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Nos dois primeiros meses do ano, mais de 110 mil investidores passaram a operar títulos da dívida pública
O número de investidores operando títulos públicos dentro do Tesouro Direto voltou a crescer de forma acentuada em fevereiro. Foram 51.161 novos investidores ativos, depois de um recorde de quase 59 mil em janeiro. No total, são 896.330 pessoas investindo, novo recorde.
Se você ainda está agarrado à caderneta de poupança e fora do Tesouro Direto, confira esse guia com tudo o que você precisa saber. Se você já está dentro e quer saber como declarar seus títulos no Imposto de Renda, te contamos aqui.
No primeiro bimestre já são 110 mil novos entrantes, contra apenas 15.657 em igual período do ano passado. Para dar outro parâmetro, ao longo de todo o segundo semestre de 2018 foram 167 mil, período que já captou um movimento dos grandes bancos e corretoras de zeragem das taxas cobradas para utilização do sistema. No primeiro semestre do ano passado, a número tinha sido de 53,6 mil.
Em janeiro, parte do salto foi atribuído à decisão da B3 de promover uma redução da taxa de custódia no fim de dezembro, de 0,30% para 0,25% ao ano, movimento que parece continuar rendendo frutos. Como já dissemos outras vezes, incentivos importam.
No total, o programa fechou o segundo mês do ano com 3,590 milhões de investidores cadastrados, o que representa aumento de 80,9% nos últimos 12 meses. Já o número de 896 mil investidores ativos, representa um salto de 54% em 12 meses.
Ao longo mês foram realizadas 422.626 operações de venda de títulos a investidores. Segundo o Tesouro, a utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 85,1% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação foi de R$ 5.452,24.
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As vendas líquidas no mês somaram R$ 714,4 milhões, resultado de colocações de R$ 2,304 bilhões e resgates de R$ 1,589 bilhão, sendo R$ 1,453 bilhão em recompra e outros R$ 136,9 milhões em vencimentos.
O papel mais demandando no mês foi o Tesouro Selic (LFT), com participação de 45,7% das vendas. Os papéis atrelados à inflação responderam por 32,9% e os prefixados 21,4%.
Em relação ao prazo, as vendas de títulos com vencimento entre cinco e dez anos representaram 75,2%. Acima de dez anos, ficaram com 16,3%.
O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 56,1 bilhões, aumento de 2,08% em relação ao mês anterior (R$ 54,9 bilhões) e aumento de 18,50% sobre fevereiro de 2018 (R$ 47,3 bilhões).
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