociadas na Nasdaq estão em leve alta, de 0,5%, a US$ 211,40. Acompanhe em detalhes este dia dos mercados na nossa cobertura.
Batizada de Apple TV+ , a plataforma será mais um serviço de assinantes da companhia que tem (ou terá) em seu portfólio a Apple Music, Apple Arcade, Apple News+ e o iCloud.
O jornal Financial Times já havia divulgado que empresa investiu até agora US$ 6 bilhões em programas originais - bastante acima do orçamento inicialmente anunciado, de US$ 1 bilhão. Entre as produções iniciais estão “Amazing Stories,” “See”, Truth Be Told” e “The Morning Show" - estrelado por Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carell.
Apesar de oficialmente não haver um preço para o serviço, a imprensa norte-americana diz que o acesso a plataforma deve custar US$ 9,99 por mês (equivalente a cerca de R$ 40), após um período gratuito de testes.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a empresa considera oferecer os primeiros três episódios de alguns programas, seguidos de capítulos lançados semanalmente.
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A estratégia é um pouco diferente daquela que consagrou a Netflix, referência entre esse tipo de plataforma, que costuma disponibilizar todos os episódios de uma vez.
A Netflix, aliás, vem tendo que lidar com um mercado ansioso por conta dos rumores da entrada de novos concorrentes no campo do streaming. Além da Apple, Disney, Warner e a NBC/Comcast já anunciaram planos para colocar no ar suas plataformas.
Além da maior concorrência, há também o fator conteúdo: as rivais devem retirar conteúdos próprios que hoje estão na Netflix para usarem em seus canais.
No ritmo
Vale lembrar que a Apple vem de um bom momento. A companhia capitaneada por Tim Cook reportou um conjunto de números relativamente sólido no segundo trimestre deste ano.
Mesmo com uma queda nas vendas de iPhones, a empresa reportou um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços. As perdas na China, com a guerra comercial, não foram tão grandes quanto o imaginado por analistas.
A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.
Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.
Mas, apesar da queda na comparação anual, o lucro por ação ainda ficou acima das projeções dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 2,10, também de acordo com a média calculada pela Bloomberg.
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