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Bolsa de valores dos EUA conhecida por abrigar empresas de tecnologia vai além do setor e enxerga no Brasil potencial para ser ‘a próxima China’ para emissões de ações
Duas empresas brasileiras, Arco Educação, e a Stone, de meios de pagamentos, deixaram empresários e investidores brasileiros boquiabertos no ano passado, ao captar recursos em uma bolsa americana no meio da corrida eleitoral no Brasil. E mais: em vez de seguir para a tradicional bolsa de Nova York, optaram pela Nasdaq, a bolsa americana de tecnolog... Ops... Há anos escrevendo e lendo essa definição por todo os cantos, vai ainda demorar um tempinho para que eu deixe de associar a Nasdaq a bits e bytes.
Na verdade, isso já deixou de ser assim há uns bons pares de anos. “Hoje a maior parte das empresas listadas na Nasdaq (24%), são do setor de saúde”, disse ao Seu Dinheiro Bob McCooey, chefe global de mercado de capitais da Nasdaq. O segundo maior grupo é sim o segmento de tecnologia, com 22% das empresas; óleo e gás e varejo também se destacam, em percentuais menores.
O sucesso dos IPOs nacionais na Nasdaq ano passado é resultado de um trabalho iniciado pela bolsa por aqui em 2012. Naquele ano, enquanto a B3 vivia um período de seca de operações, McCooey diz que a Nasdaq identificou o país como um lugar a ser explorado. Desde então as visitas do executivo, e a partir de 2017 acompanhado pela brasileira Ivana Ferreira, diretora de listagens e mercado de capitais para a América Latina da Nasdaq, são frequentes.
Os anos inicias foram para entender e mapear o mercado brasileiro e criar um relacionamento com todos os agentes. “Investimos tempo e esforços para entender o Brasil e também para nos apresentarmos. Nos reunimos com empresários, investidores, banqueiros e advogados. Conseguimos ter um bom panorama do potencial da região”, conta McCooey. Eles gostaram bastante do que viram.
“O que eu vejo no Brasil me lembra o que encontrei na China, uma década atrás. O mercado por lá explodiu e hoje esse é o país estrangeiro que mais faz IPOs na Nasdaq. Acho muito possível que o Brasil repita esse movimento que vimos na China na próxima década.”
Diante do espanto da repórter, acostumada a ouvir que a China é um celeiro de empresa capaz de produzir um IPO por dia e eventualmente formar uma fila de espera para a operação nas bolsas locais, McCooey não se abala.
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“Ano passado, fizemos 22 IPOs de empresas da China. Eu realmente acredito que poderemos chegar a esse número também de companhias do Brasil, talvez não no curto prazo. Mas não é exagero falar em uma dúzia de empresas brasileiras por ano listando na Nasdaq. Acho que este é um número bem razoável”, diz o executivo.

Atualmente, McCooey e Ivana estão em contatos frequentes com 40 empresas brasileiras que, acreditam, têm potencial para IPOs na bolsa americana nos próximos 24 meses. “O Brasil tem muitas companhias, uma indústria de venture capital e private equity forte e empresas que conseguiram crescer mesmo nesse período recente mais difícil para a economia daqui”, conta. “A história de empresas de crescimento, que possam trazer bons retornos, é tudo o que investidor quer ouvir”, resume.
E as duas companhias que fizeram esse caminho recentemente tiveram êxito justamente por contar histórias de sucesso. “É crescimento que o investidor busca. Qualquer outra questão relacionada ao Brasil, qualquer dúvida, ele vai estar tranquilo porque confia que a empresa passou pelo escrutínio dos bancos, dos escritórios de advocacia e da SEC (regulador americano), antes de entrar no mercado”, afirma McCooey quando questionado se os episódios recentes de corrupção envolvendo empresas brasileiras não afetam o interesse dos investidores.
O trabalho de levar o Brasil para a Nasdaq ficou um pouco mais fácil após o êxito de Stone e Arco, que conseguiram levantar um bom dinheiro lá fora e atrair grandes investidores, como as empresas dos bilionários Warren Buffett e Jack Ma, da Alibaba. Desde então, contam os executivos da Nasdaq, muitos empresários têm procurado a bolsa para saber mais e, quem sabe, listar suas ações por lá.
