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Em documento divulgado pelo banco nesta quinta-feira, 27, os especialistas da instituição suíça aumentaram a recomendação relativa as ações de neutro para “overweight”, indicando a compra de papéis na bolsa
A melhor escolha para o investidor neste momento é a bolsa, enquanto os títulos pós-fixados devem ficar em segundo plano. É o que defendem analistas do UBS.
Em documento divulgado pelo banco nesta quinta-feira, 27, os especialistas da instituição suíça aumentaram a recomendação relativa as ações de neutro para “overweight”, indicando a compra de papéis na bolsa.
Mas rebaixaram os títulos pós-fixados de "underweight", que já era uma recomendação para se desfazer desse tipo de investimento, para "strong underweight".
Sobre os títulos prefixados, que já valorizaram por conta da flexibilização monetária adotada por Bancos Centrais de outros países, o UBS acredita que o BC brasileiro aguardará a aprovação da reforma no primeiro turno do plenário da Câmara e depois cortará a Selic, mas de forma moderada.
O documento mantém a recomendação neutra também para os títulos prefixados. Os títulos indexados à inflação são vistos na mesma linha pelo banco, que destaca o impacto que os papeis sofreram com os eventos globais recentes.
Para o UBS, o mercado de capitais deve ser afetado pela agenda pós-Previdência. A instituição espera que o governo intensifique a agenda de privatizações.
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Além disso, a instituição aguarda por concessões e programas de parceria público-privada, incentivos para aumentar a competição no setor de energia, desenvolvimento de um programa de infraestrutura, entre outras medidas.
“Há uma forte crença no mercado de que, se o Brasil estabilizar sua situação fiscal, a confiança voltará forte e o investimento na economia real se recuperará após anos de letargia”, disse o estrategista do banco, Ronaldo Patah, em documento.
Os analistas lembram que, após cinco meses de intensas discussões em Brasília, o Congresso está prestes a votar a “mais importante reforma da última década”, dizem que o processo é sujeito a altos e baixos porque as partes envolvidas estão aprendendo a negociar.
Eles consideram que houve uma virada com, entre outras coisas, o apoio demonstrado nas ruas pela nova Previdência e ao governo, ao mesmo tempo em que a economia patina - indicando que alguma medida precisa ser tomada.
Um exemplo da situação econômica pode ser tirado de dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE): o Brasil ficou com uma taxa de desocupação em 12,3% no trimestre encerrado em maio. São 13,2 milhões de desempregados.
Já a reforma da Previdência, tida como essencial para a melhora da economia por parte dos especialistas, avança após muito morde e assopra do Executivo e atritos com lideranças políticas.
Na semana que vem, os trabalhos da Comissão Especial devem ser encerrados para, em seguida, a proposta ser levada para votação no plenário. O que deve acontecer em 8 de julho - a poucos dias do início do recesso parlamentar do dia 18.
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