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Serão 600 mil debêntures no valor unitário de R$ 1 mil, destinados à formação dos direitos creditórios do agronegócio que constituirão lastro para a oferta pública dos CRA
A JBS informou nesta quinta-feira, 22, que seu conselho de administração aprovou a emissão de até R$ 600 milhões em debêntures (títulos da dívida). No comunicado, a companhia disse que os recursos serão usados para a compra de gado.
Ontem, as ações da industria de alimentos (JBSS3) terminaram o dia cotadas a R$ 29,06 - os papeis acumulam uma alta de 150% desde o início do ano. Veja como será o dia os investidores nesta sexta-feira, na Bula do Mercado.
Segundo a JBS, a emissão será feita em duas séries - uma delas remunerada pelo CDI, com prazo de 48 meses, e outra indexada ao IPCA, com vencimento em 60 meses.
Serão 600 mil debêntures no valor unitário de R$ 1 mil, destinados à formação dos direitos creditórios do agronegócio que constituirão lastro para a oferta pública dos CRA.
Vale lembrar: as debêntures, assim como as CRAs, não contam com a proteção do FGC e, para reaver o dinheiro antes do vencimento, é preciso vender o título no mercado secundário, o que pode sacrificar um pouco a rentabilidade.
Os papéis têm um pouco mais de risco de calote e liquidez do que os títulos das instituições financeiras.
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No último trimestre, a JBS registrou um lucro líquido e R$ 2,183 bilhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 911,1 milhões contabilizado no mesmo período de 2018. A receita líquida avançou 12,5% na mesma base de comparação, chegando a R$ 50,8 bilhões.
Já a geração de caixa livre somou R$ 3,72 bilhões — cifra 92,6% maior que a vista há um ano. Com isso, a dívida líquida da JBS caiu 11,3% na base anual, chegando a R$ 44,77 bilhões. Os números foram elogiados por analistas.
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