Os executivos também precisam convencer as companhias brasileiras de que o caminho via Nasdaq é melhor do que o “clássico”, via bolsa de Nova York.
A Nasdaq tem hoje 3,9 mil empresas listadas. Ano passado, houve 256 Ipos nos Estados Unidos e 186, ou 72% deles, foram feitos na Nasdaq. Das 186 novas companhias recebidas por ela, 44 eram de fora dos EUA.
A Nasdaq não quer apenas as novatas, ela também briga por quem já está na NYSE, conta Ivana. Segundo ela, nos últimos dez anos, companhias que somam perto de US$ 1,5 trilhão em valor de mercado migraram da Nyse para a Nasdaq, tais como Pepsico, Kraft Heinz, American Airlines, United Airlines e os hotéis Marriot.
Ela aponta várias razões para isso. “No mundo de hoje, as empresas, inclusive as da velha economia, querem estar associadas à inovação e isso é a cara da Nasdaq”, diz. A bolsa ainda é associada ao setor de tecnologia e, em vez de entender que isso restringe seu negócio, vê como um diferencial. Para McCooey, afirmar que um negócio é de tecnologia se transformou numa proxy hoje para empresas disruptivas, inovadoras e de grandes empreendedores.
“Você encontra isso em companhias de qualquer setor. E tecnologia é fundamental para qualquer negócio hoje”, diz o executivo. O setor de saúde que lidera em número de empresas na Nasdaq é, inclusive, aquele que tem mais absorvido novas soluções de TI.
Só que há mais uma razão para a migração de empresas: manter o capital aberto na Nasdaq é mais barato do que na Nyse. Na entrada, as empresas gastam cerca de US$ 65 mil ao ano na Nyse e US$ 45 mil na Nasdaq. Mas à medida que a empresa muda de patamar, esses custos sobem até o limite de US$ 155 mil na Nasdaq; na Nyse, podem chegar a três vezes esse valor. “A gente sempre diz que não penalizamos a empresas por elas crescerem”, resume Ivana.
McCooey diz que as companhias brasileiras são bem preparadas para o processo, mas têm alguma reticência a ingressar nele, achando que será caro e burocrático demais. No final, afirma, até mesmo se espantam, dizendo que foi menos complexo do que esperavam.
O principal entrave para lançar suas ações lá fora são ainda os custos, uma vez que é mais caro listar ações numa bolsa estrangeira do que no mercado local. “Mas isso é compensado pelo fato de a empresa passar a ter benefícios de acesso a diferentes investidores e pela exposição global que alcança como uma parceira da Nasdaq”, diz.
Diplomático, McCooey reforça que não está aqui para retirar as empresas do país ou da B3. Ele diz que para a maioria das companhias faz mais sentido a listagem no mercado local. Mas existe também um pequeno grupo de empresas em cada país que sente que há um mercado fora dele que vai se encaixar melhor. “É em busca dessas empresas que estamos, estejam elas onde estiverem, na América Latina, na Ásia, onde for, vamos competir por esses IPOs. Não estamos tentando convencer uma companhia a não listar no seu mercado local se for isso que ela tiver escolhido”, diz.
As listagens duplas, na B3 e na Nasdaq, também são bem-vindas. Um dos entrave é a regulação brasileira que diz que uma empresa só pode colocar Brazilian Depositary Receipts (BDRs) aqui se tiver a maior parte das receitas no exterior. Essa medida foi tomada na década passada depois de algumas operações problemáticas. Mas, diante da fuga de empresas para os Estados Unidos, deverá ser revista pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Na América Latina, o Brasil é o foco, mas eles também apostam em operações de sucesso na Argentina, não no curto prazo. Atualmente, apenas 10 empresas da região estão na Nasdaq, a maior delas é Mercado Livre, que tem sede na Argentina, mas grande parte das receitas no Brasil.
A Nasdaq também está atenta ao fato de que se a empresa lista lá fora, o investidor doméstico perde a chance de comprar os papéis. Em novembro do ano passado, ela convidou para um cerimônia em seu pit a corretora Avenue, criada por brasileiros para facilitar que o investidor brasileiro compre ações diretamente na Nasdaq.
“Nós estamos apoiando a Avenue e quaisquer outras iniciativas que possam fazer com que o investidor do país da empresa estrangeira possa participar dessas operações”, afirma McCooey.
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