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2020-10-06T15:20:34-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Banco digital

Fitch rebaixa nota de crédito do Banco Original após prejuízo no 1º semestre

Banco digital controlado pela família Batista, dona da JBS, conta com 3,7 milhões de clientes e teve prejuízo de R$ 220 milhões, o que derrubou índice de capital

5 de outubro de 2020
20:05 - atualizado às 15:20
banco original
Imagem: Divulgação

Deixar o dinheiro depositado no Banco Original ficou mais arriscado, na análise da Fitch Ratings. A agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito do banco de "B" para "B-".

Na escala nacional, que mede o risco de um calote em reais, a nota do banco foi reduzida de "BBB-" para "BB+". A agência manteve a observação negativa, ou seja, pode voltar a reduzir a avaliação a qualquer momento.

O rebaixamento do Original ocorreu após o prejuízo de R$ 220 milhões do banco no primeiro semestre. O resultado operacional foi ainda pior e ficou em R$ 339 milhões negativos.

Com o prejuízo, os índices de capitalização do banco sofreram um rápido enfraquecimento em um curto período de tempo, segundo a Fitch. O índice de Basileia da instituição caiu de 13,3% para 10% entre dezembro de 2019 e junho deste ano — muito perto do limite de 9,25% estabelecido pelo Banco Central.

“A expectativa da Fitch é de que a capitalização do Original continue pressionada pelas dificuldades do banco em atingir um ponto de equilíbrio operacional sustentável, o que dificilmente ocorrerá no curto prazo”, escreveu a agência, em relatório.

Controlado pela J&F Investimentos, a holding da família Batista, dona da empresa de alimentos JBS, o Banco Original foi o pioneiro ao oferecer a possibilidade de abertura de conta 100% digital, em 2016. Em junho deste ano, a instituição contava com 3,7 milhões de clientes. O banco também é dono da carteira digital PicPay, que conta com uma base de 24 milhões de usuários.

Apesar da situação mais apertada de capital, o banco encontra-se com um bom nível de liquidez, segundo a Fitch. No fim do primeiro semestre, o Original contava com uma posição de R$ 3,6 bilhões em ativos líquidos, contra R$ 1,9 bilhão em dezembro de 2019. Vale lembrar ainda que todos os depósitos até R$ 250 mil são cobertos pelo fundo garantidor de créditos (FGC).

ATUALIZAÇÃO: Após a publicação da nota, o Banco Original mandou uma nota para o Seu Dinheiro, reproduzida logo abaixo:

“Em relação à reclassificação anunciada pela Fitch Ratings, o Original esclarece que o relatório está concentrado no resultado contábil do primeiro semestre 2020 e tem como base metodologia própria, com enfoque predominantemente quantitativo. Quando ressalta que o índice de Basileia é inferior a 2019, não considera que o resultado é influenciado por hedge – gerado por efeito contábil extraordinário e que não ocorreu por perdas econômicas do banco – e ligado aos investimentos realizados para o crescimento dos negócios.

Apesar de reconhecer o modelo de negócio centrado em tecnologia e inovação do Original, o relatório também deixa de considerar o momento de consolidação e entregas estruturais realizadas pelo ecossistema de empresas de tecnologia do conglomerado Original. As entregas realizadas nos últimos dois semestres, posicionam o banco de forma pioneira no mercado financeiro nacional, nos credenciando para atender clientes por meio de um banco digital, o Original; uma carteira digital, a PicPay; e por meio de uma empresa de tecnologia voltada para o Banking as a Service.

E por fim, vale destacar que, conforme aponta o próprio relatório da Fitch, o Original tem liquidez extremamente robusta e o controlador também apresenta solidez para continuar a apoiar, se necessário, o crescimento da instituição.”

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