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O fundador de 43 anos fez a venda de mais de 5,8 milhões de papéis da Uber nos últimos três dias úteis desta semana
O cofundador e ex-CEO da Uber, Travis Kalanick, causou surpresa no mercado financeiro ao vender quase US$ 166 milhões em ações que detinha da empresa entre os dias 11 e 13 de dezembro deste ano. As informações são do site Business Insider.
Segundo um comunicado da SEC, que funciona exatamente como a CVM no Brasil, o fundador de 43 anos fez a venda de mais de 5,8 milhões de papéis da Uber nos últimos três dias úteis desta semana. Com isso, o ex-diretor executivo passou a deter apenas 21 milhões de ações da companhia na última sexta-feira (13).
As primeiras vendas de Kalanick começaram em novembro quando ele vendeu quase US$ 1,7 bilhão em ações da Uber, após o período de bloqueio ou lock-up feito depois da abertura de capital da empresa. Isso porque os investidores só receberam a permissão para vender os papéis a partir do dia 6 de novembro.
Na época do IPO, os maiores acionistas da Uber eram o Softbank com 16% de participação, seguido pelo Benchmark Capital com 11%. Na sequência, estavam Kalanick com 8% e a Alphabet (Google) com 5% de participação societária.
No total, o cofundador da Uber parece ter liquidado mais de US$ 2 bilhões em ações da Uber desde o início de novembro.
O movimento vendedor após o lock-up fez com que o preço da ação baixasse bastante e alcançasse as mínimas históricas. Depois de ver o seu preço estabelecido em US$ 45 no IPO, as ações da Uber terminaram o pregão da última sexta-feira (13) cotadas em US$ 28,49, uma queda de 0,70%.
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O cofundador da Uber, Travis Kalanick liderou a empresa em seus primeiros sete anos de expansão. Mas tudo mudou depois que ele se envolveu em uma série de polêmicas e até mesmo denúncias de assédio sexual.
Pressionado por um grupo de investidores, Kalanick foi forçado a sair da empresa. O ex-CEO da Uber deixou a companhia em junho de 2017.
Desde sua partida da gigante, ele passou a aventurar pelo mundo das cozinhas. Sua nova startup, CloudKitchen, aluga cozinhas para ajudar os restaurantes de entrega a otimizar o seu espaço.
Além de investir US$ 300 milhões do próprio bolso na empresa, o fundador da startup conseguiu angariar também US$ 400 milhões de um fundo soberano da Arábia Saudita, segundo informou o jornal Wall Street Journal, o que deve ajudá-lo a escalar a nova startup.
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