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Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

De olho nos papéis

Como o novo serviço da Apple pode impactar negativamente as receitas da companhia, na visão do Goldman Sachs

Para os analistas do banco, o motivo é que o preço médio de venda dos iPhones poderia diminuir, por conta da oferta de um ano grátis da Apple TV+ anunciada na última terça-feira (10)

Bruna Furlani
Bruna Furlani
13 de setembro de 2019
17:38 - atualizado às 10:56

Apesar de uma boa parte dos assinantes de streaming de vídeos ter gostado das novidades apresentadas pela Apple (código APPL), nem todo mundo ficou muito feliz com algumas notícias.

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Na opinião dos analistas do banco Goldman Sachs, a opção de oferecer um ano grátis da Apple TV+ a quem comprar o iPhone pode custar caro para a companhia.

Em relatório divulgado hoje (13), os especialistas do banco optaram por abaixar o preço-alvo das ações em 26%, de US$ 187 para US$ 165. As informações são do site Business Insider.

Para os analistas do banco, o motivo é que o preço médio de venda dos iPhones poderia diminuir, por conta da oferta de um ano grátis da Apple TV+ anunciada nesta terça-feira (10). O serviço custaria US$ 4,99 por mês, ou seja, por volta de US$ 60 dólares por ano.

Por exemplo, como o preço de venda do iPhone 11 Pro é US$ 1,000, com o desconto do novo serviço da Apple de US$ 60, o preço para o consumidor seria em torno de US$ 943 e o pacote da Apple TV+ sairia por volta de US$ 56.

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Impacto nas margens e receita

De acordo com os analistas, isso poderia impactar bastante as margens futuras do iPhone nos próximos trimestres. Isso ocorreria especialmente porque a queda nos preços do produto não seria acompanhada por uma diminuição nos custos de produção.

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Apesar de uma provável contribuição de 25% que os serviços de TV acrescentariam à margem bruta da empresa, os especialistas estimam que a queda na receita no segmento de produto deve resultar "num impacto negativo no resultado por ação de 16%". Isso durante o primeiro trimestre fiscal de 2020.

Ainda que o banco tenha mantido a recomendação neutra para os papéis da companhia, as ações foram impactadas durante o dia.

No fechamento do pregão de hoje (13) na Nasdaq, os papéis terminaram o dia com queda de 1,94%, em US$ 218,75.

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Números da companhia

Mesmo depois de passar por tempos difíceis marcados pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, os papéis da Apple (código AAPL) apresentam valorização de 39,70% no ano.

E, ao contrário do que apontavam as projeções para o balanço da Apple, a empresa capitaneada por Tim Cook reportou um conjunto de números relativamente sólido no segundo trimestre. 

Na ocasião, a queda nas vendas de iPhones foi compensada por um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços, e as perdas na China não foram tão grandes quanto o imaginado.

A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.

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Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.

Mas, apesar da queda na comparação anual, o lucro por ação ainda ficou acima das projeções dos analistas, que esperavam um ganho de US$ 2,10, também de acordo com a média calculada pela Bloomberg.

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