Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-04-04T14:19:11-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Ajuste fiscal no radar

Horas depois do fim da eleição, Moody’s e Fitch já batem na porta de Bolsonaro para cobrar medidas

Agências querem que o novo governo tenha compromisso com a agenda de reformas e esperam atividade da equipe de Bolsonaro

29 de outubro de 2018
18:30 - atualizado às 14:19
Jair Bolsonaro
Bolsonaro já começa a receber demandas do mercado para que promova reformas - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

Mal foi eleito e o governo Bolsonaro já começou a ser cobrado de todos os lados, principalmente em relação à economia. E as agências de classificação de risco Moody's e a Fitch foram umas das primeiras a pressionarem o novo presidente. Elas vieram a público nesta segunda-feira, 29, para cobrar atenção à agenda de reformas consideradas fundamentais para o equilíbrio das contas públicas do País.

O destaque ficou para a reforma da Previdência, uma das principais bandeiras empunhadas, sem sucesso, pelo governo de Michel Temer.

Na Moody's, a vice-presidente Samar Maziad afirmou ao Estadão/Broadcast que a aprovação de uma boa reforma da Previdência Social no próximo ano pelo Congresso "será positiva para a economia e a avaliação de crédito de rating do Brasil", bem como se ela for rejeitada pelos parlamentares haverá impacto negativo para fatores como confiança e investimentos.

É importante lembrar que as duas agências também balizam a nota de crédito do Brasil através das ações do governo e de sua atividade no sentido de melhorar a situação fiscal.

Para Samar, o presidente eleito Jair Bolsonaro precisará obter o consenso do Congresso para aprovar esta mudança constitucional e que essa reforma requer grande apoio popular, demanda negociação e habilidade política junto ao parlamento.

Já para a Fitch, o alerta é sobre como uma implementação "fraca" de reformas estruturais, como a da Previdência, poderia minar a confiança de investidores no País, aumentar os custos de empréstimos e afetar "adversamente" a perspectiva de médio prazo para o crescimento.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, 29, a agência destaca que o forte apoio eleitoral ao capitão reformado e ao seu partido poderiam "impulsionar" o capital político do novo governo e habilitá-lo a construir uma maioria legislativa se partidos centristas oferecerem apoio.

No entanto, pondera, é "incerto" quão efetivamente o novo governo conseguirá usar o "período de lua de mel" nos primeiros meses de mandato para priorizar e aprovar sua agenda econômica.

Projeto só em 2019

A equipe de Bolsonaro parece querer tocar a pauta de reformas com calma. O deputado federal e futuro ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse hoje que o projeto de reforma da Previdência deverá ser rediscutido somente a partir do ano que vem.

Para ele, a proposta que está atualmente parada no Congresso representa um "remendo" e é preciso aprovar uma proposta mais definitiva. "Não dá para ficar mexendo na vida das pessoas de cinco em cinco ano. A tendência é apresentar projeto novo da Previdência no início do ano que vem".

O futuro ministro disse que a proposta a ser apresentada terá dois princípios básicos. O primeiro é justamente um horizonte mais amplo da reformulação. Já a segunda premissa, disse, é separar o que é assistência social do restante dos benefícios previdenciários.

*Com Estadão Conteúdo.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Comandante do navio

Em meio à crise econômica, Bolsonaro se isenta de culpa pela situação do país: ‘se é assim, ache um cara melhor’

Como de costume, o presidente voltou a jogar a culpa da crise nas medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos para conter o novo coronavírus

Quem não tem teto de vidro...

Governo cancela lançamento do Auxílio Brasil; veja por que o programa social fez a bolsa despencar e o dólar disparar hoje

Ainda não há uma nova data para o lançamento do programa, que levou o Ibovespa as mínimas antes do sinal vermelho para o anúncio

Juntando forças

Saiba mais sobre a Novi, carteira de criptomoedas criada pela parceria entre Facebook e Coinbase

Essa wallet ainda está em uma versão piloto, mas já está disponível para download e algumas pessoas estranharam a ausência da criptomoeda Diem

Desanimou

Prévias operacionais fracas derrubam ações da MRV; veja 3 motivos para a decepção dos investidores

Inflação dos custos de construção se refletiram em aumentos nos preços dos imóveis, impactando negativamente as operações da companhia no terceiro trimestre

GUERRA DAS MAQUININHAS NA BOLSA

Por que a Cielo (CIEL3) cai forte enquanto a Getnet (GETT11) engata mais um dia de alta expressiva no Ibovespa?

Enquanto o principal índice da bolsa cai mais de 2%, as units da Getnet avançam 23,45%, aos R$ 9,53, mesmo após terem subido mais de 65% na sessão de ontem.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies