🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Carne fresca

O hambúrguer vegano da Beyond Meat vendeu como nunca no trimestre. Mas o mercado queria mais

Produtora de hambúrgueres de origem vegetal que simulam carne bovina ou suína, a Beyond Meat viu sua receita quase quadruplicar no trimestre. Mas a empresa segue dando prejuízo

Victor Aguiar
Victor Aguiar
29 de julho de 2019
20:02 - atualizado às 9:44
Hambúrguer vegano da Beyond Meat
Hambúrgueres veganos da Beyond Meat são vendidos em supermercados e já fazem parte do menu de restaurantes nos Estados UnidosImagem: Shutterstock

A Beyond Meat chegou aos mercados fazendo um estardalhaço — e, ao falar em mercados, eu me refiro tanto às redes de supermercados e restaurantes quanto às mesas de operação em Wall Street. Afinal, em ambos os casos, o hambúrguer vegano (sim, isso mesmo) da empresa tem feito um enorme sucesso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A premissa da companhia é simples, porém ousada: produzir carne de origem vegetal, mas que possua sabor e textura semelhantes às da carne bovina ou suína — e que, inclusive, "sangrem" caso você prefira uma refeição mal passada. Uma ideia que soaria como insanidade há alguns anos, mas que tem feito sucesso na dieta dos agentes financeiros.

Para quem tem dúvidas, basta ver o desempenho das ações da empresa (BYND): os papéis começaram a ser negociados em Nova York no dia 2 de maio, ao preço inicial de US$ 25. Nesta segunda-feira (29), os ativos da Beyond Meat já valiam US$ 222,13 — uma valorização de 788% em pouco menos de três meses.

Todo esse otimismo se deve à percepção de que os produtos da Beyond Meat possuem um enorme potencial de ganho de mercado, uma vez que, ao tentar simular o gosto da carne bovina ou suína, a empresa pode conquistar consumidores que não necessariamente são veganos.

Em meio à forte valorização dos papéis da empresa e à demanda crescente pelo hambúrguer da companhia — recentemente, as redes de fast food Carl's Jr. e Dunkin' fecharam acordos para usar a carne da Beyond Meat em alguns lanches —, o mercado aguardava ansiosamente pelo balanço trimestral da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números referentes ao período entre abril e junho deste ano foram divulgados no início da noite desta segunda-feira (29). E quem apostava num banquete de carne vegetal, se deu bem: a empresa viu sua receita líquida quase quadruplicar em um ano. Mas, apesar disso, os agentes financeiros não saíram totalmente satisfeitos do jantar.

Leia Também

Tanto é que, nesta terça-feira (30), as ações da companhia operavam em forte baixa de 13,65% por volta de 10h55 (horário de Brasília), negociadas a US$ 191,94. Mesmo com a queda expressiva, os ativos da Beyond Meat ainda acumulam ganhos de 667% desde o IPO.

Desempenho das ações da Beyond Meat desde o IPO
Desempenho das ações da Beyond Meat desde o IPO - Imagem: Seu Dinheiro

Menu degustação

Quem entrou na fila da inauguração dessa nova unidade da Beyond Meat — foi o primeiro balanço trimestral desde que a companhia abriu seu capital —, pode escolher diversas opções para comer. Alguns agradaram o paladar dos agentes financeiros, mas outras tiveram gosto de carne queimada.

Um dos combos que fez mais sucesso foi o da receita líquida: a empresa encerrou o trimestre com vendas de US$ 67,3 milhões, uma alta de 287,2% em relação aos US$ 17,4 milhões contabilizados há um ano. O resultado ficou acima da média das estimativas de analistas ouvidos pela Bloomberg, que apontava para receita de US$ 52,7 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os acompanhamentos desse lanche também foram elogiados pelo mercado: as vendas dos hambúrgueres e outros produtos veganos da Beyond Meat deram um salto tanto nos supermercados e lojas de varejo (US$ 34,1 milhões, ganho de 192% na base anual) quanto nos restaurantes (US$ 33,1 milhões, avanço de 483%).

O combo número dois também esteve entre os preferidos do mercado. Tendo em vista o crescimento forte das receitas, a Beyond Meat elevou suas projeções para o ano de 2019. A companhia agora prevê receitas de US$ 240 milhões neste ano — a estimativa anterior era de US$ 210 milhões. No primeiro semestre, as vendas da empresa somaram US$ 107,5 milhões.

Caso confirmada, a receita projetada de US$ 240 milhões para o ano representa um crescimento de 170% em relação ao resultado apurado em 2018.

Indigestão

Já o combo número três, o do resultado líquido, não foi tão bem avaliado. Apesar do salto nas receitas, a Beyond Meat segue no vermelho: o prejuízo entre abril e junho desse ano chegou a US$ 9,4 milhões, acima das perdas de US$ 7,4 milhões vistas no mesmo período de 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com esse resultado, a empresa teve um prejuízo por ação de US$ 0,24 no trimestre — bem menor que a perda de US$ 1,22 contabilizada há um ano, uma vez que, de lá para cá, a Beyond Meat abriu se capital e emitiu papéis, o que dilui essa métrica.

É claro que a companhia ainda está em fase de crescimento e, assim, prejuízos não são de todo inesperados. Mas o ponto é que os analistas esperavam por uma perda menor: a média das estimativas da Bloomberg indicava um prejuízo por ação de US$ 0,09.

O que explica esse prejuízo ainda acima do esperado pelo mercado? Bom, apesar de a receita líquida ter crescido de maneira expressiva, os custos da Beyond Meat também deram um salto, e em magnitude ligeiramente maior que as vendas. Assim, a linha final do balanço continuou sangrando — como carne real.

Por fim, o combo número quatro também caiu mal no estômago dos mercados. Junto do balanço, a empresa informou que irá fazer uma oferta subsequente de 3,25 milhões de papéis — alguns dos acionistas que participaram do IPO, em maio, irão se desfazer seus papéis em bolsa e aproveitar os ganhos contabilizados desde então.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao todo, 3 milhões de ações serão vendidas por acionistas-chave, enquanto outros 250 mil papéis serão ofertados pela própria companhia — o preço ainda não foi definido. Segundo a Beyond Meat, os recursos a serem obtidos com a operação serão utilizados para continuar a aumentar a capacidade de produção e fornecimento da empresa, entre outros pontos.

Vai um hambúrguer?

Com essa impressionante valorização das ações desde o IPO, é inevitável fazer a pergunta: ainda dá tempo de comprar as ações da Beyond Meat? Ainda há espaço para as ações continuarem subindo?

Os analistas mostram-se cautelosos quanto às perspectivas para os papéis. Com a disparada tão intensa e num período de tempo tão curto, as ações da Beyond Meat não possuem nenhuma recomendação de compra — seis analistas atribuem classificação neutra aos ativos, e apenas um diz que é hora de vender, de acordo com a Bloomberg.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar