Lyft, rival da Uber nos EUA, abre a temporada dos IPOs das empresas nascidas na era do smartphone
A oferta é apontada como um teste para outros IPOs de empresas de aplicativos e também pode incentivar as startups brasileiras com planos de listar suas ações na bolsa, como o Nubank
Os aplicativos para celular revolucionaram a forma como consumimos produtos e serviços, mas será que investir nessas empresas é um bom negócio? A temporada de ofertas públicas de ações (IPOs, na sigla em inglês) das companhias que surgiram na era do smartphone será aberta pela Lyft, rival da Uber que opera nos Estados Unidos e no Canadá.
A empresa de transporte por aplicativos vai listar suas ações na bolsa americana Nasdaq em uma oferta que deve acontecer até abril. Ainda não se sabe o quanto a companhia pretende captar de investidores no mercado, mas a expectativa é que seja avaliada em pelo menos US$ 25 bilhões (R$ 96 bilhões, pelas cotações de ontem) na estreia na bolsa.
A oferta da Lyft é apontada como um teste para outros IPOs de empresas de aplicativos aguardados para este ano. A lista inclui a própria Uber, que já entrou com pedido para abrir o capital e pode chegar ao mercado valendo US$ 120 bilhões, pelas projeções do mercado.
O apetite dos investidores pelas ações da Lyft também pode servir de termômetro para as startups brasileiras com planos de captar recursos de investidores e listar suas ações na bolsa.
A grande aposta do mercado é que a empresa de cartões e banco digital Nubank venha a mercado ainda neste ano. A expectativa é que a "fintech" brasileira siga o caminho aberto no ano passado pelas companhias de maquininhas de cartão PagSeguro e Stone e lance suas ações em Nova York. O banco digital Agibank, que teve uma tentativa frustrada de IPO na bolsa brasileira, também considera abrir o capital nos EUA.
Leia a seguir cinco pontos sobre a oferta da Lyft que devem ser semelhantes aos dos IPOs das demais empresas de tecnologia previstas para acontecer ao longo deste ano:
Leia Também
1 - Sem lucro nem dividendo
A Lyft chegará à bolsa sem jamais ter dado lucro desde a fundação em 2012. Em 2018, o prejuízo da empresa foi de US$ 911 milhões (R$ 3,5 bilhões), acima do resultado negativo de US$ 688,3 milhões em 2017.
O sustento das operações do aplicativo vem das sucessivas captações privadas. Entre os investidores da companhia estão o conglomerado de tecnologia japonês Rakuten, a montadora General Motors e a Alphabet, holding controladora do Google que tem um projeto de veículo autônomo.
Na última rodada, anunciada em junho de 2018, a Lyft foi avaliada em US$ 14,5 bilhões (R$ 55,7 bilhões).
Mesmo que venha a dar lucro, não está nos planos da companhia pagar dividendos em um futuro próximo. Isso significa que todo o ganho para o investidor terá de vir da valorização das ações na bolsa.
2 - Fase de crescimento
A boa notícia é que as receitas da companhia crescem mais que o prejuízo. No ano passado, o faturamento dobrou para US$ 2,2 bilhões (R$ 8,45 bilhões).
Com uma base de 18,6 milhões de usuários ativos e mais de 1,1 milhão de motoristas, a Lyft também mostrou que vem ganhando participação no mercado americano de corridas por aplicativo. A empresa encerrou o ano passado com uma participação de 39%, contra 22% no fim de 2016.
3 - Ações com superpoderes
Logan Green e John Zimmer, os fundadores da Lyft, manterão o controle sobre a companhia após a oferta graças às ações especiais que só eles detêm e que dão direito a 20 votos cada. Já as ações que serão listadas na oferta que será realizada na Nasdaq dão direito a um voto cada.
Apesar das críticas em relação à governança, esse tipo de estrutura vem sendo cada vez mais usado nos IPOs de empresas de tecnologia.
O modelo de ações com "superpoderes" também foi adotado nas ofertas das brasileiras PagSeguro e Stone em Nova York. A possibilidade de emissão desse tipo de ação é apontado como um dos atrativos da listagem no exterior para os fundadores que não querem abrir mão do controle.
O Novo Mercado da B3 só aceita a listagem de empresas com ações ordinárias (ON, com direito a voto) e todas com os mesmos direitos.
4 - Diversificação dos negócios
A Lyft pretende usar uma parte dos recursos captados dos investidores com o IPO em aquisições e parcerias estratégicas. Em novembro, a empresa anunciou a compra da Motivate, a maior plataforma de compartilhamento de bicicletas dos Estados Unidos.
"Continuaremos a buscar seletivamente aquisições que contribuam para o crescimento de nossos negócios atuais, nos ajudar a expandir para mercados adjacentes ou adicionar novos recursos à plataforma", informa a companhia, no prospecto da oferta.
A ampliação dos produtos e serviços oferecidos nos aplicativos é uma tendência que praticamente todas as empresas estão em busca.
5 - Bônus para motoristas
Uma característica da oferta da Lyft e que deve ser adotada também na da Uber é a distribuição de um bônus para os motoristas mais assíduos da companhia.
A Lyft informou que pretende oferecer US$ 1 mil aos motoristas com pelo menos 10 mil corridas pelo aplicativo e US$ 10 mil aos que realizaram mais de 20 mil viagens.
A empresa não disse quantos motoristas devem ser agraciados com o bônus, mas só aqueles muito fiéis ao aplicativo devem ter esse direito. Em uma conta simples, para chegar às 10 mil viagens, um motorista teria que fazer, em média, 9,13 corridas por dia, sem descanso, durante três anos.
Os motoristas poderão usar o bônus para comprar ações da empresa na oferta, mas também podem receber diretamente em dinheiro. A expectativa da companhia é fazer o pagamento no dia 19 de março.
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção
No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa
Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767
Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros
Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje
Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira
Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho
Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos
A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”
Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA
Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje
O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores
A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista
Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?
Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor
Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir
A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono
Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro
Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho
Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer
Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025
Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário
A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital
Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?
Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão
SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano
Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel
Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo
Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos
Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima
O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez
Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas
Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários
