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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Analistas gostaram dos números

Ações da Raia Drogasil disparam e chegam à máxima histórica após balanço

A Raia Drogasil reportou expansão no lucro e um ritmo mais elevado de crescimento nas vendas no conceito mesmas lojas. Com isso, as ações sobem mais de 8%

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de agosto de 2019
15:02 - atualizado às 11:00
Fachada da Droga Raia, localizada na Avenida Sumaré, bairro de Perdizes.
Fachada da Droga Raia, localizada na Avenida Sumaré, bairro de Perdizes. - Imagem: Estadão Conteúdo/José Patrício

A Raia Drogasil está com a saúde em dia. O balanço trimestral da dona da Droga Raia e Drogasil mostrou uma evolução em relação ao mesmo período do ano passado, e o mercado reagiu muito bem ao diagnóstico: os papéis ON (RADL3) da empresa subiram forte nesta quarta-feira (7), atingindo um pico histórico.

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Os ativos da Raia Drogasil fecharam em alta de 9,25%, a R$ 94,50, uma nova máxima de encerramento. O desempenho das ações da empresa contrastou com o do próprio Ibovespa: o índice teve alta de 0,61%, aos 102.782,37 pontos.

A Raia Drogasil fechou o segundo trimestre deste ano com uma receita bruta de R$ 4,4 bilhões, um crescimento de 17,1% na comparação anual. O lucro líquido ajustado teve expansão semelhante, chegando a R$ 149,4 milhões — um salto de 16,1% na mesma base de comparação.

Por si só, esses dados já serviriam para trazer alívio aos acionistas da empresa, uma vez que, em 2018, a dona da Droga Raia e da Drogasil passou por dificuldades, em meio à fraqueza da economia doméstica e à forte competição no setor de farmácias e drogarias.

Mas o exame de saúde da companhia trouxe outros números que apontam para uma recuperação mais ampla. O destaque fica com o crescimento das vendas no conceito mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) — um termômetro muito importante para o setor de varejo.

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E, no segundo trimestre, a Raia Drogasil reportou uma expansão de 8% nesse indicador — no mesmo período de 2018, o indicador avançou apenas 2,5%. Ainda dentro do SSS, também chama a atenção o crescimento das vendas nas lojas maduras, que registraram alta de 4% entre abril e junho de 2019 — há um ano, o desempenho ficou negativo em 1,4%.

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Tais números fizeram com que as ações da Raia Drogasil dessem um salto nesta quarta-feira — os papéis não ultrapassavam o nível dos R$ 90 desde janeiro de 2018.

Desempenho das ações ON da Raia Drogasil (RADL3) desde a abertura de capital, em 2012
Desempenho das ações ON da Raia Drogasil (RADL3) desde a abertura de capital, em 2012 - Imagem: Seu Dinheiro

 

Os analistas dos principais bancos e casas de análise elogiaram os números, afirmando que os resultados indicam uma melhora de tendência para a empresa — apesar disso, alguns consideraram que os dados vieram em linha com o esperado.

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Mas, apesar dessa boa recepção, vale ressaltar que a cotação atual dos papéis ON da companhia é superior ao preço-alvo fixado pelas quatro instituições financeiras consultadas pelo Seu Dinheiro — a saber: Safra, Itaú BBA, BTG Pactual e Bradesco BBI.

Veja abaixo um resumo das opiniões desses bancos a respeito do resultado trimestral da dona da Droga Raia e da Drogasil:

Safra — Resultados bons, com recuperação mais rápida nas vendas mesmas lojas

Recomendação: Neutra

Preço-alvo: R$ 72,10

"O principal destaque positivo ficou com o SSS, que acelerou para 8%, ante a nossa estimativa de 6,8%"

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"Esse fator, combinado com a consistência na abertura de lojas, fez a participação de mercado da empresa aumentar em 1,6 ponto, para 13%"

"As margens da Raia Drogasil estão no caminho para voltarem a se expandir em 2020"

Itaú BBA — Vemos um ponto de inflexão

Recomendação: Market perform (em linha com o mercado)

Preço-alvo: R$ 71,00

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"Apesar de terem vindo em linha com as nossas estimativas, esperamos que os resultados sejam entendidos pelo mercado como fortes, uma vez que eles indicam os primeiros passos para a reversão da tendência operacional mais fraca de 2018"

"A empresa deu a entender que a Onofre já está com um nível razoável de vendas mesmas lojas"

"Pretendemos ajustar nossas estimativas para um cenário ligeiramente mais construtivo, mas, por enquanto, mantemos a nossa recomendação e preço-alvo para as ações"

BTG Pactual — Os ventos de mudança persistiram no segundo trimestre

Recomendação: Compra

Preço-alvo: R$ 90,00

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"A empresa reportou números sólidos e que ficaram acima das expectativas. A receita líquida cresceu 17%, principalmente em função do plano bem executado de abertura de lojas"

"Depois de perder participação de mercado em São Paulo no terceiro trimestre de 2018 e permanecer estável nos três últimos meses do ano passado, a companhia reportou um ganho de 1 ponto no primeiro trimestre de 2019 e, agora, uma expansão de 2 pontos na cidade"

"A administração reiterou a projeção de abertura de 240 lojas em 2019"

Bradesco BBI — Tendências de melhora, conforme esperado

Recomendação: Underperform (abaixo da média do mercado)

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Preço-alvo: R$ 65,00

"Os resultados da Raia Drogasil ficaram bastante em linha com as nossas expectativas, mostrando uma melhora contínua no SSS de lojas mais antigas e menores pressões sobre as margens"

"Em nossa visão, a combinação da aparente melhoria na dinâmica da competição no setor, somada à recuperação do SSS nas lojas maduras, pode fazer a ação ter um bom desempenho"

"No entanto, não vemos razões para mudar nossa postura conservadora a respeito da empresa, em função das preocupações quanto à habilidade da companhia de manter níveis de retorno compatíveis com o seu valuation atual"

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