Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

SD Premium - Lupa dos fundos

Ação do Magazine Luiza está mais barata hoje do que em 2015, diz Alaska

Estive no escritório da gestora para entender por que a gestora ainda não pensa em se desfazer da posição na varejista mesmo depois de multiplicar por várias vezes o capital investido nem vê ameaça com avanço da Amazon no país

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
19 de setembro de 2019
5:54 - atualizado às 9:40

Se você deseja saber se tem ou não perfil para investir nos fundos da Alaska, nem precisa ler esta reportagem. Basta acessar o perfil no Twitter de Henrique Bredda, um dos sócios da gestora que ganhou os holofotes graças aos retornos fabulosos dos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem leu os alertas deixados pelo gestor antes de investir pode reclamar de qualquer coisa, menos que foi pego de surpresa com a queda de 14% na cota do fundo mais agressivo da Alaska no mês passado.

Um sinal de que os mais de 170 mil investidores da gestora que possui um total de R$ 12 bilhões em patrimônio entenderam o recado é que em apenas um dia houve resgates líquidos ao longo de todo o mês passado.

Com a melhora do mercado nas últimas semanas, a Alaska recuperou parte das perdas do mês anterior. Mas na manhã em que visitei o escritório da gestora para esta entrevista o assunto já era outro: a conhecida posição do fundo nas ações do Magazine Luiza.

Tudo porque, dias antes, a toda poderosa Amazon anunciou o lançamento no Brasil do seu serviço Prime, que promete frete grátis nas compras do site e entregas em até 48 horas. A empresa ainda incluiu no pacote mensal de R$ 9,90 a assinatura de seu serviço de TV, música e jogos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ameaça cada vez mais presente da Amazon no país não mudou em nada a convicção da Alaska sobre o investimento no Magazine Luiza. Pelo contrário. Mesmo depois de multiplicar por várias vezes o capital investido na empresa, a gestora nem pensa em se desfazer dos papéis.

Leia Também

“A gente pode dizer que hoje a ação do Magazine Luiza é mais barata hoje do que era em 2015, quando a gente começou a analisar a empresa”, me disse Ney Miyamoto, sócio da Alaska. Não custa lembrar que 2015 marcou a mínima histórica dos papéis da varejista, que hoje vale mais de R$ 50 bilhões na bolsa.

Quem explica essa lógica, que de certa forma fundamenta toda a filosofia da casa, é Eduardo Mestieri, o analista e sócio que atuou diretamente no processo de investimento no Magazine Luiza.

“Em 2015, a nossa percepção da empresa era bem diferente e a gente não tinha a confiança que tem hoje na administração.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre a Amazon, Mestieri compara o desempenho em diferentes mercados ao afirmar que da empresa de Jeff Bezos ainda terá um longo caminho a percorrer no país. Ele credita uma parte do sucesso avassalador da companhia nos Estados Unidos a uma vantagem tributária em relação aos concorrentes tradicionais.

Já em países onde enfrenta competidores fortes já estabelecidos a Amazon tem enfrentado bem mais dificuldades. “No Japão, um país muito menor que o Brasil, eles levaram 18 anos para igualar o segundo colocado”, afirma o analista da Alaska.

Mestieri não integra o grupo dos apostam no fracasso da Amazon no país, mas também não vê no avanço da varejista americana uma ameaça às empresas nacionais e, em particular, a principal posição do fundo.

“O Magazine Luiza vai ter sucesso com ou sem Amazon”, afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ruins de "market timing"

Antes de investir em qualquer ação, a gestora projeta a taxa de retorno esperada da empresa e compara com a própria taxa requerida no investimento. O trabalho da equipe da Alaska é encontrar na bolsa as ações que apresentem a maior essa diferença entre essas duas taxas.

"Esse trabalho é feito todos os dias com todas as empresas do portfólio", afirma Miyamoto. É por isso que, mesmo depois de multiplicar algumas vezes o capital investido em Magazine Luiza, a gestora ainda avalia que o papel está barato.

"Nós não trabalhamos com um preço-alvo para a ação, a gente sabe que não tem talento para market timing."

Desta forma, a Alaska só pretende se desfazer da posição na varejista quando houver outras ações na bolsa com taxas de retorno mais atrativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do Magazine Luiza, o fundo tem hoje entre as principais posições os papéis da Rumo, Kroton, Braskem e Klabin.

Ibovespa a 400 mil pontos?

Também é conhecida no mercado a projeção de Luiz Alves Paes de Barros, um dos sócios fundadores da Alaska e um dos maiores investidores da bolsa brasileira, de que o Ibovespa pode alcançar a marca 100 mil pontos em dólares – pouco mais de 400 mil pontos nas cotações atuais da moeda norte-americana.

Para o lendário investidor, a bolsa brasileira opera em ciclos históricos de alta. No menor deles, que aconteceu nos anos 1980, a valorização foi de 15 vezes em dólar. O maior, que terminou em 1997, rendeu 34 vezes de ganho na moeda do país de Donald Trump.

É por isso que a gestora vê os tombos como os que ocorreram no mês passado como parte do percurso. "A gente não sabe quanto vai ser a bolsa daqui a um ano, mas a nossa mira fica melhor se você estender esse prazo", diz Miyamoto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o cenário da Alaska se confirmar, a expectativa é que eventos como o fatídico "Joesley Day" – quando a cota chegou a ter uma perda de 28% em um único dia – virem um ruído no histórico do fundo para quem olhar o filme completo.

Ainda que estejam mais acostumados aos solavancos, os gestores e sócios da Alaska sentem na pele o mesmo que os cotistas, já que boa parte do patrimônio está investido nos fundos e sujeito às mesmas taxas pagas pelos demais investidores, segundo Miyamoto.

Indicações e contraindicações

A filosofia de investimentos da Alaska, a volatilidade das cotas (e os tuítes de Henrique Bredda) deixam claro que o fundo não é indicado para quem tem visão de curto prazo.

Vale acrescentar que também não é o tipo de aplicação para a sua reserva de emergência. Se você está em busca de um destino para aquele dinheiro que pode precisar a qualquer momento, esta matéria apresenta três opções.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem entendeu os riscos e deseja investir nos fundos também deve ficar ciente de que provavelmente terá um desempenho bem descolado do Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa – para cima ou para baixo. Por tudo isso, o ideal é ter o Alaska como uma opção de diversificação, com uma pequena parcela dentro daquele percentual da sua carteira destinado à renda variável.

A gestora tem fundos com diferentes estratégias, mas o nosso destaque fica com o Alaska Black Institucional. O produto foi lançado no começo de 2017 e replica as principais posições da gestora em ações, mas não atua nos mercados de juros e câmbio.

Quem tem estômago para ainda mais volatilidade também tem à disposição na prateleira das plataformas de investimento o Alaska Black FIC FIA II BDR Nível I. Além de operar em outros mercados, o fundo ainda pode ter posições em recibos de ações de empresas norte-americanas.

O desempenho de agosto mostra bem a diferença entre as estratégias. Enquanto o Alaska Black Institucional fechou o mês com uma queda de 3,29%, o Black II levou um tombo de 14,32%. Mesmo assim, tem um retorno melhor que o irmão mais "conservador" no acumulado desde o início. Confira abaixo mais detalhes sobre os fundos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundos na lupa

Alaska Black Institucional

Aplicação mínima: R$ 1.000
Taxa de administração: 2% + 20% sobre o que superar o Ibovespa
Patrimônio líquido: R$ 1,575 bilhão
Resgate: 30 dias após o pedido
Data de início: 21/02/2017
Retorno desde o início: 117,84%
Ibovespa: 46,46%
Por onde investir: Ativa, BTG Pactual, Coinvalores, Daycoval, Easynvest, Guide, Mirae, Modal Mais, Nova Futura, Órama, Original, RB Investimentos, Pi, Rico, Necton, Terra, Uniletra, Warren e XP

Alaska Black FIC FIA II BDR Nível I

Aplicação mínima: R$ 1.000
Taxa de administração: 2% + 20% sobre o que superar o Ibovespa
Patrimônio líquido: R$ 615 milhões
Resgate: 30 dias após o pedido
Resgate Antecipado: 5% de multa sobre a cota de resgate
Data de início: 03/01/2017
Retorno desde o início: 131,12%
Ibovespa: 63,61%
Por onde investir: Ativa, Azimut, BTG Pactual, Capital Markets, Coinvalores, Daycoval, Easynvest, Genial, Guide, Mirae, Modal Mais, Nova Futura, Órama, Pi, Socopa, Necton, Terra, Uniletra e Warren

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia