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Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco) e “Abandonado” (Geração).
Governança

Novo acordo deve acabar com batalha de acionistas na Qualicorp

José Seripieri Filho, o Júnior, se comprometeu a investir os R$ 150 milhões que recebeu em ações da própria empresa, que agora terá representante da XP Gestão no conselho

8 de outubro de 2018
9:08 - atualizado às 12:32
Júnior também abriu mão da remuneração variável a que tinha direito neste ano - Imagem: Divulgação/Fiesp

A batalha de acionistas que se anunciava na Qualicorp depois do anúncio do polêmico acordo que colocou R$ 150 milhões no bolso do presidente caminha para uma solução diplomática.

Ontem à noite, enquanto o país conhecia o resultado do primeiro turno das eleições, a administradora de planos de saúde coletivos anunciou uma série de medidas para melhorar a governança corporativa.

O acordo incluiu o compromisso de José Seripieri Filho, presidente e fundador da Qualicorp, de reinvestir a bolada recebida em ações da própria empresa. Ele também abriu mão da remuneração variável a que tinha direito neste ano.

A Qualicorp anunciou ainda uma mudança na composição do conselho de administração, com a entrada de Rogério Calderón Peres. Ele é representante da XP Gestão, segundo principal acionista da empresa. A gestora havia ameaçado entrar na Justiça para buscar reparação contra o acordo.

Perto das 12h, as ações da Qualicorp eram negociadas em alta de cerca de 8%, também embaladas pela euforia que tomou conta do mercado depois do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.

Entenda o caso

As ações da Qualicorp reagiram com uma queda violenta de 30% na semana passada ao anúncio do pagamento a Seripieri, conhecido no mercado com Júnior. Originalmente, os únicos compromissos do executivo em troca do dinheiro era permanecer com suas ações - ele detém 15% do capital da empresa - e não competir com a companhia por um prazo de seis anos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para apurar a operação.

O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da Qualicorp. Seripieri faz parte do conselho, mas não participou da reunião que decidiu sobre o acordo. A partir de agora, todas as operações com as chamadas “partes relacionadas” na empresa, o que inclui executivos e acionistas, precisarão ser aprovadas também pelos acionistas.

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