Menu
2019-08-16T10:26:09-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Vídeo

O que é que eu tenho a ver com a desvalorização do yuan?

No início do mês, a relação entre a cotação da moeda chinesa e o dólar voltou a ser comentado e começou a impactar os mercados; entenda como essa questão cambial pode afetar os seus investimentos em bolsa

16 de agosto de 2019
12:03 - atualizado às 10:26

A guerra comercial anda batendo nas bolsas ultimamente. E, no início do mês, ela começou a tomar novos contornos, com a desvalorização do yuan, a moeda chinesa. Se você não entendeu o que isso tem a ver com a briga entre EUA e China ou o impacto disso nos preços das ações, eu explico tudo no vídeo a seguir:

Leia a transcrição do texto do vídeo sobre a desvalorização do yuan

No começo de agosto, o yuan, a moeda da China, ganhou os holofotes no noticiário econômico. A relação entre a divisa chinesa e o dólar abalou os mercados, em um novo capítulo da guerra comercial entre os Estados Unidos e o gigante asiático. Mas afinal, por que é que a cotação do yuan frente à moeda americana causa tanta preocupação aos investidores? Desvalorização do yuan: e eu com isso?

Agosto começou com um novo capítulo na guerra comercial entre Estados Unidos e China: um dia depois de o Federal Reserve ter cortado as taxas de juros americanas em 0,25 ponto percentual, o presidente Donald Trump anunciou novas tarifas aos produtos chineses. A partir de 1º de setembro, US$ 300 bilhões em produtos importados do país asiático seriam tarifados em 10%.

A medida pode ser entendida como uma tentativa de forçar o Fed a baixar ainda mais os juros. Trump não ficou satisfeito com o corte modesto nas taxas e criticou, como sempre, a atuação do banco central americano pelo Twitter. O recrudescimento da guerra comercial pode afetar ainda mais o crescimento mundial, obrigando o Fed a dar novos estímulos à economia.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Só que a China resolveu contra-atacar. O país asiático tem dificuldade de retaliar por meio do aumento de tarifas, porque importa muito menos do que exporta para os Estados Unidos. A saída foi atuar sobre o câmbio. Na semana seguinte ao anúncio de Trump, a moeda chinesa se desvalorizou a ponto de um dólar passar a valer sete yuans. Esse patamar não era visto há mais de dez anos, e é considerado uma espécie de barreira psicológica.

O câmbio na China não é livre - Pequim pode interferir diretamente na cotação do yuan. Ao desvalorizar a sua moeda, o governo garante que os produtos chineses continuem competitivos para entrar nos Estados Unidos, mesmo com a tarifação extra de Trump. O episódio foi seguido de uma troca de farpas entre o presidente americano e o governo chinês, além de críticas de Trump ao Fed.

A desvalorização do yuan e o tom de Donald Trump sinalizam o início de uma guerra cambial, um aprofundamento comum em guerras comerciais. Nas suas críticas ao Fed, Trump vem dando a entender que, se o banco central americano não baixar os juros, ele mesmo pode lançar mão de algum tipo de intervenção mais dura no câmbio. E como o dólar é a principal moeda de reserva do mundo, não se sabe exatamente como ele faria isso.

A questão é que guerras cambiais trazem muita incerteza e volatilidade aos mercados. O caminho que a guerra comercial vem tomando se mostra perigoso para a economia mundial e os investimentos - daí toda essa tensão.

Gostou do vídeo? Então não deixa de se inscrever no canal do Seu Dinheiro no YouTube e clicar no sininho pra receber as notificações. E pode deixar dúvidas e ideias pra outros vídeos no campo dos comentários.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

em são paulo

Natura conclui maior instalação de painéis solares orgânicos

Foram colocados 1.580 painéis numa área de aproximadamente 1.800 metros quadrados, capazes de gerar 201 KWh por dia, segundo a companhia

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

impasse

China ainda não confirmou acordo comercial com EUA

Comunicado mostra imprevisibilidade de um processo de negociação que abala os mercados financeiros mundiais desde meados do ano passado

melhora no indicador

‘Prévia’ do PIB avança 0,17% em outubro

IBC-Br considera a trajetória das variáveis da agropecuária, indústria e serviços, além de impostos sobre produtos

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

No radar: 33º recorde na bolsa e fraude na Via Varejo

O Ibovespa bateu seu 33º recorde neste ano ontem e o dólar fechou abaixo de R$ 4,10. Entre as empresas o destaque é a Via Varejo, que deixou todo mundo de cabelo em pé ao confirmar uma fraude bilionária. Combina bem com o clima de sexta-feira 13. O que você precisa saber hoje: Mercados • O […]

Hora de dar tchau

BNDES avalia vender sua fatia na Petrobras em oferta que pode chegar a R$ 24 bi

Intenção do banco é vender toda a fatia que detém hoje da petroleira, ou seja, 10% do total de ações ordinárias emitidas pela Petrobras via oferta pública de ações

avanço no paraná

Ânima compra UniCuritiba por R$ 130 milhões

Dono de conceito máximo do MEC (nota 5) e prestes a completar 70 anos de história, o UniCuritiba é a quinta maior instituição privada da região Sul

voltando atrás

Sob pressão, relator propõe reduzir fundo eleitoral para R$ 2 bilhões

Comissão Mista do Orçamento, formada por deputados e senadores, aprovou na semana passada relatório de Domingos Neto que prevê R$ 3,8 bilhões para o fundo usado para financiar as campanhas eleitorais

Novidades no setor

Ford pode investir R$ 1,4 bi na Bahia, afirma sindicato

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, o que o presidente da Ford América do Sul, Lylle Watters, pediu na semana passada, em reunião com os trabalhadores, “é a precarização da mão de obra”

Entrevista

‘Sinais sugerem trajetória de crescimento’, diz ex-diretor do BC

Alexandre Schwartsman diz acreditar que o Banco Central ainda tem espaço para novos cortes dos juros básico, hoje em 4,5% ao ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements