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Segundo a empresa, o racional econômico para manter a listagem em Nova York diminuiu tendo em vista o crescimento do volume de negociação na B3
O começo do ano que se aproxima será agitado e trará algumas mudanças significativas para a CPFL Energia (CPFE3).
A companhia informou que o conselho de administração da empresa, em conjunto com a CPFL Geração de Energia, aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações ordinárias da CPFL Energia Renováveis (CPFL-R).
Hoje a CPFL Geração de Energia possui 53,18% da Renováveis, enquanto a CPFL Energia detém 46,76%. O objetivo da ação é converter o registro da CPFL-R de companhia aberta categoria "A" para categoria "B" e retirar a empresa do Novo Mercado, o mais alto nível de governança da bolsa.
A transação será composta pela aquisição de 291.550 ações ON da CPFL-R em circulação, ao preço de R$ 16,85, movimentando cerca de R$ 4,9 milhões.
O valor é equivalente ao preço pago na OPA de 2018. O prazo para acionistas titulares de, no mínimo, 10%, requererem a convocação de uma assembleia especial para revisão do preço por ação se encerra em 3 de janeiro de 2020.
A notícia mexeu com as duas empresas na B3. As ações da CPFL Renováveis dispararam 10,58% e as da CPFL Energia fecharam em alta de 2,57%.
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Além do processo de OPA da Renováveis, a CPFL Energia, que negocia os seus papéis na bolsa de Nova York desde 2004, deixará a NYSE.
Com a diminuição dos números de operações realizadas com os ADRs, American Depositary Shares, da companhia e o crescimento do volume de negociação na B3, a bolsa brasileira, o racional econômico para manter a listagem na NYSE diminuiu.
Em 2004, quando a empresa decidiu pela listagem em Nova York, a CPFL queria promover a negociação ordinárias e aumentar a visibilidade da marca 'CPFL' nos Estados Unidos.
O último dia de negociação será em 27 de janeiro, quando o processo de rescisão do contrato de depositário com o Citibank será concluído.
Hoje a empresa também aparece nos noticiários pela sua participação no leilão de transmissão de energia promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é que a operação movimente cerca de R$ 4 bi em investimentos.
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